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Economia

Moro anuncia aumento de fundo que beneficiará bens públicos

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, anunciou que o Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDCC) tem disponíveis, este ano, cerca de R$ 714 milhões – verba maior que a soma dos últimos cinco anos. A verba do fundo será aplicada em projetos de interesse social amplo, como a restauração de igrejas e teatros tombados como patrimônio histórico.

Grandes estruturas públicas, como o Teatro Nacional de Brasília e a Casa Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, serão beneficiadas e já estão recebendo o aporte. As obras envolvem melhorias estruturais, de segurança, de acervo, de fachada ou de outras características que preservem o uso público do bem. “Recebemos diversos pedidos de projetos que envolviam acervos públicos nacionais que guardam obras e documentos históricos importantes. A aprovação desses projetos é exemplar e importante”, afirmou o ministro Moro.

A alocação das verbas foi feita por meio de uma seleção de um núcleo especializado da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). “Criamos uma campanha para achar projetos de valores altos, que não fossem similares aos anos anteriores, que apresentaram números inexpressivos. Agora, com essa campanha, tivemos mais de 1.300 propostas”, disse a diretora do Núcleo do Fundo de Direitos Difusos (FDD), Adriana Dullius.

Origem do dinheiro

Instituído em 1995, o Fundo de Direitos Difusos tem o objetivo de prevenir e reparar danos ao meio ambiente, ao consumidor e a bens e direitos artísticos. O fundo também recebe valores de ações por infração à ordem econômica, como as de monopólio sob determinados mercados. Os valores do fundo são obrigatoriamente revertidos em benfeitorias para a sociedade.

“Sempre houve dinheiro neste fundo. Só que a verba era sempre contingenciada. Neste ano, todos os termos de ajuste de conduta (TAC) são destinados ao fundo. São valores que vêm de acordos com o consumidor e que garantem esse tipo de política pública”, disse o titular da Senacon, Luciano Timm.

De acordo com o secretário, a maior parte da composição do fundo vem do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mas outros órgãos também contribuem. “Incentivamos outros órgãos públicos a fazer o mesmo. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), por exemplo, fez um acordo com uma telefônica. Do dinheiro pago nesse acordo, R$ 50 milhões foram destinados ao fundo.

Verbas para 2020

Para o ano que vem, a lei orçamentária ainda não tem previsão do valor do Fundo de Direitos Difusos.

O volume de projetos será novamente proporcional à verba recolhida. “Devemos ver um valor que ficará próximo de R$ 700 milhões, mas não sabemos se o valor estará disponível para investimentos em 2020. Isso será uma decisão do orçament

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Economia

Saia do vermelho usando o 13º salário

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Em dezembro o pagamento do 13º salário incrementa na economia brasileira mais de R$ 214 bilhões, este montante representa aproximadamente 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. A primeira parcela já foi paga pelas empresas e até o dia 30 de novembro.

Cerca de 81 milhões de brasileiros são beneficiados com rendimento adicional, em média, de R$ 2.451. As estimativas são do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Têm direito ao pagamento os trabalhadores com carteira assinada, inclusive os empregados domésticos; os beneficiários da Previdência Social, aposentados e beneficiários de pensão da União, dos estados e municípios.

Mas, segundo o agente autônomo de investimentos da Vertente Capital e planejador financeiro, Marcelo Estrela, o momento é de cautela. Trabalhadores assalariados devem ter cuidado na hora de gastar o 13º salário para que não comecem 2020 no vermelho.

Planejando o futuro

Adotar a cultura do planejamento financeiro, segundo Estrela é um dos pontos principais para usar bem o 13º Salário e todos os outros rendimentos no decorrer do ano, de forma que ao final de cada período a pessoa possa ter recursos investidos que possibilitarão a realização de sonhos e projetos anuais, mas também a longo prazo, principalmente quando chegar a “melhor idade”. 

Uma das dicas para mudar de vez a vida financeira e começar a fazer o dinheiro render, é solicitar a seu contratante para que envie o valor referente à remuneração diretamente para o banco de investimento, e toda vez que precisar pagar uma conta, resgatar o valor e mandar para a conta do banco tradicional que utiliza para fazer pagamentos. “Temos muito clientes que adotaram esse método. Esse processo quase que doloroso de resgatar uma aplicação para pagar uma conta fez a cultura dessas pessoas mudar e estão sendo beneficiadas”.

Quanto aos investimentos mais adequados para aplicar o 13º Salário, Marcelo explica que depende do objetivo e da experiência da pessoa. “Se a ideia é ter uma reserva de emergência, poderia começar com investimentos no Tesouro Selic e se for a longo prazo, como para aposentadoria, uma boa alternativa seria fazer aplicações no Tesouro IPCA”, orienta ele, esclarecendo que o importante é entender as funções específicas de cada tipo de investimento e o perfil do investidor.

Segundo o especialista, hoje existem diversos tipos de aplicações que vão além da tradicional poupança e preservam o poder de compra ao longo do tempo, como o Tesouro Selic e fundos de investimentos de renda fixa conservadores. Para aquelas pessoas que já possuem as reservas para emergência e para aposentadoria, esse é um bom momento para conhecerem um pouco mais sobre ações e fundos imobiliários. Por fim, ele orienta a estar atento ao mercado financeiro e buscar auxílio de um especialista de investimento que entenda seu momento profissional e pessoal.

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Economia

Faturamento da indústria sobe 1,3% em outubro, diz CNI

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A Confederação Nacional de Indústria (CNI) informou que o faturamento real da indústria cresceu 1,3% em no mês passado em relação a setembro. A informação faz parte da pesquisa Indicadores Industriais, divulgada nesta segunda-feira.

Conforme os dados, a utilização da capacidade instalada da indústria teve aumento de 0,1 ponto percentual no mesmo período. No entanto, a tendência de alta revelada pela pesquisa não se refletiu no mercado de trabalho e nos rendimentos. Houve queda de 0,7% na massa salarial real e de 0,3% no rendimento médio real. O nível de emprego ficou estável.

Segundo a CNI, é o quinto mês consecutivo de alta do faturamento, que acumula alta de 3,9% no período.

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Economia

Dólar cai e bolsa sobe, mesmo com decisão de Trump

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A decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de retomar a sobretaxa sobre o aço e o alumínio produzidos no Brasil e na Argentina teve pouco impacto no mercado financeiro. O dólar encerrou em queda. A bolsa de valores subiu.
O dólar comercial fechou na segunda-feira (2) vendido a R$ 4,213, com queda de R$ 0,027 (-0,63%). A divisa continua acima de R$ 4,20, mas operou em baixa durante todo o dia.

No mercado de ações, o dia foi marcado por uma discreta recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou a segunda-feira com alta de 0,64%, aos 108.928 pontos. Mesmo com o anúncio de Trump, o indicador operou em alta durante toda a sessão.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro disse que a desvalorização do real nas últimas semanas deve-se a fatores externos. Segundo o presidente, as tensões comerciais entre Estados Unidos e China, as turbulências no Chile e as eleições na Argentina e no Uruguai têm pressionado o câmbio nos últimos tempos.

Em tese, a imposição de barreiras comerciais pelos Estados Unidos dificulta as exportações brasileiras, reduzindo a entrada de dólares no Brasil e pressionando para cima o dólar. Sobre a decisão de Trump, Bolsonaro disse não ver retaliação comercial e que pretendia conversar por telefone com o presidente norte-americano.

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