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Segurança

Ministério autoriza uso da Força Nacional em Goiás e outros Estados

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou o emprego da Força Nacional de Segurança Pública em apoio aos Estados do Pará, Espírito Santo, Goiás, Pernambuco e Paraná. São duas Portarias, publicadas no Diário Oficial da União (DOU), que dispõem sobre o emprego da Força nesses Estados para cumprimento dos objetivos do projeto “Em Frente Brasil” (Programa Nacional de Enfrentamento à Criminalidade Violenta).

A primeira portaria autoriza o uso da Força Nacional nesses Estados, nas respectivas capitais e regiões metropolitanas, com foco nos municípios de Ananindeua (PA), Cariacica (ES), Goiânia (GO), Paulista (PE) e São José dos Pinhais (PR), e aos órgãos de segurança pública, por 120 dias, a contar de 30 de agosto, para atuar nas ações de policiamento ostensivo nas atividades e nos serviços imprescindíveis à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do Patrimônio.

A segunda portaria autoriza a atuação da Força nas mesmas localidades, por um período de 180 dias a contar de hoje, para operar em ações de polícia judiciária e perícia forense no combate à criminalidade violenta. Nos dois casos, as portarias esclarecem que esse prazo de apoio poderá ser prorrogado se necessário e solicitado pelo órgão apoiado.

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Segurança

Decisão do STF sobre dados do Coaf beneficia Carlinhos Cachoeira

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A decisão do ministro do STF Dias Tófolli sobre o uso de informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) beneficiou Carlos de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Com base no posicionamento do ministro, a Justiça Federal suspendeu uma ação penal fruto das investigações da Operação Monte Carlo. Ele e Geovani Pereira da Silva são investigados por lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

A decisão de Toffoli suspendeu todos os processos no Brasil em que houve compartilhamento de dados do Coaf sem autorização judicial. O parecer atende a uma solicitação da defesa senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). O parlamentar e ex-assessor dele, Fabrício Queiroz, são investigados pelos crimes de lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa.

A decisão gerou um efeito cascata, que sustentou o pedido de liminar feita pela defesa de Geovani e Cachoeira. Além deles, os demais réus de outros seis processos ligados à Operação Monte Carlo também entraram com o mesmo pedido.

A decisão, entretanto, não é definitiva. E vale apenas até o julgamento definitivo da questão, que deve ser no dia 21 de novembro. Na ação principal, Carlinhos Cachoeira e outros sete réus foram condenados em segunda instância, com a pena de 36 anos e nove meses.

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Segurança

Polícia Civil indicia Najila por extorsão e calúnia em acusação contra Neymar

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A Polícia Civil de São Paulo anunciou o indiciamento da modelo Najila Trindade pelos crimes de denunciação caluniosa, fraude processual e extorsão no caso em que acusou o atacante Neymar de estupro. O ex-marido de Najila, Estivens Alves, foi denunciado por fraude processual e divulgação de conteúdo erótico.

O indiciamento dos dois foi decidido após a conclusão dos inquéritos relacionados à acusação de estupro. A investigação já havia sido arquivada no dia 8 de agosto pela juíza Ana Paula Gomes Galvão da Vara da Região Sul 2 de Violência Doméstica Familiar. A delegada Juliana Lopes Bussacos, da 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, de Santo Amaro, afirmou não ter encontrado provas para indiciar Neymar na investigação. A delegada informou que não poderia oferecer detalhes da decisão, pois o inquérito corre sob segredo de justiça. A defesa de Najila tentou a reabertura do caso, mas o pedido foi negado.

Outras duas investigações estavam em curso a partir do suposto estupro. Uma delas, solicitada pela defesa de Neymar, alegou denunciação caluniosa e extorsão de Najila. O indiciamento da modelo ocorreu nesta peça de investigação. Denunciação caluniosa é um crime previsto no Código Penal que atinge a honra de outra pessoa, de maneira direta ou indireta. O outro inquérito foi aberto pelos delegados para apurar o desaparecimento de objetos eletrônicos da casa da modelo.

O ex-marido de Najila também foi indiciado por ter participado do caso, segundo a Polícia Civil, por divulgação de conteúdo erótico da modelo para um repórter em troca de espaço na imprensa. Os inquéritos continuam sob segredo de Justiça e foram encaminhados ao Tribunal de Justiça para apreciação dos representantes do Ministério Público e do Poder Judiciário.

Em contato com a reportagem do Estado, Cosme Araújo, defensor de Najila, afirmou que ainda não teve conhecimento do relatório da delegada Monique Lima, do 11º DP, responsável pelo indiciamento.

Entenda o caso
As investigações sobre o suposto estupro de Neymar sobre Najila começaram em 31 de maio. A modelo chegou à 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, no bairro de Santo Amaro, em São Paulo, e foi ao Hospital Pérola Byington, onde realizou exame de corpo de delito. A modelo relatou que o atacante estava alterado, fez sexo contra a vontade dela, sem usar camisinha. O atacante negou o estupro, disse que usou preservativo e o jogou no vaso sanitário.

A promotora Flávia Merlini afirmou que os laudos do Instituto Médico Legal (IML) não constataram nenhum sinal de violência em Najila. A única lesão identificada foi no dedo, ocorrida no dia seguinte ao suposto estupro, quando a modelo brigou com Neymar no quarto do hotel.

No dia seguinte, Neymar esteve no mesmo quarto e foi agredido por Najila. A modelo gravou o encontro e alegou que buscava uma prova de que se encontrara com o atleta. O vídeo tem cerca de 60 segundos. A modelo afirmou que gravou todo o encontro, mas o vídeo teria sido furtado juntamente com seu tablet. As imagens nunca foram mostradas aos investigadores. (Agência Estado)

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Segurança

Cerca de 200 detentos são transferidos para presídio de Planaltina

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Cerca de 200 presos foram transferidos para o presídio de Planaltina, que fica no entorno do Distrito Federal (DF). 80% dos detentos encaminhados estavam na Casa de Prisão de Provisória (CPP) de Aparecida de Goiânia e outros estavam em 22 municípios. A estrutura foi inaugurada na última semana e tem capacidade para 388 detentos. A informação foi passada à imprensa em coletiva na tarde desta terça-feira (10).

“Eles eram de unidades de Aparecida de Goiânia, Anápolis, Formosa e de outras vinte cidades pequenas que não terão nomes divulgados”, conta Rodney. O coronel Wellington Urzêda completa que “se trata se presos de alta periculosidade”, afirmou o secretário de Segurança Pública (SSP-GO), Rodney Miranda. A operação foi integrada por forças de segurança de Goiás com apoio de policiais do DF.

Segundo o secretário da SSP-GO, para a transferência foram necessárias 50 viaturas e quase 400 agentes prisionais. “A DGAP (Diretoria-Geral de Administração Penitenciária) junto aos policiais realizaram um levantamento de presos perigosos que deveriam ser transferidos para o novo presídio”, relata.

O intuito do deslocamento é evitar o comando de organizações criminosas que, de acordo com o secretário, vem de dentro do presídio. “O reflexo disso (transferência) estará nas ruas em alguns meses”, afirma.

Segundo o Coronel Urzêda, o presídio de Planaltina segue a sistemática dos presídios federais. “Possui raio-x, detector de metal, não possui energia dentro da celas e é cercado por uma muralha de sete metros de altura”, relata.

A operação ainda está em andamento e por isso a lista com os nomes dos transportados não será divulgada, por enquanto. Tampouco os familiares foram avisados da transferência. “Quanto menos pessoas souberem melhor, assim não vaza informação”, defende Urzêda.

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