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Economia

Seis passos para sair do vermelho em 2018

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Para sair do vermelho é preciso conhecer sua real situação financeira. Essa é uma das dicas que o administrador de empresas, Ieso Costa Marques, ressaltou. Diretor do Curso de Administração da UniEvangélica, ele pontua as principais ações para que em 2018 a pessoa saia da dívida e planeje um futuro com saúde financeira.

A1minuto: É possível sair do vermelho?

Ieso Costa Marques: É muito importante que a pessoa conheça seus números, que ela coloque na ponta do lápis todas as suas receitas, tudo que ela deve, que faça um levantamento geral. A gente chama isso em administração financeira de diagnóstico. Não adianta eu fazer um planejamento para melhorar minha saúde financeira em 2018 se eu não sei quais são os números, se eu não sei de fato o que estou devendo, a que taxas, principalmente apurar esses números aquelas dívidas que tem juro alto, aquilo que pode ser negociado, aquilo que é supérfluo, as despesas que eu posso diminuir. É como se a pessoa física fizesse como ocorre com a pessoa jurídica, ou seja, levantar de fato os seus números e verificar aquilo que pode cortar. Se a receita não é suficiente, qual é o plano B?

A1minuto: O que eu faço com as dívidas de cartão?

O que eu posso fazer para ter uma renda extra? É preciso analisar fatura de cartão, extratos bancários, financiamentos.

Poucas pessoas sabem que a nova legislação brasileira permite que eu troque a dívida de banco. Por exemplo, eu tenho uma dívida de um financiamento habitacional em um banco X e o banco Y tem uma taxa menor, eu posso migrar. Existem estratégias que o cidadão pode adotar para melhorar sua saúde financeira.

A1minuto: Com o diagnóstico, qual é o próximo passo?

Ieso Costa Marques: Anotando tudo e fazendo o diagnóstico é importante separar o que é essencial e o que é supérfluo. Não dá pra viver sem comprar roupas básicas, sem comprar sua alimentação, o combustível do carro. Existem pessoas que não abrem mão do seguro do carro, e de fato a pessoa não pode ficar sem.

Existem coisas que são essenciais. Mesmo que seja essencial, a pessoa pode trocar de fornecedor, trocar de banco, trocar de serviços. A concorrência entre as empresas é muito saudável. Se eu tenho um serviço que é a internet banda larga, existe um outro fornecedor que oferece a mesma coisa com mais desconto, com parcela menor.

Nos itens básicos é possível reduzir. Agora os supérfluos: se eu saio três vezes na semana para comer pizza, posso ir apenas uma vez por semana. Quais programas familiares eu posso fazer em casa onde você não vai gastar tanto.

Às vezes a pessoa tem três cartões de crédito, cada um tem uma anuidade de R$ 70,00 mensais. Será que a pessoa precisa de fato de três cartões?

 

A1minuto: É possível sair do vermelho?

Ieso Costa Marques: É possível. Uma dica que muitas pessoas não sabem: Os bancos quando percebem que um cliente já não paga mais aquelas despesas ou aquela compra de cartão de crédito, enfim, um cheque sem fundo, etc. Os bancos já contabilizam futuros prejuízos numa conta chamada PDD (Provisão Para Devedores Duvidosos). Então no lucro líquido da instituição financeira ela já contabiliza valores que talvez ela não receba. Quando o tempo passa muitas instituições financeiras querem receber, querem negociar, estão de fato interessadas em retirar partes dos juros, multas e parcelar.

Então a gente precisa sair de despesas de juros altos, contratar juros menores e buscar parcelar em valores fixos o que se deve.

A1minuto: Precisa de orientação profissional?

Ieso Costa Marques: Se a pessoa tem dificuldade de fazer isso tudo sozinha, mesmo com todas as informações disponibilizadas na internet, ela tem opção de procurar ajuda de um profissional. Mas é possível por meio de sites, aplicativos e formulários eletrônicos, que fazem até gráficos que mostram em quanto tempo você vai pagar aquilo que deve. Fazer esse diagnóstico, anotar, ver qual é o fluxo de receitas e qual é o fluxo de despesas. Perceber mês a mês se você está no vermelho ou se está melhorando.

Descobrir onde os membros da família querem chegar porque existem muitas metas: amorosas, esportivas, culturais, de leitura. O brasileira tem essa dificuldade de estabelecer metas financeiras. O planejamento familiar ainda é um paradigma distante para muitos brasileiros.

Não importa qual seja a renda, você precisa criar o hábito de poupar. Separar do líquido pelo menos 10%. Isso tem que ser um hábito. O brasileiro consome muito pelo impulso.

