Conecte-se

Política

Polícia Federal e TSE criam grupo especial para combater notícias falsas durante eleições

Publicado

em

As notícias falsas conseguem se alastrar pela internet a uma velocidade alarmante, especialmente através de redes sociais como o Facebook. Alguns países estão preocupados que isso tenha um impacto nas eleições, e vêm propondo regras para combatê-las.

No Brasil, um grupo de trabalho vai desenvolver formas de combater as “fake news”. Ele será composto por membros da Polícia Federal, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Ministério Público Federal.

Ainda há poucos detalhes sobre o novo grupo. No Twitter, a FENAPEF (Federação Nacional dos Policiais Federais) diz que as atividades vão começar “nos próximos dias em Brasília”.

A ideia está preocupando alguns especialistas. Francisco Brito Cruz, diretor do instituto de pesquisa Internetlab, diz à Agência Brasil: “essa medida joga para a Justiça Criminal uma tarefa ingrata de definir o que é verdade e de colocar uma pena em que está dizendo alguma coisa, por mais que ela seja perigosa ou odiosa. Se isso se torna regra, pode virar um instrumento de controle do discurso”.

A criação do grupo foi exigida pelo próximo presidente do TSE, Luiz Fux. O atual presidente do tribunal, Gilmar Mendes, já formou um conselho consultivo para pesquisar a influência da internet nas eleições, em especial das notícias falsas.

Além disso, a Câmara dos Deputados analisa o projeto de lei 6.812/2017 para tornar crime o compartilhamento ou divulgação de informações falsas na internet. Ele prevê detenção de 2 a 8 meses e multa.

Polarização e WhatsApp

O Brasil é particularmente suscetível a notícias falsas por dois motivos: a polarização política e o domínio do WhatsApp. Este é o diagnóstico de Claire Wardle, diretora da agência First Draft, que fez checagem de fatos nas eleições da França e do Reino Unido.

“Quando se tem eleitores polarizados, as pessoas querem se conectar com outras que compartilham a mesma visão de mundo”, diz Wardle à Bloomberg. “A resposta emocional a essas questões é tão forte que elas ficam muito menos propensas a serem críticas”.

Tai Nalon, diretora da agência Aos Fatos, acredita que o WhatsApp é um fator mais preocupante que o próprio Facebook. “É uma caixa preta. Você não sabe quantas pessoas foram atingidas pela informação, nem onde ela se originou. Não há como rastreá-la”, diz ela à Bloomberg.

A França também cogita medidas para limitar as fake news. O presidente Emmanuel Macron pretende apresentar uma lei que permitirá remover conteúdo falso ou bloquear sites durante as eleições.

Não acredite em seus olhos 

Quem é culpado pela disseminação de notícias falsas na internet: as pessoas que compartilham tudo sem checar a veracidade das informações ou as empresas de tecnologia? Facebook e Google estão desenvolvendo tecnologias para que a verdade volte a reinar, seja com algoritmos de inteligência artificial, seja com a ajuda de humanos que fazem trabalhos independentes de verificação de fatos.

Anúncio
Clique para Comentar

Deixe seu comentário

Política

Governo lança campanha de incentivo ao voluntariado

Publicado

em

Por

O governo federal lançou em cerimônia no Palácio do Planalto, a campanha publicitária do Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado, o Pátria Voluntária, que tem o objetivo de estimular o trabalho voluntário no país. O evento também antecipou a comemoração do Dia Internacional do Voluntário, celebrado no dia 5 de dezembro.

Composta por filme, jingle e peças digitais, a campanha estará na TV, no cinema, no rádio, na internet e nas redes sociais até o dia 20 de dezembro. Com o conceito Fazer o Bem É pra Você Também, o carro-chefe é uma tema musical de 60 segundos, que reforça os ideais de solidariedade e amor ao próximo.

