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Produtores e indústria se comprometem a ampliar discussão da comercialização de leite em Goiás

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Atendendo a uma reivindicação dos pequenos produtores de leite de Goiás, o deputado estadual Amauri Ribeiro (PRP) realizou na manhã desta terça-feira (28.Mai), uma audiência pública para discutir a previsibilidade do preço e antecipação do pagamento do leite. A reunião aconteceu no Salão Nobre Henrique Santillo da Assembleia Legislativa.

Na ocasião, a categoria dos produtores de leite e a indústria, representada pelo Sindicato das Indústrias de Laticínios no Estado de Goiás, se comprometeu a ampliar a discussão envolvendo os grandes laticínios e o comércio varejista, em uma reunião no próximo mês.

De acordo com o deputado Amauri, o objetivo da reunião é debater a necessidade de uma discussão entre os produtores de leite, os laticínios e o comércio varejista.

“Hoje, o pequeno produtor de leite não vende seu produto, ele entrega. Ou seja, ele entrega o leite para os laticínios sem saber o preço que será pago e só recebe 45 dias depois”, explica o parlamentar, ressaltando que não há segurança para se produzir leite em Goiás.

Por isso, segundo o deputado, é imprescindível ampliar essa discussão com todos os elos envolvidos a fim de chegarem a uma conclusão satisfatória e lucrativa para todas as partes. “O mínimo que nós queremos é respeito. Precisamos trabalhar com segurança e nós nunca tivemos segurança ao produzir leite. Isso tem que acabar. Temos que ter estabilidade no nosso ganha-pão. Nós produzimos alimento, não produzimos luxo”, garante Amauri.

Um dos poucos representantes da indústria de laticínio, o médico veterinário e diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios no Estado de Goiás (Sindileite), Alfredo Luiz Correia, enalteceu a iniciativa do deputado Amauri Ribeiro (PRP) de promover um debate sobre a comercialização do leite e se comprometeu a participar do movimento para ampliar a discussão.

“Sozinho eu não tenho força, mas gostaria que nós  nos comprometêssemos a convidar nossos pares para essa discussão. Essa conversa, esse diálogo franco e aberto é muito importante. Acredito que havendo boa vontade dos dois lados é natural que conseguimos alguns avanços na comercialização do leite. Só posso adiantar que o Sindileite faz parte de um sistema sólido, que é a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e que estamos abertos para chegar a uma solução”, disse Alfredo.

Diálogo
Um dos 100 maiores produtores de leite do Brasil, Reinaldo Carlos Figueiredo, cumprimentou o deputado Amauri Ribeiro pela iniciativa e destacou que é preciso muito diálogo para resolver esse impasse.

“Juntos, produtores e indústria têm condições de fazer com que o elo do leite seja aprimorado como um todo. Afinal, estamos no final da cadeia”, ressaltou.

Diretor Institucional da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (ABCBRH) e vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), Reinaldo Figueiredo, entende que a grande vilã dessa história é a rede varejista. “Os supermercadistas fazem do leite um chamariz, colocando o preço do produto lá embaixo, forçando a indústria a praticar preços reduzidos. E, com tudo isso, o produtor é o maior prejudicado. Mas entendo que debate como esse é salutar para evoluirmos, até mesmo para que o produtor, que praticamente não tem voz nessa negociação, seja ouvido”, falou.

Também presente na audiência, o secretário de e Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Antônio Carlos de Souza Lima Neto, garantiu que um dos objetivos principais da pasta é buscar fortalecer todas as iniciativas que promovam o desenvolvimento do nosso Estado.

”Nós sabemos a grande importância que a cadeia produtiva de leite tem em Goiás.  E esse é um pleito antigo e histórico. Goiás já foi o segundo maior produtor de leite no Brasil e hoje ocupa o quarto lugar, quando visualizamos as oportunidades que temos aqui, somos convocados a participar de ações como essa e buscar uma solução pra essa questão”, avaliou o secretário.