Sou adepto ao consumo inteligente. Qual é o melhor custo benefício. Você não vai comprar uma roupa que na primeira lavada ela estrague. Até que valor eu posso pagar por uma roupa que dure. Até que ponto eu não estou pagando só marca? O consumo de refrigerantes em casa pode ser substituído por suco natural. Tem gente que tem um quintal vazio em casa e não planta um pé de acerola.

O reaproveitamento integral dos alimentos. O que é? Da casca de banana eu posso fazer bolo, não é o resto, é o que eu posso aproveitar.

A1minuto: Em quanto tempo a pessoa pode ter essa saúde financeira?

Ieso Costa Marques: É muito importante a mudança de comportamento. O comportamento é fundamental. Por exemplo, fazer compras quando se está com fome é uma péssima estratégia.

Você quer fazer tudo rápido, você não conseguir pensar direito e você vai fazer uma compra de supermercado ruim. A gente tem que ter estratégia. Agora, quanto tempo?

Depende de como a pessoa consegue mudar seu comportamento e depende do valor das dívidas. Então se naquela casa moram cinco pessoas, todas precisam estabelecer suas metas financeiras. Elas precisam estabelecer metas do que eu quero com o recurso financeiro de cada membro.

Nós queremos passear fora do país ou comprar a casa própria. Esse tempo depende da postura, e postura é mudança de comportamento. Não pode oscilar.

O lazer é importante, não é cortar o lazer, é estabelecer o que é possível. Eu não tenho condições de ir para a Europa no próximo verão, mas posso ir a um estado brasileiro que eu não conheço ainda. Não dá pra viajar de avião, mas posso ir de carro. O tempo depende do tamanho da dívida e da mudança de comportamento das pessoas que moram na mesma casa.

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Economia

Programa federal fomentará cadeias produtivas da bioeconomia

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou hoje (23), no Rio de Janeiro, o programa Bioeconomia Brasil Sociobiodiversidade. A iniciativa tem como objetivo fortalecer as cadeias produtivas que usam os recursos naturais de forma sustentável, gerando renda para pequenos e médios agricultores e para comunidades tradicionais.

“Queremos olhar para as atividades que eles desenvolvem como cadeias produtivas do setor primário brasileiro. Vamos pensar de que forma se pode agregar mais valor e gerar renda para os agricultores, extrativistas e ribeirinhos que estão lá na ponta. E pensar na possibilidade de se desenvolver agroindústrias, de alcançar os mercados internacionais”, disse secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Fernando Schwanke.

O lançamento ocorreu na abertura do Green Rio, feira de negócios que acontece anualmente desde 2012, e reúne expositores, palestrantes, empreendedores e representantes da chamada bioeconomia. Aberto ao público e com entrada franca, o evento vai até sábado (25) na Marina da Glória, na zona sul da capital fluminense.

Schwanke explicou que o programa Bioeconomia Brasil Sociobiodiversidade é uma remodelação de outro programa com foco no extrativismo, que foi herdado do Ministério do Meio Ambiente. A reformulação foi pensada para dar uma roupagem de profissionalização ao extrativismo e à agricultura familiar, tornando-os mais forte para a economia brasileira. Segundo ele, o setor movimenta atualmente R$ 1,5 bilhão ao ano, mas tem potencial para crescer.

“Comenta-se que só o açaí, em questão de 10 anos, poderá movimentar R$ 10 bilhões. De todas as cadeias produtivas que estamos falando, talvez essa seja a que melhor conseguiu se organizar para atender tanto o mercado nacional quanto no mercado internacional”, disse.

Segundo o secretário, a agricultura familiar tem um papel importante na utilização da sociobiodiversidade brasileira para criação de produtos de alto valor agregado, que podem ter aplicação, por exemplo, na indústria alimentícia, farmacêutica e de cosmético.

Projetos

Integram o programa cinco projetos: Pró-Extrativismo; Roteiros da Sociobiodiversidade; Potencialidades da Agrobiodiversidade Brasileira; Energias Renováveis para a Agricultura Familiar e o projeto Ervas Medicinais, Aromáticas, Condimentares, Azeites e Chás Especiais do Brasil.

Ainda não há previsão do volume de recursos que serão investidos. “Talvez a articulação seja até mais importante do que o dinheiro. Precisamos alinhar todos os atores e quem sabe até captar recursos internacionais, por exemplo, do Bando Mundial, do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Debaixo do guarda-chuva do ministério, temos inúmeros ações voltadas para a organização dessas cadeias produtivas”, disse Schwanke.

Uma preocupação especial será dedicada à questão logística. “Estamos falando de produtos que saem da floresta, que chegam numa vila, que às vezes tem que ser transportados por mil, dois mil ou três mil quilômetros para chegar no seu mercado”, acrescentou.

