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Economia

Pesquisa mostra aumento das intenções de compra na Black Friday

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A intenção de compras dos internautas durante a Black Friday deste ano aumentou 58% com relação ao ano passado, revela pesquisa divulgada pelo Google, na capital paulista. Pelo menos 69% dos consumidores já sabem o que vão comprar e só estão esperando a oportunidade para isso. O gasto médio dos consumidores deve ser de R$ 1.330. A pesquisa mostra ainda que 99% dos brasileiros já conhecem a data.

Data criada pelo comércio dos Estados Unidos, a Black Friday (sexta-feira negra) é uma megapromoção de vendas realizada na quarta sexta-feira de novembro (logo após o feriado norte-americano de ação de graças), para liquidar os estoques, com oferta de mercadorias cujos descontos chegam a até 70% do valor normal. A promoção também se popularizou no Brasil.

A pesquisa entrevistou em julho 1.500 consumidores online de todas as regiões do país. O objetivo da consulta é entender o comportamento do consumidor para auxiliar os parceiros do Google a terem melhor desempenho na Black Friday deste ano.

De acordo com o gerente de Insights para Indústria do Varejo do Google Brasil, Diego Venturelli, 76% dos consumidores também passaram a perceber que a Black Friday, a cada ano, se transforma em um evento de mais de um dia, incluindo os dias anteriores e posteriores. “Para o movimento de crescimento das vendas nas lojas físicas, o aumento de sortimento de produtos, e a expansão, 24 horas é muito pouco ou muito competitiva para que os brasileiros façam tudo o que eles querem fazer.”

Venturelli destacou que, por ser um evento de preço, esse é o atrativo do período, com 53% das pessoas dizendo que o valor das mercadorias é o principal atributo de compra. Entretanto, ele disse que esse número vem caindo ao longo dos anos, porque o consumidor começa a entender que outros atributos, como confiança na loja, entrega, logística, experiência do consumido e inovação, ganham relevância no momento da compra.

“O ambiente da loja física consegue ter alguns desses atributos. Está crescendo muito a compra feita no ambiente digital, com retirada na loja física. Isso é uma experiência para o consumidor. Não ter que esperar o produto chegar na sua casa e poder visitar a loja e retirar o produto. Muitas lojas estão configuradas para a Black Friday e isso se torna um lazer”. 

Outra pesquisa, feita em setembro com base nas respostas de 1.000 pessoas ouvidas pela plataforma, indica que o número de compradores online deve se igualar ao de compradores em lojas físicas: 37% declararam que comprarão apenas nas lojas físicas e 38% apenas na internet. Aqueles que pretendem comprar pelos dois canais são 25%.

“Isso aconteceu pela primeira vez nos últimos oito anos de Black Friday no Brasil. Isso mostra que o consumidor está entendendo que a Black Friday não é só digital, mas também física. É um movimento que já vinha, mas que acelerou drasticamente este ano”, disse Venturelli.

Um dos motivos para isso é o crescimento do número de categorias de produtos oferecidos, indo além dos eletroeletrônicos e linha branca, por exemplo. “Quando você começa a vender alimentos, bebidas, pneu, serviços, você tem algumas categorias ligadas a ambiente físico. Quando é dada a esses produtos a mesma importância dos outros, a loja física vem acompanhando”, finalizou.

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Economia

Saia do vermelho usando o 13º salário

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Em dezembro o pagamento do 13º salário incrementa na economia brasileira mais de R$ 214 bilhões, este montante representa aproximadamente 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. A primeira parcela já foi paga pelas empresas e até o dia 30 de novembro.

Cerca de 81 milhões de brasileiros são beneficiados com rendimento adicional, em média, de R$ 2.451. As estimativas são do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Têm direito ao pagamento os trabalhadores com carteira assinada, inclusive os empregados domésticos; os beneficiários da Previdência Social, aposentados e beneficiários de pensão da União, dos estados e municípios.

Mas, segundo o agente autônomo de investimentos da Vertente Capital e planejador financeiro, Marcelo Estrela, o momento é de cautela. Trabalhadores assalariados devem ter cuidado na hora de gastar o 13º salário para que não comecem 2020 no vermelho.

