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Cidades

Mais de 10 denúncias por dia de violência contra o idoso são registradas em Anápolis

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Mais de 10 denúncias chegam à Delegacia do Idoso de Anápolis por dia. O titular Manoel Vanderic informou que nesses cinco anos de trabalho na cidade, os idosos têm buscado seus direitos e sabem da missão da polícia para terem mais segurança.

Mas diante da ineficácia do poder Judiciário, o filho ou o neto são presos, saem, e as medidas protetivas em regra não funcionam.

“O que trava muito o trabalho é que geralmente a vítima terá que ser acompanhada até o falecimento. Temos um baixo poder policial, os direitos humanos hoje prioriza muito o criminoso, por isso, a vítima idosa formaliza mais de uma denúncia, contra o mesmo autor, são mais inquéritos contra a mesma pessoa, no mesmo caso. Isso é frustrante”, explicou Manoel Vanderic.

Mesmo assim, o idoso acredita na intervenção, busca a delegacia, já sabe que tem que ser respeitado.

Já a Delegacia do Deficiente, instalada em Anápolis há dois anos, precisa de mais divulgação para que as pessoas entendam seus direitos.

“Precisa de uma conscientização principalmente dos pais. A maior parte das vítimas dos crimes são pessoas com deficiência mental que nem tem conhecimento que estão sendo vítimas”, observou Manoel Vanderic.

Os crimes mais comuns contra a pessoa com deficiência são abuso sexual, discriminação, e apropriação da aposentadoria, do benefício social que eles têm direito, denominado LOAS.

Em regra, os abusos são praticados por parentes próximos como pais, padrastos, irmãos, e sobrinhos.

Em 2016, foi criado um crime novo no cenário brasileiro que tornou a discriminação contra a pessoa com deficiência motivo para prisão, podendo ser liberado apenas depois de pagamento de fiança. Antes era tipificado apenas como injúria e difamação e a agressor não ia para a cadeia.

Nunca teve uma prisão em Goiás em decorrência desse crime. Por isso, a Delegacia da Pessoa com Deficiência irá, em 2019, intensificar o trabalho junto as Apaes, aos grupos e associações de pessoas com deficiência. O objetivo é ressaltar o respeito e proporcionar mais qualidade de vida para toda a família.

“Há pouco tempo fiquei sabendo que os meninos da Apae em Anápolis tiram a camiseta do uniforme para entrar no ônibus porque são vítimas de chacota. Isso é crime punido com prisão, só será liberado depois de pagar fiança, e um valor alto”, advertiu Manoel Vanderic.

Segundo Vanderic, a estatística dos atendimentos da Delegacia da Pessoa com Deficiência é infinitamente menor do que a do idoso. Não porque não aconteça, mas as pessoas não têm conhecimento do que é crime.

Outro desafio da Delegacia da Pessoa com Deficiência, é que Anápolis ainda não tem um abrigo específico para receber uma pessoa que está sofrendo abuso.

“Quando é idoso e há necessidade de afastar ele do lar, Anápolis ainda tem alguns abrigos que podem auxiliar a amparar uma vítima. Em relação a pessoas com deficiência, principalmente quando são adultos, é muito difícil porque não tem nenhuma instituição própria que acolha”, lamentou o delegado.

Anápolis conta apenas com o Sanatório Espírita mas a unidade oferece apenas tratamento ambulatorial. Ou seja, os deficientes com transtornos mentais são encaminhados para alguma medicação, um controle, e liberados, muitas vezes para a rua.

“É feito um acompanhamento social pelo poder público municipal, mas é muito eventual, não supre a carência e a necessidade. A polícia não consegue dar a assistência que precisa. Tem a medida protetiva decretada, proibindo o autor de se aproximar, mas o policial não dá eficácia nessas ordens judiciais”, disse o delegado.

Manoel Vanderic incentiva as pessoas a denunciarem para que o trabalho em Anápolis tenha mais efeito.

“A denúncia é muito importante porque senão o deficiente vai sofrer a vida toda. Caso seja necessário prendemos mais de 10 vezes. Todas as vezes que a pessoa agredir, cometer o crime de novo ela vai ser presa”, enfatizou Vanderic.

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Avião com 500 kg de cocaína é interceptado e apreendido em Quirinópolis

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Um avião com aproximadamente 500 kg de cocaína foi interceptado e apreendido no início da manhã desta quinta-feira (16), em Quirinópolis, região Sudoeste do Estado. Na ação conjunta entre a Polícia Militar (PM), Polícia Federal (PF) e Força Aérea Brasileira (FAB), duas pessoas foram detidas e outras três morreram durante confronto com os agentes. Os suspeitos, a droga e armas usadas pelos criminosos foram encaminhados à sede da PF em Goiânia. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pois as investigações ainda estão em andamento.

Segundo registros da PM, o avião pousou em em uma pista clandestina em Quirinópolis para descarregar a droga. Ao serem abordados, os suspeitos decolaram novamente. A aeronave foi interceptada por caças da FAB e precisou fazer um pouso forçado na pista do aeroporto da cidade vizinha, Rio Verde. No local, o piloto e copiloto foram presos.

Nesse instante, o grupo de agentes e militares se dividiu em dois: um para lidar com a fuga e outro para deter suspeitos que aguardavam a chegada dos entorpecentes, os quais deram início a um tiroteio. Três pessoas morreram.

De acordo com o Grupo de Radiopatrulha Aérea da PM (Graer), o avião teria saído da Bolívia, mas a corporação ainda não informou o trajeto exato percorrido pela aeronave conduzida pelos suspeitos.

Além do avião utilizado no tráfico, os policiais apreenderam armas, um carro e a carga de cocaína. Os suspeitos e os materiais foram encaminhados à sede da PF em Goiânia.

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PRF apreende cerca de 4 mil relógios irregulares dentro de carro na BR-153, em Uruaçu

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu cerca de 4 mil relógios irregulares na BR-153, em Uruaçu, região nordeste de Goiás. Segundo a corporação, a carga era estrangeira e não tinha a documentação necessária.

A abordagem foi feita na quarta-feira (15). As peças estavam no porta-malas de um Fiat Uno, conduzido por um idoso de 73 anos. Ele afirmou que adquiriu os produtos no Paraguai por R$ 25 mil e pretendia revendê-los em Marabá (PA).

De acordo com a PRF, os relógios foram adquiridos em outro país e não possuíam o que é chamado desembaraço aduaneiro, que é a liberação de sua entrada no Brasil pela alfândega após sua documentação ser verificada.

O idoso deve responder pelo crime descaminho. O veículo e a carga apreendidos foram encaminhados para a sede da Receita Federal, em Goiânia.

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PRF prende foragidos do Maranhão dentro de ônibus com trabalhadores rurais em Porangatu

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Dois foragidos da Justiça do Estado do Maranhão foram presos, na noite desta quarta-feira (15), na BR-153, município de Porangatu, a 411 km de Goiânia. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os homens viajavam em ônibus separados que transportavam cerca de 98 trabalhadores rurais para uma plantação de cana-de-açúcar para o interior de São Paulo.

A detecção dos foragidos, segundo a PRF, se deu no momento em que veículos e passageiros eram fiscalizados. Os ônibus saíram do município de Penalva, no Maranhão, e tinham como destino São José do Rio Preto. Os foragidos foram detidos e encaminhados para a Central de Flagrantes de Porangatu.

Os fugitivos foram identificados como Oliveiros Gama, de 50 anos, e César Machado, de 33 anos. O mais velho, inclusive com extensa ficha criminal, é acusado de chefiar uma associação criminosa e já responde por homicídio, tráfico e assalto a mão armada.

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