Conecte-se

Educação

Presidente do Inep diz que Enem está dentro do cronograma

Publicado

em

A organização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está dentro do cronograma previsto, informou o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Elmer Vicenzi, em audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

Até o dia da aplicação, nos dias 3 e 10 de novembro, o processo envolve diversas etapas e procedimentos. Professores universitários são selecionados por meio de uma chamada pública para atuar na formulação das questões e são capacitados com orientações sobre como criar uma pergunta, que o instituto chama de “item”.

Esses profissionais então elaboram as questões, que são pré-testadas. O objetivo do pré-teste é aferir a “psicometria da prova”, explicou o presidente. A partir disso, a prova é formatada, para ser impressa e depois distribuída aos locais de realização.

Vicenzi disse que uma novidade deste ano foi o novo sistema de inscrição. “A gente procurou trabalhar num sistema que fosse essa linguagem das redes sociais”, disse. Para pessoas com deficiência, haverá provas em braile, com fontes ampliadas e com tradutor em libras e auxiliar de transcrição na hora do exame.

A previsão é de aplicação da prova em 1.727 municípios nas 27 unidades da Federação. As cidades são escolhidas por um conjunto de critérios, como a quantidade de matrículas daquele local pela média do estado, o número de inscritos na última região e microrregiões, entre outros.

O presidente do Inep afirmou que a gráfica escolhida é uma “gráfica de segurança” e que faz documentos de identificação. Um batalhão em São Paulo é o centro de distribuição, de onde saem as provas e vão para outros batalhões e para o consórcio aplicador. Além disso, há escoltas da Polícia Federal, Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros para o transporte.

Análise de questões

A deputada Rosa Neide (PT-MT) colocou como preocupação a criação de uma comissão para analisar as questões. “O Inep é um órgão autônomo. Construção de questões de prova é papel de professor”, disse. O presidente do Inep também foi questionado sobre quem teria acesso ao conteúdo da prova.

Vicenzi respondeu que “não existe qualquer normativa de corte de temas nem limitação para grupos minoritários”. Segundo ele, o Inep assinou Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público para que esses grupos sejam incluídos.

Segundo o titular do instituto, em 2016 também houve comissão para leitura da prova e que esta é “mais uma” das várias comissões. “Nenhum item foi tirado da base nacional de itens”, informou. Ele disse que os processos estão “arraigados e normatizados”.

Anúncio
Clique para Comentar

Deixe seu comentário

Educação

Universidade Federal de Mato Grosso tem energia cortada por falta de recurso

Publicado

em

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) teve a energia elétrica cortada nesta quarta-feira (16. Jul) por falta de pagamento, de acordo com a assessoria de imprensa da instituição, o corte ocorreu por volta das 11h.

Segundo a assessoria da Universidade, a instituição foi surpreendida porque estava negociando com a Energisa, empresa responsável pela distribuição de energia no estado. Uma reunião estava agendada para quinta-feira (18. Jul), de acordo com a UFMT. Os cinco campi ficaram sem luz: Cuiabá, Rondonópolis, Barra do Garças, Pontal do Araguaia e Sinop.

Em seu perfil no twitter, o ministro da Educação Abrahan Weintraub afirmou que tomou as medidas cabíveis junto à companhia de energia para que a situação fosse normalizada.

Por volta das 22 horas à energia já estava funcionando normalmente em todos os campi.

O ministro afirmou ainda que irá responsabilizar devidamente a todos os envolvidos pela má gestão da universidade, uma vez que segundo ele, foram liberados R$ 4,5 milhões na última sexta-feira (12. Jul), para o pagamento imediato da dívida.

Este ano, o MEC contingenciou, em média, 29,74% do orçamento discricionário das universidades federais.  Esses recursos, segundo a Associação nacional dos dirigentes das instituições federais de ensino superior, são usados principalmente para o pagamento de energia elétrica e vigilância.

Continue Lendo

Educação

MEC lança programa para aumentar verba privada no orçamento das federais

Publicado

em

Por

O Ministério da Educação lançou oficialmente, nesta quarta-feira (17), um programa para reestruturar o financiamento do ensino superior público. A proposta, chamada “Future-se”, amplia a participação de verbas privadas no orçamento universitário.

As instituições poderão fazer parcerias público-privadas (PPP’s), ceder prédios, criar fundos com doações e até vender nomes de campi e edifícios, como em estádios. Antes da adesão, haverá consulta pública.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que alunos não terão de pagar mensalidade nas universidades públicas, independentemente da faixa de renda. “Sem mensalidade, sem nada”, disse o ministro.

O lançamento ocorre em meio ao contingenciamento de verbas das universidades, anunciado no fim de abril pelo governo. De acordo com a associação que representa os reitores das universidades federais, a Andifes, a medida atinge de 15% a 54% dos recursos que podem ser cortados das universidades federais.

Com o programa, as universidades poderão:

•             Celebrar contratos de gestão compartilhada do patrimônio imobiliário da universidade e da União. As reitorias poderão fazer ppps, comodato ou cessão dos prédios e lotes;

•             Criar fundos patrimoniais (endowment), com doações de empresas ou ex-alunos, para financiar pesquisas ou investimentos de longo prazo;

•             Ceder os “naming rights” de campi e edifícios, assim como acontece nos estádios de futebol que levam nomes de bancos ou seguradoras;

•             Criar ações de cultura que possam se inscrever em editais da Lei Rouanet ou outros de fomento.

Com informações do G1

Continue Lendo

Educação

Enem 2019: mulheres, negros e maiores de 21 anos são maioria entre os candidatos

Publicado

em

Por

Maioria dos participantes do Enem são mulheres, negros, maiores de 21 anos e com direito a inscrição gratuita.

Cinco milhões e 95 mil pessoas vão fazer as provas do Enem, entre os dias 3 e 10 de novembro. De cada 10 participantes do Exame Nacional do Ensino Médio, seis são mulheres.

Além disso, 58% dos estudantes não precisaram pagar taxa de inscrição, que foi de R$ 85. Seja porque comprovaram baixa renda, seja porque concluíram o ensino médio em escola pública.

O perfil do participante do Enem de 2019 foi divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

A faixa etária com o maior número de inscritos é de 21 a 30 anos, que somou 26% do total dos participantes deste ano. Acima dos 60 anos, foram quase 10 mil inscritos. Já 12% do total vão participar das provas como treineiros, pois ainda não concluíram o ensino médio.

Em relação a cor e raça, a maioria dos participantes é de negros, alcançando 59% do total. Sendo 46% de pardos e 12% de pretos. Brancos somam 36% dos inscritos, e indígenas chegam a 0,6% do total de estudantes que vão prestar o Enem 2019.

Também é maioria a quantidade de pessoas que já concluíram o ensino médio, 58% do total. Enquanto 28% termina esta fase dos estudos neste ano.

Na divisão dos inscritos por região, temos o Nordeste e o Sudeste quase empatando em número de participantes, apesar de o Sudeste ter cerca de 30 milhões de habitantes a mais do que o Nordeste, segundo o IBGE de 2018.

Proporcionalmente ao número de habitantes, a região Norte tem o maior número de inscritos, com 3,28% dos habitantes listados para fazer a prova deste ano. Do número total de inscritos, 35% estão no Sudeste contra 34% no Nordeste. Onze por cento estão na região Norte, 10% no Sul e 8% no Centro-Oeste.

Continue Lendo

Em Alta