Conecte-se

Educação

MEC pretende implantar no país 108 escolas cívico-militares até 2023

Publicado

em

O Ministério da Educação (MEC) pretende implementar 108 escolas cívico-militares até 2023. Essa é uma das ações previstas no Compromisso Nacional pela Educação Básica, documento apresentado nesta sexta-feira (11. Jul), em Brasília. Ele reúne ações que estão sendo planejadas para serem implementadas até o fim do atual governo.

Além das escolas militares, pretende-se dar celeridade à conclusão de mais de 4 mil creches até 2022; conectar 6,5 mil escolas rurais por meio de satélite em banda larga em todos os estados; e ofertar cursos de ensino a distância para melhorar a formação de professores, até 2020, entre outras ações.

O documento foi elaborado pelo MEC em conjunto com estados e municípios representados pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). As ações são voltadas para a educação básica, período que compreende desde o ensino infantil até o ensino médio.

O plano de ação, segundo o ministro da Educação, Abraham Weintraub, visa dar mais protagonismo aos estados e municípios, seguindo o mote defendido pelo governo de menos Brasília e mais Brasil. “As ideias já existiam, precisava transformar a energia potencial em energia cinética”, disse. Segundo ele, o Brasil tem boas iniciativas e recursos que podem ser direcionados para melhorar a educação do país.

A intenção, de acordo com o MEC, é tornar o Brasil referência em educação na América Latina até 2030. “Nós, como brasileiros, em essência, somos tão bons quanto qualquer país no mundo”, disse o ministro.  

Escolas cívico-militares

Um dos destaques do Compromisso Nacional pela Educação Básica é a implementação de escolas cívico-militares, pauta defendida desde a campanha do presidente Jair Bolsonaro.

Neste ano, o MEC passou a contar inclusive com uma Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares. A intenção é, de acordo com o plano apresentado nesta quinta-feira, implementar o modelo em 27 escolas, por ano, uma por unidade da federação. A medida, segundo o MEC, deve atender a 108 mil alunos.

Além das 27 novas escolas por ano, o MEC pretende fortalecer 28 escolas cívico-militares por ano, em conjunto com os demais entes federados, totalizando 112 escolas até 2023, atendendo a aproximadamente 112 mil estudantes.

As escolas cívico-militares são instituições não militarizadas, mas com uma equipe de militares da reserva no papel de tutores. A meta é aumentar a média do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Segundo o MEC, enquanto a média do Ideb em colégios militares é 6,99, nos civis é 4,94.

“Os pressupostos é que [a instalação das escolasse dê em locais carentes, como foi o ensino médio em tempo integral. Se não se coloca em locais que sejam carentes, estará aumentando ainda mais a diferença de conhecimento dessa população”, afirmou o secretário de Educação Básica do MEC, Jânio Carlos Endo Macedo.  Ao todo, o governo pretende investir R$ 40 milhões por ano.

Principais metas do Compromisso Nacional pela Educação Básica

Creches – Reestruturar o Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (ProInfância) para dar celeridade à conclusão de mais de 4 mil creches até 2022.

Ensino integral – Revitalizar o programa Novo Mais Educação. As escolas que aderirem terão o mínimo de 5 horas de aula por dia. No integral, a ideia é ampliar para 7 horas por dia. A meta é diminuir a evasão e melhorar indicadores educacionais.

Ensino Médio – Estimular o Novo Ensino Médio, aprovado em lei em 2017. Investir R$ 230 milhões até o final de 2019 no ensino médio em tempo integral. Está previsto para 2020 um programa piloto em 3,5 mil instituições de ensino. No novo ensino médio, os estudantes poderão escolher um itinerário formativo para complementar a formação básica ofertada a todos os estudantes. Eles poderão escolher entre a formação em linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas e sociais, além da formação técnica e profissional.