Acordo

Também na abertura do Green Rio, o Mapa anunciou um acordo de cooperação técnica com o instituto Julius Kühn, vinculado ao governo da Alemanha. Segundo Schwanke, os alemães têm uma tecnologia avançada na área de fármacos, que inclui métodos evoluídos para extração de óleos de plantas medicinais. Serão desenvolvidas ações conjuntas, com a participação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), estatal vinculada ao Mapa.

Green Rio

De acordo com a coordenadora do Green Rio, Beatriz Martins Costa, as novidades apresentadas pelo Mapa são os principais destaques desta edição do evento. “Existem vários programas de bioeconomia em todo o mundo. Mas eu não conheço nenhum que tenha essa recorte, que tenha um olhar focado na agricultura familiar e no cooperativismo. E isso é estratégico para o Brasil”, disse.

Beatriz explicou que a primeira edição do evento nasceu paralelamente à Rio+20, conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, realizada em 2012, no Rio de Janeiro. Na época, a preocupação era dar centralidade às discussões em torno da bioeconomia, que envolve uma preocupação com o esgotamento dos recursos naturais e busca promover cadeias produtivas que adotam processos sustentáveis. “Vai desde um produto orgânico até uma energia renovável, como a biomassa por exemplo”, explicou.

O evento também propicia a interação entre o produtor e consumidor com estantes para a comercialização de produtos. Presente na feira, o Serviço Social do Comércio do Rio de Janeiro (Sesc Rio) oferece ainda oficinas sobre boas práticas de sustentabilidade econômica e ambiental, que ensinam, por exemplo, dicas de reaproveitamento de cápsula de café, couro, tecido e plásticos.

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Clientes de baixa renda são os que mais reestruturam dívidas de cartão

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Os clientes de bancos de baixa renda são os que mais recorrem à reestruturação de dívidas e a principal modalidade renegociada por essa parcela da população é o cartão de crédito, segundo estudo do Banco Central (BC), divulgado hoje (21).

A reestruturação de dívida ocorre nas situações em que o tomador de crédito “enfrenta dificuldades financeiras evidentes e, em geral, já tem parcelas em atraso”. É diferente da renegociação de dívida que costuma ocorrer por meio de alongamento de prazos, redução de taxas, alteração nas condições de pagamento, obtenção de recursos adicionais, migração para outras modalidades de crédito, entre outras possibilidades, explicou o BC.

Segundo o BC, os tomadores de crédito com renda inferior a três salários mínimos correspondiam a 70% dos clientes que reestruturaram dívida, em dezembro de 2018.

“Sobressaem nessa faixa os clientes com renda de até dois salários mínimos, representando 53% do total. O saldo reestruturado na faixa até três salários mínimos totalizou R$ 1,2 bilhão, o equivalente a 43% da carteira ativa reestruturada e a 0,21% de toda a carteira ativa para essa faixa de valor”, diz o BC.

Por sua vez, os tomadores de alta renda (acima de dez salários mínimos) haviam reestruturado cerca de R$ 660 milhões de suas dívidas ou 23% do total da carteira reestruturada. O número desses tomadores também é bem menor, atingindo 5% dos clientes com dívidas reestruturadas.

Cartão de crédito

Segundo o BC, 27% dos clientes com dívidas reestruturadas era da modalidade cartão de crédito. Entretanto, as reestruturações nessa modalidade representaram apenas 6% do saldo total da carteira reestruturada.

O destaque do BC em relação a essa modalidade é para o número de clientes de baixa renda com dívidas renegociadas. Cerca de 70% das reestruturações de cartão são de clientes de baixa renda (inferior a três salários mínimos).

Dívidas abaixo de R$ 3 mil

Dos cerca de 278 mil tomadores que reestruturaram dívidas em dezembro de 2018, 178 mil tinham débitos em montantes inferiores a R$ 3 mil. O saldo total reestruturado nessa faixa de valor foi de R$ 220 milhões, ou seja, aproximadamente 65% dos tomadores reestruturaram dívidas que correspondiam a apenas 8% do saldo reestruturado total (R$ 2,9 bilhões).

Por outro lado, 63% do saldo da carteira reestruturada em dezembro de 2018 referia-se a dívidas acima de R$ 50 mil. O número de tomadores nessa faixa, contudo, é pequeno, correspondendo a 5% do total de devedores, diz o BC.

