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Segurança

Vereadores cobram respostas sobre gestão do novo presídio de Anápolis

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Autoridades de Anápolis se reuniram com o secretário de segurança pública de Goiás, Irapuan Costa Júnior, em Goiânia, nesta segunda-feira (26.Fev). Em pauta, a gestão do novo presídio da cidade.

A comitiva contou com as presenças da corregedora do Sistema Prisional de Anápolis, juíza Lara Gonzaga de Siqueira; representantes do Ministério Público, e do Conselho da Comunidade de Execuções Penais, o presidente da Câmara Municipal, Amilton Filho (SD), os vereadores Antônio Gomide (PT), Geli Sanches (PT), Deusmar Japão (PSL), Pastor Elias (PSDB), entre outras autoridades.

Desde a inauguração do presídio de Anápolis, no dia 16 de fevereiro, o debate está em torno de como será a gestão deste local. Isso porque a Secretaria de Segurança Púbica de Goiás informou que a cidade poderá receber presos de outras cidades goianas.

Do mesmo modo, presos de Anápolis poderão ir para outras cidades de Goiás, como aconteceu no dia 20 de fevereiro quando 65 detentos que foram transferidos para o Presídio Estadual de Formosa (GO).

A comitiva de Anápolis se reuniu ainda com o diretor Geral de Administração Penitenciária, coronel Edson Costa, no Fórum Cível da Comarca de Goiânia.

Familiares dos 65 presos transferidos do Centro de Inserção Social (CIS) de Anápolis para o Presídio Estadual de Formosa se manifestaram contra esta ação durante a sessão ordinária desta segunda-feira (26.Fev), no plenário da Câmara Municipal.

O presidente da Câmara Municipal, Amilton Filho, avaliou que as reuniões foram positivas e que a cidade demonstrou sua indignação com a situação de segurança pública de Anápolis. “A superlotação ainda não foi resolvida e é preciso avaliar que existem presos da cidade que podem ser transferidos para o novo presídio”, falou o parlamentar.

 

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Segurança

PF faz ação contra distribuição de vídeos de abuso sexual infantil

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A Polícia Federal faz hoje (17) uma operação contra a distribuição pela internet de material contendo abuso de crianças e adolescentes. Segundo a corporação, estão sendo executadas ações em uma cidade do interior e na capital.

A investigação iniciada em março deste ano começou a partir da prisão de um casal que abusava de crianças da própria família e registrava os atos em vídeos no Leste Europeu. A partir da cooperação policial internacional envolvendo também autoridades da Austrália e França, a polícia brasileira chegou a um casal brasileiro que aparece em um vídeo abusando de um bebê.

Com base nas investigações, a Justiça Federal autorizou a prisão preventiva de um suspeito e a realização de buscas em endereços onde o material poderia ter sido produzido.

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Segurança

Ministério Público Federal pede suspensão do decreto das armas de Bolsonaro

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O Ministério Público Federal (MPF) apresentou uma ação à Justiça federal em Brasília pedindo para suspender integralmente o texto do decreto que facilita o porte de armas. O pedido foi distribuído à 17ª Vara, mas a União pediu o deslocamento para a 16ª Vara, onde já tramitam ações sobre o mesmo tema.

O decreto, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, facilita o porte de arma, entre outras categorias, para advogados, caminhoneiros e políticos eleitos – desde o presidente da República até os vereadores. O direito ao porte é a autorização para transportar a arma fora de casa.

Além disso, permite que equipamentos de uso restrito das polícias militares, da Polícia Federal e do Exército sejam agora comprados – e usados – por civis que cumprirem os requisitos. O texto também amplia a quantidade de munição que pode ser adquirida por ano; permite que menores de idade pratiquem tiro esportivo sem necessidade de aval da Justiça; e abre o mercado nacional para a importação de armas.

O pedido

Na ação, o MPF argumenta que a o decreto “exorbita sua natureza regulamentar” e contraria o estatuto do desarmamento, colocando “em risco a segurança pública de todos os brasileiros”.

“Não poderia o Presidente da República, através de Decreto, de modo genérico e permanente, dispensar a análise do requisito”, argumentou o MPF. A peça judicial é assinada por cinco procuradores da República.

Os procuradores chamam de “ilegal” a extensão ao direito à aquisição e ao porte de armas a diversas categorias. Segundo a ação, a ampliação poderá causar efeitos irreversíveis, já que armas de fogo são bens duráveis.

“Muitas daquelas armas vendidas no Brasil antes do Estatuto do Desarmamento, portanto, municiam os agentes do crime até hoje”, afirmam os procuradores.

O MPF lembrou que o próprio presidente e o ministro da Justiça, Sergio Moro, disseram que o decreto não é uma medida de segurança pública.

“Nesse aspecto há que se dar razão a ambas as manifestações: o decreto não só não é do interesse da segurança pública como a coloca em risco”, argumentaram os procuradores.

“A liberação – embora tenha como finalidade ampliar o número de titulares de um direito individual e diminuir as restrições para seu exercício – representa um retrocesso no sistema de controle de armas no País”, concluíram.

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Segurança

Obrigação de presos de ressarcir Estado vai a plenário no Senado

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A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado aprovou nesta terça-feira (14) o substitutivo da senadora Soraya Thronicke (PSL-MS)  ao  PLS 580/2015, que  obriga o preso a  ressarcir os gastos do Estado com sua manutenção.

A proposta inicial de autoria do ex-senador, Waldemir Moka, chegou a ser analisada no plenário do Senado no último dia 7, mas foi remetida à CDH a pedido do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Na avaliação de alguns parlamentares, a imposição do pagamento poderia levar o apenado a trabalhos forçados ou a piorar o processo de reintegração, já que estaria com uma dívida elevada em seu nome.

Modificações

Para resolver o impasse, o substitutivo acatou emenda sugerida no plenário pelo senador Humberto Costa (PT-PE), que trata da situação do preso provisório. Nesses casos, a ausência de uma sentença definitiva deve impedir o ressarcimento e as quantias recebidas pelo Estado serão depositadas judicialmente. Os valores serão revertidos para o pagamento das despesas de manutenção somente no caso de condenação final. Em caso de absolvição, os valores depositados serão devolvidos ao preso.

Outra novidade no texto foi a introdução de um teto no desconto das despesas com a manutenção do preso, caso ele não tenha condições de arcar com todos os custos. Nestas situações, o abatimento será fixado em até um quarto da remuneração recebida por ele. No caso de presos sem condições financeiras, a senadora sugere a suspensão do débito por até cinco anos. Caso não haja modificação da condição econômica do devedor nesse prazo, a obrigação do pagamento da dívida fica extinto.

Ao admitir que nem sempre o Estado terá condições dar oportunidades de trabalho para os encarcerados, o substitutivo estabelece que, nessas situações, não pode ser exigido que o detento sem recursos financeiros arque com os custos de sua manutenção.

Com as exceções dos presos provisórios e dos sem condição econômica, o substitutivo mantém a ideia original da proposta, prevendo o ressarcimento obrigatório ou o pagamento por meio de trabalho para aqueles possuírem recursos próprios. O preso que tiver condições financeiras, mas se recusar a pagar ou a trabalhar será inscrito na dívida ativa da Fazenda Pública. O texto também mantém emenda incluída por Simone Tebet (MDB-MS) para prever que o preso sem condições financeiras que ainda tiver restos a pagar por seus gastos seja perdoado da dívida ao ser posto em liberdade.

A matéria segue agora para votação final no plenário do Senado e, se aprovada, para a Câmara dos Deputados.

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