A estratégia publicitária vai destacar a importância do voluntariado para o crescimento do terceiro setor e para tornar o Brasil um país mais justo e mais solidário. De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios Contínua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 7,2 milhões de pessoas no Brasil realizaram trabalho voluntário em 2018.

“Você ajuda alguém, aprende e se solidariza no amor ao próximo. E se enriquece com isso. Então, fico feliz por estar no Palácio do Planalto, e poder relatar essa experiência e participar do lançamento dessa campanha, que vai estimular o trabalho voluntário e articular Governo, sociedade e empresas”, afirmou a primeira-dama Michelle Bolsonaro, presidente do conselho do programa Pátria Voluntária.

Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado foi criado por meio do Decreto nº 9906, em 9 de julho deste ano. As ações são propostas e conduzidas pelo grupo, constituído por 24 membros, sendo 12 representantes de ministérios e 12 da sociedade civil. 

O decreto também instituiu o Prêmio Nacional de Incentivo ao Voluntariado, de caráter simbólico e concedido todos os anos, em homenagem à atuação de pessoas e entidades voluntárias de relevante interesse social. O decreto ainda criou o Selo de Acreditação do Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado, como forma de reconhecimento de organizações da sociedade civil que desenvolvam ou estimulem trabalhos voluntários.

“O trabalho voluntário não substitui o Estado. A estrutura do Estado tem um papel decisivo, mas esse papel é muito ampliado pelo trabalho voluntário. O Estado não tem pernas, não tem tamanho para atender a tudo”, afirmou o ministro da Cidadania, Osmar Terra, durante a cerimônia.

Continue Lendo

Política

Roberto Naves filia-se ao PP neste sábado, 30

Publicado

em

Por

Neste sábado (30. Nov), a partir das 12 horas, no salão de eventos do Parque Agropecuário de Anápolis, o prefeito Roberto Naves irá se filiar ao Progressistas (PP). A celebração contará com a presença do governador Ronaldo Caiado (DEM) e o secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, Alexandre Baldy (PP).

Roberto Naves (PP) deixou o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) em outubro. A troca de partido tem como foco a campanha à reeleição em 2020 e teve o apoio do governador Ronaldo Caiado.

Além disso, Adriano Baldy deixará a secretária de Desenvolvimento Econômico de Anápolis e deve tomar posse da secretaria Estadual de Cultura ainda esta semana. A previsão é que isso aconteça nesta sexta-feira (29. Nov).

Continue Lendo

Política

Reforma administrativa fica para 2020, diz Planalto

Publicado

em

Por

O projeto de reforma administrativa da administração pública federal só será encaminhado ao Congresso Nacional no ano que vem, informou o porta-voz do Palácio do Planalto, Otávio Rêgo Barros, em coletiva de imprensa. Segundo ele, alguns pontos da proposta devem ser analisados pelo presidente Jair Bolsonaro.

“O presidente solicitou ao Ministério da Economia que aprofundasse alguns detalhes da proposta encaminhada pelo ministério à apreciação do senhor chefe do Executivo, para então deliberar sobre o envio dessa proposta ao Congresso Nacional. Nós temos como uma linha temporal enviarmos a proposta de reforma administrativa no início do ano que vem”, afirmou.

Estabilidade

De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que está alinhavando a proposta de reforma administrativa para apresentar ao presidente, os futuros servidores públicos não teriam mais estabilidade automática no cargo. A ideia seria definir um tempo para atingir a estabilidade, de acordo com cada carreira.

Além disso, outro objetivo da medida seria reduzir o número de carreiras de cerca de 300 para algo em torno de 20 e que os salários para quem entrar na carreira pública passem a ser menores do que são atualmente.

Otávio Rêgo Barros disse que a decisão de deixar a reforma administrativa para 2020 também leva em conta aspectos políticos. “Claro que na análise e no timing da elevação dessas propostas ao Congresso, dentre outros aspectos, os aspectos políticos são envolvidos”.

Continue Lendo

Em Alta