Crédito imobiliário

Em dezembro de 2018, cerca de 15 mil tomadores de crédito imobiliário recorreram à reestruturação de seus débitos. “Ainda que pouco representativa em relação ao número de tomadores com operações reestruturadas (cerca de 6%), essa modalidade de crédito atinge R$ 1,3 bilhão de saldo na carteira (46% da carteira reestruturada)”, destaca o BC.

Dos clientes com crédito imobiliário reestruturado, 67% têm renda inferior a três salários mínimos. “A maior parcela do saldo da carteira reestruturada (23% do total) é composta por tomadores dessa faixa de renda que financiaram imóveis com valores superiores a R$ 50 mil, um possível reflexo da recessão econômica de 2015 e 2016 sobre os clientes que operam nos limites de sua capacidade financeira”, diz o BC.

Inadimplência

Segundo o BC, um pouco menos da metade da dívida renegociada é paga em dia. Em dezembro de 2017, após 12 meses da reestruturação, 48% do saldo (45% dos tomadores) estava pago ou com pagamento em dia. Cerca de 23% da carteira estava com atraso inferior a 90 dias (considerados pré-inadimplente), 15% estava inadimplente ou havia sofrido nova reestruturação e 5% (18% dos tomadores) havia sido lançada como prejuízo para os bancos.

Entre as modalidades, o crédito imobiliário tinha 83% da carteira (84% dos clientes) paga, adimplente ou com atraso inferior a 90 dias. No caso do cartão de crédito, esse percentual cai para 55% da carteira reestruturada (49% dos clientes).

“As reestruturações de operações de crédito imobiliário foram mais efetivas do que as de cartão de crédito”, conclui o BC.

Segundo o BC, “esse comportamento pode estar relacionado com o fato de o crédito imobiliário ser de alto volume e envolver uma boa garantia, levando a um maior interesse tanto por parte do tomador quanto da instituição concedente em mantê-lo adimplente”.

“Porém, a permanência dos tomadores na modalidade cartão de crédito é preocupante dado seu alto custo, que tende a levar ao aumento da inadimplência. Essa análise é compatível com a participação do cartão de crédito na carteira inadimplente. Em dezembro de 2018, embora representasse 12% do saldo da carteira de crédito pessoa física, o cartão de crédito correspondia a 22% da carteira inadimplente”, diz o BC.

Saldo renegociado

O saldo da carteira reestruturada, em dezembro de 2018, chegou a R$ 2,9 bilhões. Esse estoque representa cerca de 0,15% do saldo dos empréstimos concedidos pelos bancos no país. O número de clientes com dívidas reestruturadas em relação ao total de tomadores é de aproximadamente 0,3%. Isso corresponde a uma média de 252 mil clientes com novas reestruturações a cada mês.

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Previdência: texto alternativo foi ruído de comunicação, diz Marinho

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O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, classificou como ruído de comunicação as informações de que haveria um texto alternativo apresentado por parlamentares para a reforma da Previdência.

“Não há nenhuma dificuldade, o que houve foi um ruído de comunicação. O próprio presidente [da Comissão Especial de Reforma da Previdência] Marcelo Ramos deu uma segunda declaração nesse sentido, dizendo que as alterações que poderão ocorrer serão em cima do projeto apresentado pelo governo, como sempre foi no parlamento”, afirmou hoje (20), ao chegar ao Ministério da Economia.

Marinho disse que o governo dará apoio ao relatório da comissão se forem mantidos os princípios da proposta que são idade mínima para aposentadoria, regras de transição, igualdade entre os sistemas dos servidores públicos e dos trabalhadores privados e menor contribuição para quem ganha menos e maior para quem ganha mais.

“Se o relatório for na linha do que acreditamos, evidente que haverá apoio do governo pelo relatório. O que nos interessa é o impacto fiscal e a preservação da linha mestra que foi apresentada dentro do projeto enviado ao parlamento”, disse, referindo-se à previsão de economia de mais de R$ 1 trilhão em dez anos.

“É normal que quando se entrega um projeto com essa complexidade ao parlamento e é constituída uma comissão especial que alterações sejam feitas”, enfatizou.

Sobre a possibilidade de adoção de medidas de compensação, caso a reforma produza menor economia de gastos que a esperada pelo governo, Marinho disse que o protagonismo agora é do Congresso Nacional.

“O relator [Samuel Moreira, PSDB-SP] tem dito que sua determinação é de apresentar um texto que respeite os pressupostos que eu disse anteriormente e com impacto fiscal relevante, que é o que interessa para o país. Não adianta termos esse processo de desgaste, de negociação com o parlamento e com a sociedade brasileira para não termos impacto que signifique uma tranquilidade para o país, pelo menos, nos próximos 20 anos. Esse é o momento em que o protagonismo está com o Congresso Nacional”, argumentou.

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