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Economia

Montadoras colocam mais dinheiro no Brasil em 2017

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As montadoras de veículos colocaram mais dinheiro no Brasil em 2017 do que tiraram. Com prejuízos ou lucros baixos e muitos investimentos prometidos a realizar, as matrizes precisaram injetar recursos bilionários nas subsidiárias brasileiras, na forma de investimento estrangeiro direto (IED) no capital das subsidiárias brasileiras e empréstimos intercompanhias, que juntos somaram fluxo líquido de US$ 6,4 bilhões, fruto de US$ 12,4 bilhões que aportaram nos caixas das empresas aqui e de US$ 6 bilhões que foram remetidos para pagar operações passadas de IED e financiamentos internos em moeda estrangeira, segundo números fechados do ano passado divulgados pelo Banco Central este mês.

As remessas de lucros e dividendos às matrizes no exterior voltaram a crescer, invertendo o fluxo de consecutivas quedas profundas verificadas desde 2014. Esses valores remetidos pelos fabricantes de veículos no Brasil mais do que dobraram em 2017, de US$ 86 milhões em 2016 para US$ 232 milhões entre janeiro e dezembro do ano passado. Contudo, apesar do substancial aumento porcentual, de 167% entre um ano e outro, o montante continua bem abaixo dos lucros bilionários enviados de 2000 até 2013, é uma minúscula fração do recorde de US$ 5,7 bilhões remetidos só em 2011.

O investimento estrangeiro direto (IED) dos fabricantes de veículos multinacionais em suas subsidiárias brasileiras caiu bastante de 2016 para 2017, de US$ 6,6 bilhões para US$ 3,95 bilhões, em retração de 40%. Mas as remessas para pagar o IED recebido continuam em níveis baixos. Embora tenham crescido 160%, de US$ 10 milhões para US$ 26 milhões de um ano para outro, as amortizações são frações ínfimas dos aportes.

A conta corrente externa das montadoras instaladas no Brasil teve movimentações bem mais altas no ano passado na modalidade de empréstimos intercompanhias: entraram no caixa aqui estratosféricos US$ 8,48 bilhões, e saíram US$ 6 bilhões para pagar empréstimos passados. Ou seja, no balanço entre recebimentos e quitações, liquidamente US$ 2,47 bilhões ficaram no País enquanto em 2017, enquanto em 2016 esse saldo foi negativo em US$ 712 milhões, com remessas de US$ 5,95 bilhões contra aportes recebidos de US$ 5,24 bilhões

Fabricantes de veículos no Brasil também realizam investimentos e empréstimos intercompanhias, caso das poucas empresas brasileiras do setor com subsidiárias em outros países, ou de filiais de companhias estrangeiras no País que injetam capital em outras filiais da mesma região, como no caso do Mercosul, em montadoras instaladas na Argentina, por exemplo. Mas esses valores têm sido muito baixos.

Em 2017, o investimento estrangeiro direto feito por montadoras a partir do Brasil somou apenas US$ 11 milhões, em queda de 88% sobre os US$ 92 milhões de 2016. Em contrapartida, os regressos desse IED também caíram de um ano para outro, de US$ 330 milhões para US$ 153 milhões, retração de 53,6%.

Já os empréstimos intercompanhias de fabricantes de veículos no Brasil para outras subsidiárias totalizaram US$ 71 milhões, valor 13,4% inferior aos US$ 82 milhões de 2016, enquanto foram recebidos em amortizações US$ 61 milhões, alta expressiva de 126% em comparação com os US$ 27 milhões do ano anterior.

* Com informações de Automotive Business

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Economia

Aplicativos de transporte aumentam financiamento de veículos

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Os aplicativos de transporte estão impactando o mercado de crédito para veículos. Os financiamentos para compra de carros, motos e caminhões cresceu 9,1% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2018. Segundo levantamento da B3, que opera o Sistema Nacional de Gravames (SNG), os financiamentos possibilitaram a compra de 2,87 milhões de unidades, sendo que 1,06 milhão são veículos novos – aumento de 9,7%. Os usados totalizaram 1,81 milhão de unidades, uma alta de 8,7%.

Entre os fatores que explicam o aumento das vendas está o mercado criado pelos aplicativos como Uber, 99 e Cabify. “Muita gente que fica desempregada enxerga no setor de transportes uma alternativa de renda e para isso precisa de um automóvel”, explicou a coordenadora da graduação em Economia do Insper, Juliana Inhasz.

Esse crescimento promovido pelos investimentos em automóveis, sejam comprados ou alugados, para fazer o transporte de passageiro, já vem sendo observado desde o ano passado, de acordo com o economista chefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Nicola Tingas. “Tem um impacto importante. Desde o ano passado isso é notório”, disse.

Mercado ainda fraco

Tingas destacou, no entanto, que esse crescimento não significa um aquecimento do mercado de consumo, mas um investimento dos que pretendem trabalhar nesse sistema. “Para mim, esse tipo de financiamento indireto, via Uber, não é um consumo. Ele não comprou um carro para uso pessoal ou para lazer”, acrescentou.

Nesse sentido, de compras de veículos como ferramenta de trabalho, também vai o aumento das compras de caminhões, que representaram a maior expansão percentual no período. Nos primeiros seis meses de 2019 foram financiadas 128,8 mil unidades de veículos pesados, uma alta de 23,47% em relação ao primeiro semestre de 2018.