Internet – Conectar, por meio do programa Inovação Educação Conectada, 6,5 mil escolas rurais por meio de satélite em banda larga em todos os estados. Serão investidos R$ 120 milhões até o fim de 2019. Aproximadamente 1,7 milhão de estudantes serão beneficiados. O MEC irá repassar ainda R$ 114 milhões para fomentar a internet em 32 mil colégios urbanos. A intenção é beneficiar 17 milhões de alunos.

Aulas interativas – A Universidade Federal do Ceará, a Universidade Federal de Goiás e a Universidade Federal de Santa Catarina desenvolverão games voltados para os anos iniciais do ensino fundamental, ou seja, do 1º ao 5º ano. Serão investidos R$ 3 milhões até o final de 2019;

EJA – A educação de jovens e adultos será articulada à educação profissional e tecnológica, além de ser conectada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que estabelece o mínimo que deve ser ensinado em todas as escolas do Brasil.

Formação de professores – Até 2020, estabelecer trilhas de formação para professores por meio de cursos a distância, com disponibilização de materiais de apoio e de recursos. A proposta é que professores que não são formados nas áreas que atuem possam receber a formação, além de qualificar melhor todos os demais profissionais.

Escolas cívico-militares – Implementar, até 2023, 108 escolas cívico-militares, 27 por ano, em cada uma das unidades da federação.

Anúncio
Clique para Comentar

Deixe seu comentário

Educação

Governo deve publicar nova Política de Educação Especial

Publicado

em

Por

O governo se prepara para publicar um decreto alterando a Política Nacional de Educação Especial. A informação foi dada pela diretora de Acessibilidade, Mobilidade, Inclusão e Apoio a Pessoas com Deficiência do Ministério da Educação (MEC), Nídia Regina Limeira de Sá, durante sua participação no debate organizado pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados nessa semana. 

A primeira versão do texto foi elaborada em 1994. Seus termos, porém, passaram por revisão, ao longo dos anos.A edição de 2008 pretendia torná-lo um instrumento de coibição de práticas discriminatórias contra pessoas com condições como deficiências intelectual, mental e física e Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). A perspectiva, então, era de que todos os estudantes deveriam estar “juntos, aprendendo e participando”. O texto determina que a escola não deve reproduzir “padrões homogeneizantes”. 

Promessa de ampliação

Em entrevista concedida à Agência Brasil, Nídia Limeira de Sá disse que o texto que será divulgado foi construído em conjunto com “entidades representativas e pessoas que representam o público da educação especial, por meio de muitas reuniões, audiências públicas e consultas públicas”. De acordo com a diretora, a elaboração foi feita ao longo de dois anos.

Nídia classificou a política como sendo “a da flexibilidade para os sistemas educacionais”. “Ou seja, não entendemos que a educação para pessoas com deficiência ou TEA deva passar única e exclusivamente pelas escolas inclusivas comuns. Essa política oferece a flexibilidade no sentido de os sistemas se organizarem para poderem oferecer também, como alternativas, escolas especiais, classes especiais, escolas bilíngues [com aulas em língua portuguesa e Língua Brasileira de Sinais (Libras)], classes bilíngues”, afirmou.

“Você pode conseguir melhores resultados para o público da educação especial em classes especiais ou escolas especiais porque o foco dessa política estará na singularidade das pessoas, e não no grupo como um todo”, completou.

A representante do MEC informou também que a política que entrará em vigor criará dois centros específicos: um para estudantes com deficiência físico-motora e outro para quem tem deficiência intelectual, motora e TEA. Perguntada sobre os planos de implementação, Nídia se limitou a dizer que o governo pretende priorizar capitais dos estados. 

Como uma das principais críticas às turmas e às escolas especiais é o fato de que poderiam contribuir para a segregação, a reportagem perguntou a opinião da diretora do MEC sobre a questão. “As turmas separadas podem acontecer. Não são ilegais, nunca foram”, respondeu.

“A gente não quer que essa política signifique retrocesso em nenhuma das conquistas da inclusão escolar”, afirmou. “Temos satisfação de dizer que a nossa política é plenamente adequada aos marcos legais da educação inclusiva.”

