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Modelo Renata Guerra conta o caminho para conquistar uma carreira internacional

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Alta, magra, bonita. Características que são definidas à primeira vista quando se vê a modelo internacional, Renata Guerra, 21 anos. A morena de olhos azuis é Anapolina e tem ganhado os holofotes em todo o mundo. Para a equipe do A1minuto, ela fala sobre carreira, desafios, família, sonhos e o orgulho que ela tem da sua trajetória.

A1minuto: Como começou sua carreira de modelo?

Renata Guerra: Olá, Luana. Tudo bem? Olá, Anápolis. É um prazer estar aqui. Muito obrigada pelo convite. Fui muito feliz. Então, eu comecei aqui em Anápolis, com o Raffa da Bymodel. Comecei toda a minha desenvoltura. Comecei com o Miss Anápolis, fui Miss Goiás, era pra ter participado do Miss Brasil e surgiu o Menina Fantástico. Pensei: “Vou ter que abrir mão de um dos dois”. Como eu estava no começo, conversando com os meus pais que sempre me apoiaram muito resolvemos que o Menina Fantástico iria me dar mais visibilidade por ser também envolvido com tv e tal.

E aí eu falei assim: “É isso que eu quero”! Mesmo estudando ainda, eu estava no segundo ano do ensino médio, estudando sempre e pensando em fazer faculdade de odontologia que ainda sonho muito com isso. Falei assim: “Vou me jogar”. Porque quando eu entro em alguma coisa para fazer, eu sou determinada. Eu vou até o fim. E foi assim. Comecei aos 16, participei do Menina Fantástica. Fui muito feliz. Não cheguei a ir para a casa da Menina Fantástica, mas eu evolui muito, foi uma experiência incrível. Conheci pessoas incríveis do mundo da moda mesmo. Até então eu só tinha participado do miss, tinha conhecido o mundo aqui em Goiás.

Foi uma experiência incrível. Logo após o Menina Fantástico eu conheci tanta gente. Todo mundo aqui em Anápolis falava “Renata Guerra”. Fui muito bem acolhida e conheci minha agência mãe.

Fui com minha mãe conhecê-la lá em São Paulo. Em 2014, eu terminei o terceiro ano, fui para a Europa, fui para Londres. Um lugar que eu nunca imaginei conhecer.

Completei 18, depois de ter ido para a minha primeira viagem á Londres, nunca mais parei.

A1minuto: Como foi esse processo de Anápolis, Goiás, Europa?

Renata Guerra: Eu tive uma experiência de uma semana em São Paulo. Pensei: “Nossa! Se aqui em São Paulo é assim imagina lá fora”.

Fiquei um pouco assustada. Eu não falava inglês, nunca fiz curso. Mas graças a Deus hoje eu falo fluente, mas por méritos meus.

Quando eu cheguei, na primeira semana eu ligava para os meus pais e falava: “Eu vou voltar. Não estou conseguindo, estou sentindo falta de casa. Aqui não é aconchegante quanto aí”.

Mas eu fui me acostumando. É o que eu quero. Eu sempre falei que sou determinada, eu vou até o fim. Dei minha cara a tapa, fui aprendendo inglês, assistia séries em inglês, músicas em inglês e fui me comunicando mais com as meninas da minha agência também. Fui evoluindo.

Eu fico muito feliz com essa evolução porque as experiências e também as dificuldades fazem a gente crescer.

A1minuto: O papel da sua família nisso tudo?

Renata Guerra: Muito importante. Acho que, fico até emocionada de falar, o papai e a mamãe eles deram o sangue. Mesmo pensando assim: Acho que agora não é o momento de fazer isso. Porque eu tenho dois irmãos. Não é uma coisa que sou filha única e a gente é uma família de classe alta.

O papai e a mamãe sempre mostravam para mim a realidade e eu sempre fui muito compreensiva. Fomos juntos de mãos dadas até onde nós achamos que dava e eles investiram muito em mim e hoje a gente olha e fala: “Renata, valeu muito a pena”. Porque nada foi em vão. Todo o investimento que a gente teve, a gente fez de coração e a gente está vendo o retorno. Isso é muito gratificante. Eles são essenciais, eles são tudo pra mim.

Eu abro e abriria mão de muita coisa sem pestanejar porque eles são tudo que eu tenho. Se eles me apoiaram desde o começo, se um dia eles precisarem de mim aqui para apoiá-los, eu estarei.

A1minuto: O que é preciso para ter a carreira de moda bem sucedida, e mudando tanto? O que você precisa ser e ter?

Renata Guerra: Primeiramente Deus. Porque eu não sei as outras meninas que entram nesse meio, mas pra mim, se Deus não tiver na frente pra mim nada acontece. Família, amigos, muito foco e determinação. Se você não tiver foco e determinação infelizmente você vai se perder nesse caminho porque você sabe que a oferta do mundo, ainda mais esse… Eu não posso ser hipócrita e te falar que é um mundo limpo, que não é.

Infelizmente tem muita coisa suja. Se você aceitar querer dar um passo mais longo e rápido, chegar mais à frente do que outras, você realmente tem a oportunidade. Às vezes eu falo pra minha mãe: “Eu estou paciente”. Porque eu não quero chegar rapidão, pra cair de uma vez.

Chegar rápido de uma forma que não é limpa. De uma forma que não está me fazendo bem, de uma forma que não está agradando aos meus princípios. Isso também, não esquecer suas raízes, seus princípios.

Se o mundo da moda te virar as costas, você olhar e nem seus pais estiverem lá porque você. Você vai fazer o que?

Ninguém é feliz sozinho. Então você precisa ter uma base. Você precisa lembrar dos seus princípios, dos seus valores. Eu sempre volto pra cá e morro de orgulho de Anápolis. Eu amo representar Anápolis. Pensar que todo mundo fala: “Nossa! A Renata está em Anápolis”.

Eu amo poder contar um pouquinho da minha história, porque é uma história de muita luta. Eu ainda não cheguei aonde eu quero chegar, mas vou seguir o caminho certinho e com certeza vocês vão fazer uma entrevista comigo depois do Victoria´s Secret (risos).

A1minuto: Falando dos desfiles, da moda, o que essa região Centro-Oeste precisa para que seja realmente reconhecida como um berço de beleza como a sua?

Renata Guerra: Tem muitas meninas bonitas, muitas marcas legais, muitos investidores legais. Não estou falando que eles estão perdendo tempo, mas acho que eles estão inseguros. Em relação a: “E se eu investir nisso e não der certo”. Vem a questão das blogueiras, é tudo muito inseguro. Até a questão da mídia também. Hoje em dia é bem difícil porque tem concorrência de mídia, atrizes, blogueiras. Até pra gente: modelo.

Você pensa que não tem muitos seguidores, acha que não vai conseguir o trabalho. É insegurança. Então tem muita marca incrível aqui em Goiás, beleza goiana é maravilhosa. Na época do miss eu pesquisei muito porque temos o traje típico. Tem tanta coisa interessante: Pirenópolis, aqui em Anápolis, para a gente mostrar sobre a cidade. É isso mesmo. O termo certo é segurança, para fazer que nem eu, se jogar no mundo.

A1minuto: Quais as dicas para quem quer seguir essa carreira?

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