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Saúde

OMS alerta para o risco do consumo de gordura trans

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Em um informe divulgado, em Genebra, na Suíça, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que ao menos 5 bilhões de pessoas em todo o mundo convivem com os riscos de desenvolver doenças associadas ao uso das gorduras trans industrial. Segundo a entidade, o ingrediente industrial causa cerca de 500 mil mortes a cada ano.

Presentes principalmente – mas não só – em produtos industrializados como sorvetes, margarina, cremes vegetais, batatas fritas, salgadinhos de pacote, bolos, biscoitos e gorduras hidrogenadas, as gorduras trans são um tipo de gordura que se forma por um processo natural ou industrial que transforma óleos vegetais líquidos em gordura sólida. Usadas para melhorar a consistência dos alimentos e para aumentar o prazo de validade de alguns produtos industriais, as gorduras trans podem causar o aumento do colesterol total e do colesterol ruim (LDL).

Segundo a OMS, alguns países estão adotando medidas para restringir o uso das gorduras trans, mas é preciso fazer muito mais. “O impulso para a eliminação global da gordura trans produzida industrialmente está crescendo, com quase um terço da população mundial já protegida, em 28 países”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“Mas mais de dois terços da população mundial ainda carece de proteção contra a gordura trans industrial em seus alimentos”, acrescentou Ghebreyesus, afirmando que a OMS está pronta para apoiar as Nações em seus esforços para eliminar as gorduras trans.

De acordo com a organização, o Brasil figura ao lado de outros 25 países que adotam medidas para incentivar os consumidores a fazer escolhas mais saudáveis em relação aos alimentos e bebidas industrializadas. Estão nesse grupo de países que, segundo a OMS, promovem uma dieta saudável a fim de prevenir a obesidade e doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) relacionadas à má alimentação Bélgica, China, Espanha, França, Suécia, Reino Unido, entre outros, como os sul-americanos Bolívia, Paraguai e Uruguai.

O monitoramento global indica que são os países com maior renda são os que têm liderado os esforços políticos para que as gorduras trans sejam erradicadas. Nenhum país de baixa renda e apenas três países de renda média-baixa (Índia, Quirguistão e Uzbequistão) têm políticas anti-gorduras trans.

Eliminar esses ingredientes da produção industrial de alimentos é uma das prioridades da OMS e uma das metas do programa geral que norteia as ações a serem desenvolvidas pela organização até 2023. Este mês, a OMS apresentou, em seu site, uma série de medidas para orientar os governos, a indústria e a sociedade a substituir as gorduras trans por componentes mais saudáveis. Entre as medidas propostas estão a reformulação, pela indústria alimentícia, das receitas de produção.

No site do Ministério da Saúde também é possível acessar uma cartilha, o Guia Alimentar para a População Brasileira, lançado em 2014, com dicas e recomendações para uma alimentação saudável, saborosa e balanceada.

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Saúde

Campanha Outubro Rosa continua em Anápolis

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Em Anápolis, a campanha Outubro Rosa continua. Nesta terça-feira (22. Out), as ações acontecem das 8h às 12h, no distrito de Interlândia e na unidade de saúde Dr. Ilion Fleury, no Bairro Jundiaí. Várias atividades serão realizadas como consultas com clínico geral, encaminhamentos para exames, palestras sobre câncer de mama e fatores de risco, autoexame e violência contra a mulher, além de testes rápidos e aferição de pressão arterial.

São palestras, orientações, momentos de lazer e esporte, ações em saúde, além de atendimentos e consultas exclusivas às mulheres. O encerramento está marcado para o dia 30, na Unidade de Saúde da Mulher, no Jardim Calixto.

A prioridade do movimento é estimular o autoexame de mama para prevenção desse tipo de câncer, o principal alvo da campanha Outubro Rosa.

O câncer de mama é o que possui a maior incidência e mortalidade na população feminina em todo o mundo. O Outubro Rosa tem como público-alvo mulheres, com idade acima de 40 anos ou que tenham sintomas ou histórico de câncer de mama na família. A proposta é conscientizá-las sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce desta doença.

A campanha
O movimento Outubro Rosa nasceu na década de 90 para estimular a participação da população no controle do câncer de mama. A data é celebrada anualmente, com o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama, promover a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade.

Esse é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres em todo o mundo, sendo 1,38 milhões de novos casos e 458 mil mortes pela doença por ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

No Brasil, o Ministério da Saúde estima 52.680 casos novos em um ano, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. O diagnóstico precoce é essencial para se garantir a detecção da doença em seu estágio inicial, aumentando em mais de 90% o sucesso do tratamento.

