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Economia

Venda de veículos tem alta de 13,45% no semestre

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A venda de veículos automotores registrou alta de 13,45% no primeiro semestre de 2019 em comparação a igual período do ano anterior. Segundo dados divulgados hoje (2) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), 1.919.047 unidades foram licenciadas de janeiro a junho de 2019, ante 1.691.532 unidades comercializadas no mesmo período do ano passado.

As vendas levam em conta automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motocicletas. No mês de junho foram emplacados 316.475 veículos, 11,71% abaixo do volume registrado no mês de maio de 2019, quando 358.456 unidades foram licenciadas. Na comparação com junho de 2018, mês que registrou 287.697 unidades emplacadas, a alta é de 10%.

Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, o desempenho negativo no mês de junho se deve aos dias úteis a menos em junho. “Tivemos 19 dias úteis em junho contra 22 dias úteis em maio, ou seja três dias úteis a menos. Essa redução de três dias úteis provocou uma que a de 11,71% no setor como todo em Junho, porém as vendas diárias no mesmo período cresceram 2,23%”, comemorou.

Já o resultado positivo no semestre está relacionado ao período sem eventos adversos. “No acumulado o crescimento chegou a 13,45%, mas no primeiro semestre do ano passado fomos afetados pela greve dos caminhoneiros e pela Copa do mundo de futebol que impactaram as vendas do setor”, relembrou o presidente da Fenabrave.

Mas ele destacou também que as vendas de caminhões e motocicletas puxou o crescimento no acumulado de 2019. Os caminhões registraram alta de 44, 93% no semestre se comparado com o mesmo período de 2018. Já as motocicletas venderam 16,04% a mais do que o mesmo semestre do ano anterior.

Nos segmentos de automóveis e comerciais leves, o resultado do semestre registrou 1.248.899 unidades emplacadas, representando crescimento de 10,81% em relação a igual período do ano passado, quando foram licenciadas 1.127.052 unidades. Em junho, esses dois segmentos somaram 213.438 unidades emplacadas, contra 234.162 em maio, registrando queda de 8,85%.

O destaque no semestre ficou por conta do segmento de ônibus, que registrou venda de 12.403 unidades, ou seja, alta de 71,36% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram vendidos 7.238 ônibus. “Esse crescimento se deve principalmente ao Programa Caminho da Escola e à renovação da frota de ônibus rodoviário e urbanos”, apontou o representante do segmento de caminhões, ônibus e implementos, Sérgio Zonta.

Projeções

Apesar dos resultados positivos do primeiro semestre, as projeções não são tão otimistas. “Revisamos nossas projeções e para o setor em geral, projetamos crescimento de 9,17% contra 10,7% previstos em abril”. Para o presidente da Fenabrave, a revisão se deve ao cenário atual. “Eu levaria em conta a queda de confiança do consumidor e a expectativa com as reformas, e quando fizemos a última expectativa estávamos num cenário mais positivo”, disse Assumpção. 

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Economia

Safra recorde de grãos deve chegar a 240,7 milhões de toneladas

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A Companha Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou os números do 10º Levantamento da Safra de Grãos 2018/2019. De acordo com a companhia, o Brasil deve registrar novo recorde da série história com uma produção de cerca de 240,7 milhões de toneladas. A previsão de crescimento é de 5,7%, o que representa 13 milhões de toneladas acima da safra 2017/18. A área plantada está prevista em 62,9 milhões de hectares, um aumento de 1,9% em relação à safra anterior.

O levantamento mostra que o milho segunda safra deve ser um dos maiores destaques do período, com previsão de produção recorde de 72,4 milhões de toneladas, crescimento de 34,2%. Já o milho primeira safra deve ficar em 26,2 milhões de t, queda de 2,5%. A produção de algodão deve aumentar cerca de 32,9%, o que equivale a 6,7 milhões de algodão em caroço ou 2,7 milhões de algodão em pluma. Para a soja, a previsão é de redução de 3,6% na produção, atingindo 115 milhões de toneladas. As regiões Centro-Oeste e Sul representam mais de 78% dessa produção.

Os produtos com maiores aumentos de área plantada foram o milho segunda safra (819,2 mil ha), soja (717,4 mil ha) e algodão (425,5 mil ha). A soja apresentou um crescimento de 2% na área de plantio, chegando a 35,9 milhões de ha.

Produções no inverno

A Conab estima uma produção de trigo de 5,5 milhões de toneladas em uma área estimada em 1,99 milhão de ha, 2,4% menor que a área plantada em 2018. As demais culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada e triticale) apresentam um leve aumento na área cultivada, passando de 546,5 mil ha para 552,2 mil ha. As condições climáticas vêm favorecendo as lavouras.

* Com informações da Conab

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Economia

Inflação oficial é de 0,01% em junho, diz IBGE

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A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,01% em junho deste ano.

Ela é inferior ao 0,13% de maio e ao 1,26% de junho do ano passado. É o menor percentual mensal desde novembro de 2018 (-0,21%).
 
Segundo dados divulgados hoje (10), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula inflação de 2,23% no ano e de 3,37% em 12 meses.

As deflações (quedas de preços) de 0,25% dos alimentos e de 0,31% dos transportes foram os principais responsáveis por conter o IPCA em junho.
 
Entre os itens que mais influenciaram as quedas de preços dos alimentos estão as frutas (-6,14%) e o feijão-carioca (-14,8%).

No grupo de transportes, o principal impacto para a deflação veio dos combustíveis (-2,41%), com destaque para a queda de 2,04% no preço da gasolina.
 
Por outro lado, o aumento de 0,64% no custo de saúde e cuidados pessoais foi o que mais contribuiu para que o IPCA não fosse negativo em junho.

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Economia

Pequenos negócios têm até segunda para retornar ao Simples Nacional

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As micro e pequenas empresas (MPE) excluídas do Simples Nacional têm até a próxima segunda-feira (15) para requerer o retorno ao sistema. O Comitê Gestor do Simples Nacional (SGSN) editou, no último dia 3, resolução que permite a volta ao Simples. Esse regime tributário diferenciado reúne, em um único documento de arrecadação (DAS) os principais tributos federais, estaduais, municipais e previdenciários.

Podem retornar ao programa negócios que tenham sido excluídos no primeiro dia do ano de 2018, que tenham aderido ao Programa Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte optantes pelo Simples Nacional (Pert-SN) e não tenham cometido nenhuma das vedações previstas na Lei Complementar nº 123.

Dentre outras atividades proibidas, a lei complementar prevê que não podem optar pelo Simples empresas que trabalham com gestão de crédito, operações de empréstimo, financiamento de crédito, que tenha sócio domiciliado no exterior ou que tenha dentre os sócios entidade da administração pública, direta ou indireta, federal, estadual ou municipal ou que possua débito com o INSS, ou com as fazendas públicas Federal, Estadual ou Municipal.

Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, o Simples Nacional tem impacto direto na sobrevivência da micro e pequena empresa. “Estudos realizados pelo Sebrae mostram que, se o modelo de tributação acabasse, 67% das empresas optantes fechariam as portas, seriam empurradas para a informalidade ou reduziriam suas atividades. Por isso, esta Resolução é tão importante, representa uma oportunidade para as micro e pequenas empresas”, destaca.

A opção de retornar ao Simples Nacional poderá ser feita até o dia 15 de julho por meio de um formulário na página do programa na internet. O requerimento deve ter a assinatura do contribuinte ou de um representante legal.


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