Ensino comum

Parte dos especialistas em educação defende a matricula de todos os alunos em instituições de ensino comum é o caminho ideal. “A gente percebe o quanto essa possibilidade de estarem frequentando espaços comuns como qualquer outra pessoa é benéfico para o desenvolvimento deles, e isso a gente não pode perder de jeito nenhum”, disse Roseli Olher, supervisora de Atendimento Educacional Especializado do Instituto Jô Clemente, como é chamada agora a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de São Paulo.

Ela explicou que o trabalho gratuito realizado pela Apae, em parceria com a prefeitura de São Paulo, tem o objetivo promover a inclusão dos alunos com deficiência em turmas de ensino comum. Disponível para estudantes com idade entre 4 anos e 17 anos e 11 meses completos, o atendimento é feito por pedagogos especializados ou em educação inclusiva, ou em educação para pessoas com deficiência intelectual. Ao todo, atualmente, aproximadamente há adesão de 300 alunos.

A equipe faz visitas periódicas – duas vezes por semana – às escolas para verificar se os alunos estão realmente assimilando o conteúdo transmitido e se têm problemas com concentração ou relações interpessoais com seus colegas e professores. Cada encontro tem duração de uma hora e meia e é sempre marcado em um horário do contraturno escolar, para que a presença do aluno esteja garantida.

Segundo a pedagoga, o texto da política nacional que está sendo preparado não passou por consulta ampla a movimentos ligados à causa. “De que forma será feita a avaliação para definir o destino dessa pessoa [com deficiência ou TEA], se deve estar no espaço comum?”, questionou.

“[A matrícula no ensino comum] é benéfica tanto para a pessoa com deficiência quanto para a pessoa sem deficiência. É esse convite ao respeito à diversidade, as diferenças”, disse. 

Continue Lendo

Educação

Anápolis recebe verba para reforma de Colégios Estaduais

Publicado

em

Por

Anápolis irá receber verba do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) por meio do governo de Goiás para reforma de três colégios estaduais. A previsão é que as obras se iniciem ainda em dezembro, a afirmação é do Deputado Estadual Amilton Filho (SD), durante entrevista à rádio Manchester nesta quinta-feira (28.Nov).

Os colégios que serão contemplados com a reforma serão o Centro De Ensino Em Período Integral Lions Melchior De Araujo, na Vila Nossa Sra. D’abadia, Colégio Estadual Plínio Jaime, no Recanto do Sol e Colégio Estadual Castelo Branco, na Vila São Vicente.

As três unidades escolares vão receber entre 200 e 300 mil reais para troca de piso, forro, fiação elétrica, pintura interna e externa, construção de muro onde não tem e construção de novas salas.

Em Campo Limpo de Goiás, cidade vizinha, o Colégio Estadual Rui Barbosa também deve ser contemplado com o benefício. A unidade deve receber R$ 229 mil para reforma geral e também construção de novas salas.

Continue Lendo

Educação

Alunos da rede estadual criam canudinho de pasta de banana e água

Publicado

em

Por

A imagem do sofrimento de uma tartaruga encontrada agonizando com um canudinho de plástico enfiado no nariz, impactou tanto a estudante Luana Rodrigues Silva que, a partir daí, ela começou a pesquisar alternativas que pudessem substituir aquele que se tornou um dos grandes vilões do meio ambiente nos últimos anos.

Em busca de soluções para o problema, Luana ficou conhecendo uma experiência que tinha grandes possibilidades de ser replicada no lugar onde mora, a Fazenda Pé do Morro, no município de Catalão.

O experimento que inspirou a versão goiana do canudinho biodegradável foi feito por outra jovem estudante: Maria Pennachin, de 17 anos, aluna da rede pública estadual na cidade de Campinas, no interior de São Paulo.