Programação:

22/10 – Distrito de Interlândia e Jundiaí (8h às 11h)

23/10 – Calixtópolis e Maracananzinho (8h às 11h) / Arco-Íris e Vila Fabril (13h às 17h) / Centro de Referência da Mulher (8h às 17h)

24/10 – Jardim Suíço, São Lourenço e Jardim Alvorada (8h às 11h) / Vivian Parque (13h às 17h)

25/10 – Vila Esperança, Jardim das Américas e distrito de Joanápolis (8h às 11h)

28/10 – Boa Vista/São Carlos (8h às 11h)

29/10 – Santa Isabel (8h às 11h)

30/10 – Encerramento

Unidade de Saúde da Mulher (8h às 17h)

– Consultas ginecológicas

– Atendimento com psicólogos e assistentes sociais

– Mamografia (com pedido e ter idade igual ou superior a 50 anos)

– Ultrassom ginecológica (com pedido)

– Coleta e prevenção

– Palestras

– Limpeza de pele

– Massagem

– Design de sobrancelha

– Corte de cabelo

– Apresentações culturais

– Lazer infantil


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Saúde

Diagnosticada com câncer de mama em fase inicial, dentista conta como venceu a doença

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“O autoexame é importante, mas não é tudo. É essencial consultar o médico regularmente para descobrir a doença no início”, disse a dentista Jaqueline Faloni, 38 anos, durante entrevista com a equipe do A1minuto. Em 2018 após uma alergia nos seios, ela procurou sua médica e foi diagnosticada com câncer de mama.

Jaqueline conta que sua médica não conseguiu detectar a doença através do exame físico. O diagnóstico só foi comprovado após uma ultrassonografia de rotina e um exame de punção com um mastologista (médico especializado em mama).

“Graças a Deus eu descobri no inicio, porque eu fui fazer um exame de rotina. O que eu aconselho para as mulheres é para procurar, não ter medo, fazer os seus exames regularmente e não ficar só no autoexame para poder diagnosticar em fases iniciais que é crucial para a cura”, ressalta.

Após a identificação de um nódulo de 1 centímetro, a dentista foi encaminhada para a cirurgia de retirada total. “Depois disso que eu fui realmente diagnosticada com o câncer de mama, o triplo negativo, que é um subtipo dentre vários que existem”, explica.

O tratamento durou cerca de oito meses, com 16 quimioterapias sendo 12 brancas (não tão agressivas) e 4 vermelhas (mais fortes).

“Fui orientada a fazer um exame genético durante o tratamento, pois tenho casos na família, e foi detectada uma mutação de um gene que não consegue trabalhar direito e defender contra o câncer de mama e ovário. Foi então que os médicos acharam melhor retirar as duas mamas, os ovários e tuba também”, conta.

Após meses de intenso tratamento, em janeiro deste ano, Jaqueline se viu livre da doença. Atualmente ela faz acompanhamentos com exames de imagem de seis em seis meses, e exames de sangue de três em três meses.

“Acho que o nosso corpo dá sinais então ao menor sinal você tem que procurar um médico”, destaca.

Um levantamento realizado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) revelou que o Brasil somará cerca de 60 mil novos casos de câncer de mama em 2019, número que corresponde a 28% de todos os diagnósticos da doença registrados no país – o que faz dele o tumor mais incidente entre as mulheres depois do câncer de pele-não melanoma.

O diagnóstico precoce, no entanto, é fundamental, já que as chances de cura podem chegar a 95% quando o tumor é descoberto no início.

A mamografia é indicada a todas as mulheres a partir dos 40 anos e deve ser feita anualmente, entretanto, antes mesmo dessa idade é importante estar atenta aos sinais e consultar o médico regularmente, em especial mulheres que tem casos na família.

Sinais para ficar atenta

O sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento de nódulo, geralmente indolor, duro e irregular na região das mamas ou axilas. Além disso, podem haver inchaços, alterações da cor da pele, aumento do volume súbito e lesões mais avançadas. Ao notar qualquer desses sinais, é importante que a mulher procure assistência médica.

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Saúde

Senado aprova obrigação de exame em 30 dias para diagnóstico de câncer

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O Senado aprovou o projeto de lei que fixa prazo de 30 dias para a realização de exames de diagnóstico de câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A matéria segue para sanção presidencial.

O texto estabelece um limite de até 30 dias para realização dos exames necessários nos casos em que tumores cancerígenos sejam a principal hipótese do médico. O prazo somente será aplicado quando houver solicitação fundamentada do médico responsável. 

O dispositivo altera a lei atual, que estabelece o início do tratamento pelo SUS em no máximo 60 dias a partir do diagnóstico do câncer (Lei 12.732/12). 

O relator da matéria na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), ressaltou que o tempo de identificação da doença impacta no tratamento e na sobrevida do paciente. 

“Casos mais avançados, mesmo que submetidos ao melhor e mais caro tratamento disponível, têm chance muito menor de cura ou de longa sobrevida, quando comparados aos casos detectados e tratados ainda no início. Em resumo, o momento da detecção do câncer impacta decisivamente a sua letalidade, ou seja, o percentual de pessoas acometidas que vêm a falecer por causa da doença”, disse Trad.

O senador citou que estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), durante o ano de 2018, indicam que ocorreram 300.140 novos casos de neoplasia maligna entre os homens e 282.450 entre as mulheres. Os últimos dados de mortalidade por câncer disponíveis são que 107.470 homens morreram por ano pela doença e 90.228 mulheres. Segundo Trad, são números realmente expressivos, que geram preocupação nas autoridades sanitárias. 

“Sabe-se que o mais importante gargalo para a confirmação do diagnóstico de câncer está na realização dos exames complementares necessários, em especial dos exames anatomopatológicos, sem os quais não é possível dar início aos regimes terapêuticos estabelecidos”, disse o parlamentar. 

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