Enel
Durante a audiência pública, grande parte do grupo de produtores rurais reclamou que além dos problemas citados, eles sofrem também com problemas no fornecimento de energia. “Fazemos diversos investimentos para a rede de energia e o mínimo que devíamos ter era um serviço de qualidade e isso não ocorre. Já chegamos a ficar dias sem energia elétrica. Isso atrapalha ainda mais a nossa produção”, contou a produtora Maria Magna.

O deputado Amauri disse que vem cobrando firmemente melhoria no serviço oferecido pela Enel durante as reuniões da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Enel, que investiga as ações da empresa no estado. “Fizemos apenas uma proposta pra Enel: ou eles melhoram o serviço ofertado ou terão que deixar o estado”, garantiu.

Também participaram da audiência, o presidente da Agrodefesa, José Essado, o presidente da Comissão de Leite da Faeg, José Renato, além de produtores de leite de 18 cidades goianas.

*Com informações da assessoria do deputado Amauri Ribeiro

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Avião cai em Belo Horizonte e mata três pessoas

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Um avião monomotor caiu em um bairro residencial de Belo Horizonte (MG), na manhã desta segunda (21). Segundo o Corpo de Bombeiros, três pessoas morreram na queda da aeronave, que tinha acabado de decolar do Aeroporto Carlos Prates. Outras três pessoas ficaram feridas em virtude do acidente.

O Cirrus SR20 prefixo PR-ETJ – fabricado em 2007 – foi adquirido em julho deste ano por Israel Campras dos Santos. Até então, a aeronave pertencia à empresa Helicon Táxi Ltda Aéreo, sediada em Colombo, no Paraná, cujos representantes informaram que o monomotor estava em condições regulares de uso. A reportagem ainda não conseguiu contato com Campras. O avião estava em situação de aeronavegabilidade normal.

O aparelho caiu em uma área residencial do bairro Caiçara, na região Noroeste da capital mineira, perto das 9 horas. Os mortos, segundo o Corpo de Bombeiros, são um ocupante do avião; uma pessoa que estava dentro de um dos três veículos atingidos em solo pela aeronave e, possivelmente, um pedestre que passava pelo local no momento do acidente.

Os nomes dos mortos e dos feridos não foram divulgados.

Vítimas são socorridas

Equipes da Polícia Militar (PM), da Guarda Municipal, do Serviço de Atendimento Móvel (Samu) e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) estão no local socorrendo as vítimas e colhendo os primeiros indícios para apurar as causas do acidente.

Este é o segundo acidente do tipo registrado este ano no bairro Caiçara. Em abril, um monomotor modelo Socata ST-10 Diplomate caiu sobre a rua Minerva, matando o piloto, o médico Francisco Fabiano Gontijo, 47 anos, e um instrutor de voo.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou na época, a aeronave estava voando com a Inspeção Anual de Manutenção (IAM) vencida. Obrigatório, esse documento deve ser renovado anualmente.

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Brasil tem novo mandato em Conselho de Direitos Humanos da ONU

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O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) elegeu os 14 membros para mandato de 2020 a 2022. O Brasil, que concorreu à reeleição para uma das cadeiras, foi referendado por 153 votos – número bastante superior ao que a disputa exigia. A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, ressaltou a conquista. “Tivemos mais votos do que em 2016, quando fomos eleitos com 137”, afirmou.

A eleição, que ocorreu em Nova York, nos Estados Unidos, foi concorrida. De acordo com a ata do encontro divulgada pelo órgão internacional, houve uma disputa por assentos na América Latina, na região Ásia-Pacífico e na Europa Ocidental.

O pedido da Venezuela, que passa por crises políticas, econômicas e sociais, para ocupar uma cadeira no conselho também foi aprovado. O país recebeu 105 votos e ocupará o lugar de Cuba à mesa.

A participação dos recém-eleitos passa a valer a partir do dia 31 de dezembro, e o mandato dura 3 anos. Mas isso não é garantia de permanência no conselho. Os países-membros se reúnem a cada quatro meses para avaliar o respeito aos direitos humanos de seus membros, e realizam uma votação. Caso transgressões graves sejam relatadas, o país-membro pode ter seu mandato finalizado prematuramente, e outro país da mesma região passa a ocupar a cadeira.