“Eu estava pesquisando na internet sobre polímeros naturais e encontrei uma reportagem sobre essa menina, que tinha obtido sucesso ao produzir um canudinho com a massa de inhame. Então eu vi que podia fazer algo semelhante e mais fácil por aqui”, explica Luana.

Filha de um funcionário da Fazenda Pé do Morro, Luana é aluna do Colégio Estadual João Netto de Campos, no Bairro Nossa Senhora Mãe de Deus. Com o trabalho intitulado ‘Biocanudo’, ela e os colegas Luiz Sávio Santana Ribeiro e Bianca Alves Rodrigues conquistaram o primeiro lugar (categoria Ensino Médio) na 8ª Feira de Ciências da Universidade Federal de Goiás (UFG), campus Catalão.

Três boas experiências

A Feira foi realizada no dia 6 de novembro e das 122 experiências inscritas, 65 foram de alunos da rede pública estadual. A escola de Luana apresentou três projetos científicos: o canudo feito a partir da polpa da banana, o tijolo ecológico feito a partir da borra de café e o plástico biodegradável. Mas apenas o biocanudo foi premiado. Alunos e professora receberam medalhas, troféus e uma caixa de som Bluetooth.

A orientadora da pesquisa, idealizada por Luana, foi a professora de Química, Alynne Lara de Souza. Formada em Ciências com habilitação plena em Biologia, pós-graduada em Docência Profissional, mestre em Química e cursando Matemática e Engenharia Ambiental, Alynne leciona no Colégio Estadual João Netto de Campos há dez anos.

Entusiasmada com a conquista dos três jovens estudantes, Alynne acredita que o primeiro lugar na Feira de Ciências da UFG contribui muito para agregar valor aos currículos dos alunos que, além dos prêmios, medalhas e troféus, ganharam um certificado de participação.

Luana é só elogios à professora. “Ela é excelente. Nos deu total apoio o tempo todo; ajudou a tirar dúvidas. No começo pensamos em desistir, mas ela disse que tínhamos um bom projeto e não podíamos perder essa oportunidade. Alynne é uma das melhores professoras que temos. Eu sei que podemos sempre contar com ela, pois ela está sempre disposta a nos ajudar”.

Incentivo à carreira  

Aluna do 3º ano do Ensino Médio, Luana diz que o sucesso de sua experiência trouxe mais estímulo para seguir carreira profissional nas áreas de Biologia e Química. “São dois ramos com os quais me identifico muito e são cursos que eu posso fazer aqui mesmo, na UFG, sem ser necessário deixar minha família”.

Segundo a estudante, a primeira tentativa de produzir o biocanudo foi feita com polpa e casca de banana da terra, mas experiências posteriores comprovaram que qualquer espécie do fruto dá o mesmo resultado. “E tanto pode ser banana verde ou madura. E também não tem nenhum sabor”, comenta ela.

Luana destaca que, em ambiente marinho, a descoberta pode servir de alimento para os animais e, caso isso não aconteça, o período de decomposição varia de 15 a 30 dias. A estudante conta que sua intenção e a de seus dois colegas foi criar uma alternativa viável ao plástico com o uso de polímeros naturais, que, no caso, foi a celulose da qual a banana é rica.

De Goiás para o mundo

Lá no início, quando viu que era possível criar uma versão biodegradável do canudo de plástico com a massa de inhame, Luana diz que se sentiu estimulada a reproduzir a experiência de Maria Pennachin a partir dos materiais que tinha em casa. “Fui ao quintal, peguei bananas verdes, cozinhei com casca e tudo. Triturei no liquidificador, acrescentei uma pitada de corante e com essa pasta modelei o canudinho. E deu certo!”.

E foi assim que nasceu dentro de uma escola estadual no interior de Goiás, uma das versões mais simples, práticas, econômicas e totalmente sustentáveis do canudinho de plástico, um problema ambiental que assusta a humanidade e é responsável pela morte de milhares de animais marinhos todos os anos, sem contar na poluição que gera.

Continue Lendo

Em Alta