Juliana Inhasz disse, entretanto, que há ainda uma recuperação do mercado após quatro anos recessivos devido a melhora da renda e das condições de crédito, com juros mais baixos. “Apesar da alta ser significativa, a gente está falando de uma base muito ruim. Parece uma bruta de uma alta, mas, na verdade, é uma recomposição, a gente está tentando recuperar um setor que tinha sofrido muito com a crise”, ponderou.

Entre os fatores que indicam condições mais favoráveis na economia está, segundo a professora, a queda no desemprego. “Tem uma melhora do mercado, porque a taxa de desemprego tem caído, devagar, mas tem caído”, ressaltou.

Apesar das boas notícias, a economista acredita que ainda há um longo caminho pela frente antes que a indústria automobilística volte ao mesmo patamar que teve antes da crise. “Pelo menos 6 anos de trabalho para voltar ao que era em 2012, 2013. Em um cenário otimista”, disse.

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Economia

Governo quer reduzir alíquota do IR para máximo de 25%, diz Bolsonaro

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje (17) que o governo vai trabalhar por uma reforma tributária mexendo apenas em impostos federais, com perspectiva de redução da carga tributária ao longo dos anos. Uma das mudanças seria a redução da alíquota máxima do imposto de renda (IR) para 25%. Atualmente, pessoas físicas pagam até 27,5% e pessoas jurídicas, como empresas, pagam até 34% de IR. Outra ideia do governo é unificar impostos e contribuições federais, como PIS, Cofins, IPI e IOF, em um imposto único.    

“O que nós queremos fazer, conforme explanação do Marcos Cintra, no dia de ontem, na reunião de ministros, é mexer só com os tributos federais. Uma tabela de imposto de renda de, no máximo, 25%, e dar uma adequada. E nós queremos, segundo o próprio Onyx Lorenzoni falou, no dia de ontem, na reunião, nós queremos, ano a ano, ir reduzindo nossa carga tributária”, afirmou o presidente em entrevista a jornalistas logo após participar da cúpula do Mercosul, em Santa Fé, na Argentina. 

O Brasil assumiu a presidência pro-tempore do bloco pelos próximos seis meses. Durante seu discurso na cúpula, Bolsonaro afirmou que pretende trabalhar pela redução de tarifas e ampliação de acordos comerciais. O presidente retorna ainda na tarde desta quarta-feira para Brasília.

Ainda na entrevista, Bolsonaro disse que esta semana devem ser anunciadas novas regras para saques de contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). “É uma pequena injeção na economia e é bem-vindo isso daí, porque começa a economia, segundo os especialistas, a dar sinais de recuperação”, disse.

Perguntado sobre a possibilidade do Senado reincluir estados e municípios na reforma da Previdência, o presidente ponderou que isso deveria ser feito em um projeto paralelo, para evitar que o texto tenha retornar à Câmara dos Deputados.

“Eu acho que não é o caso de mexer nessa proposta, porque ela voltaria para a Câmara. Pode ser uma PEC paralela, é outra história para ser discutida”, disse 

Embaixador nos EUA

Bolsonaro voltou a comentar sobre a eventual indicação de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Segundo ele, consultas preliminares serão feitas ao governo norte-americano e o presidente Donald Trump deve dar o seu aval. “Tenho certeza que ele dará o sinal positivo”, disse. 

Na coletiva com chanceleres do Mercosul, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, elogiou Eduardo Bolsonaro e disse que ele pode ajudar a alavancar projetos entre o Brasil e Estados Unidos. 

“É uma pessoa com grande capacidade de articulação política, ajudaria muito os projetos que temos com Estados Unidos. A perspectiva agora dependeria, sobretudo, claro, da aprovação pelo Senado, mas me parece que seria um excelente nome”, disse.

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Economia

Safra recorde de grãos deve chegar a 240,7 milhões de toneladas

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A Companha Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou os números do 10º Levantamento da Safra de Grãos 2018/2019. De acordo com a companhia, o Brasil deve registrar novo recorde da série história com uma produção de cerca de 240,7 milhões de toneladas. A previsão de crescimento é de 5,7%, o que representa 13 milhões de toneladas acima da safra 2017/18. A área plantada está prevista em 62,9 milhões de hectares, um aumento de 1,9% em relação à safra anterior.

O levantamento mostra que o milho segunda safra deve ser um dos maiores destaques do período, com previsão de produção recorde de 72,4 milhões de toneladas, crescimento de 34,2%. Já o milho primeira safra deve ficar em 26,2 milhões de t, queda de 2,5%. A produção de algodão deve aumentar cerca de 32,9%, o que equivale a 6,7 milhões de algodão em caroço ou 2,7 milhões de algodão em pluma. Para a soja, a previsão é de redução de 3,6% na produção, atingindo 115 milhões de toneladas. As regiões Centro-Oeste e Sul representam mais de 78% dessa produção.

Os produtos com maiores aumentos de área plantada foram o milho segunda safra (819,2 mil ha), soja (717,4 mil ha) e algodão (425,5 mil ha). A soja apresentou um crescimento de 2% na área de plantio, chegando a 35,9 milhões de ha.

Produções no inverno

A Conab estima uma produção de trigo de 5,5 milhões de toneladas em uma área estimada em 1,99 milhão de ha, 2,4% menor que a área plantada em 2018. As demais culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada e triticale) apresentam um leve aumento na área cultivada, passando de 546,5 mil ha para 552,2 mil ha. As condições climáticas vêm favorecendo as lavouras.

* Com informações da Conab

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