Conselho

O Conselho de Direitos Humanos é formado por 47 países, que se reúnem anualmente em Genebra. A organização tem como finalidade a promoção e a proteção dos direitos humanos em escala global, e tem o poder de lançar investigações sobre denúncias de abuso ou desrespeito à dignidade humana e aos direitos básicos.

No total, 193 países fazem parte da ONU. Mas o comitê permite que apenas cerca de 25% participem como membros. 

Estados Unidos 

O presidente americano Donald Trump decidiu, em 2018, abandonar o conselho. Apoiada por Israel, Nikki Haley, então representante do governo norte-americano, chamou o órgão de “hipócrita e egoísta, que ridiculariza os direitos humanos”. A decisão veio após manifestações do conselho sobre o que chamou de “crise humanitária” na fronteira dos Estados Unidos e críticas à política de imigração adotada por Trump.

Veja a lista completa de países-membros do Conselho de Direitos Humanos da ONU:
 

Estados Africanos

Angola, Burkina Faso, Camarões, República Democrática do Congo, Eritreia, Líbia, Mauritânia, Namíbia, Nigéria, Senegal, Somália, Sudão, Togo

Ásia-Pacífico

Afeganistão, Bahrein, Bangladesh, Fiji, Índia, Indonésia, Japão, Ilhas Marshall, Coreia do Sul, Nepal, Paquistão, Filipinas, Catar.

Europa Oriental

Armênia, Bulgária, República Tcheca, Polônia, Eslováquia, Ucrânia

América Latina e Caribe

Argentina, Bahamas, Brasil, Chile, México, Peru, Uruguai, Venezuela

Europa Ocidental e outros Estados

Austrália, Áustria, Dinamarca, Alemanha, Itália, Holanda, Espanha

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Cidades

Bombeiros confirmam quinta morte em desabamento em Fortaleza

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O Corpo de Bombeiros do Ceará confirmou o resgate de mais um corpo dos escombros do edifício Andrea, que desabou na última terça-feira (15), em Fortaleza. A vítima é uma mulher ainda não identificada.

Com isso, subiu para cinco o número de mortes já confirmadas pelas autoridades. Três das vítimas já foram identificadas. São elas Antônio Gildasio Holanda Silveira, de 60 anos, cujo corpo foi encontrado esta manhã; Frederick Santana dos Santos, de 30 anos; e Izaura Marques Menezes, de 81 anos.

As equipes de busca continuam tentando localizar cinco pessoas que, segundo parentes, estavam no interior do prédio no momento do acidente. Só hoje, cerca de 250 bombeiros estão trabalhando nos resgates das vítimas – operação na qual estão sendo empregados cinco cães farejadores, além de equipamentos como drones, utilizados na varredura da área, e uma plataforma mecânica.

A Polícia Civil instaurou inquérito policial para apurar as circunstâncias do desabamento do Edifício Andrea e as eventuais responsabilidades. Testemunhas já foram ouvidas, e as apurações estão em andamento.

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-CE) também criou uma comissão para analisar a situação legal da construção. Em entrevista o presidente do conselho, Emanuel Maia Mota, reafirmou que, na segunda-feira (14), véspera do desabamento, o engenheiro civil José Andreson Gonzaga dos Santos registrou, no conselho, uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) relativa a uma reforma no prédio. A ART é o documento que define os responsáveis técnicos por qualquer empreendimento de engenharia, arquitetura e agronomia.

Mota disse ainda não saber se o serviço previsto chegou a ser iniciado. Segundo ele, o Crea já tentou fazer contato com o engenheiro civil a fim de obter mais informações, mas não o localizou. “O telefone que temos registrado não atende às chamadas. Mandamos um ofício para o endereço do cadastro e estamos aguardando uma resposta, um contato, pois precisamos esclarecer uma série de dúvidas”, disse Mota, acrescentando que o engenheiro civil está em situação regular e solicitou o registro profissional há poucos meses.

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