Planejando o futuro

Adotar a cultura do planejamento financeiro, segundo Estrela é um dos pontos principais para usar bem o 13º Salário e todos os outros rendimentos no decorrer do ano, de forma que ao final de cada período a pessoa possa ter recursos investidos que possibilitarão a realização de sonhos e projetos anuais, mas também a longo prazo, principalmente quando chegar a “melhor idade”. 

Uma das dicas para mudar de vez a vida financeira e começar a fazer o dinheiro render, é solicitar a seu contratante para que envie o valor referente à remuneração diretamente para o banco de investimento, e toda vez que precisar pagar uma conta, resgatar o valor e mandar para a conta do banco tradicional que utiliza para fazer pagamentos. “Temos muito clientes que adotaram esse método. Esse processo quase que doloroso de resgatar uma aplicação para pagar uma conta fez a cultura dessas pessoas mudar e estão sendo beneficiadas”.

Quanto aos investimentos mais adequados para aplicar o 13º Salário, Marcelo explica que depende do objetivo e da experiência da pessoa. “Se a ideia é ter uma reserva de emergência, poderia começar com investimentos no Tesouro Selic e se for a longo prazo, como para aposentadoria, uma boa alternativa seria fazer aplicações no Tesouro IPCA”, orienta ele, esclarecendo que o importante é entender as funções específicas de cada tipo de investimento e o perfil do investidor.

Segundo o especialista, hoje existem diversos tipos de aplicações que vão além da tradicional poupança e preservam o poder de compra ao longo do tempo, como o Tesouro Selic e fundos de investimentos de renda fixa conservadores. Para aquelas pessoas que já possuem as reservas para emergência e para aposentadoria, esse é um bom momento para conhecerem um pouco mais sobre ações e fundos imobiliários. Por fim, ele orienta a estar atento ao mercado financeiro e buscar auxílio de um especialista de investimento que entenda seu momento profissional e pessoal.

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Economia

Faturamento da indústria sobe 1,3% em outubro, diz CNI

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A Confederação Nacional de Indústria (CNI) informou que o faturamento real da indústria cresceu 1,3% em no mês passado em relação a setembro. A informação faz parte da pesquisa Indicadores Industriais, divulgada nesta segunda-feira.

Conforme os dados, a utilização da capacidade instalada da indústria teve aumento de 0,1 ponto percentual no mesmo período. No entanto, a tendência de alta revelada pela pesquisa não se refletiu no mercado de trabalho e nos rendimentos. Houve queda de 0,7% na massa salarial real e de 0,3% no rendimento médio real. O nível de emprego ficou estável.

Segundo a CNI, é o quinto mês consecutivo de alta do faturamento, que acumula alta de 3,9% no período.

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Economia

Dólar cai e bolsa sobe, mesmo com decisão de Trump

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A decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de retomar a sobretaxa sobre o aço e o alumínio produzidos no Brasil e na Argentina teve pouco impacto no mercado financeiro. O dólar encerrou em queda. A bolsa de valores subiu.
O dólar comercial fechou na segunda-feira (2) vendido a R$ 4,213, com queda de R$ 0,027 (-0,63%). A divisa continua acima de R$ 4,20, mas operou em baixa durante todo o dia.

No mercado de ações, o dia foi marcado por uma discreta recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou a segunda-feira com alta de 0,64%, aos 108.928 pontos. Mesmo com o anúncio de Trump, o indicador operou em alta durante toda a sessão.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro disse que a desvalorização do real nas últimas semanas deve-se a fatores externos. Segundo o presidente, as tensões comerciais entre Estados Unidos e China, as turbulências no Chile e as eleições na Argentina e no Uruguai têm pressionado o câmbio nos últimos tempos.

Em tese, a imposição de barreiras comerciais pelos Estados Unidos dificulta as exportações brasileiras, reduzindo a entrada de dólares no Brasil e pressionando para cima o dólar. Sobre a decisão de Trump, Bolsonaro disse não ver retaliação comercial e que pretendia conversar por telefone com o presidente norte-americano.

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