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Justiça da Suécia reabre investigação contra Assange

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A Justiça sueca decidiu nesta segunda-feira (13) reabrir investigações preliminares sobre acusações de estupro contra Julian Assange, fundador do portal Wikileaks.

O caso havia sido arquivado pela Promotoria sueca em 2017, mas a vice-promotora-chefe Eva-Marie Persson disse que a retirada de Assange da embaixada equatoriana em Londres, onde o jornalista se refugiou durante sete anos, abriu novas possibilidades para avançar nas investigações.

Ela anunciou a decisão após um pedido pela reabertura do caso feito no dia 11 de abril – mesmo dia em que Assange foi removido à força da embaixada em Londres e preso – pela advogada de uma suposta vítima, que alega ter sido estuprada durante uma viagem do jornalista à Suécia em 2010. O australiano, de 47 anos, nega as acusações. Segundo Persson, a investigação sobre a acusação de estupro não irá prescrever até agosto de 2020.

A promotoria afirmou  que pedirá a extradição de Assange para a Suécia após ele cumprir a pena de 50 semanas imposta pelas autoridades britânicas por violar sua liberdade condicional ao se refugiar na embaixada equatoriana. “A promotoria expedirá o chamado mandado europeu de prisão”.

Caberá ás autoridades britânicas decidir pela extradição de Assange para a Suécia ou ainda para os Estados Unidos, onde ele é acusado por um suposto ataque cibernético ao Pentágono e por vazar documentos confidenciais.

O advogado de Assange na Suécia se disse “muito surpreso” com a decisão da promotoria, afirmando não entender a necessidade de reabrir um caso de quase dez anos que já havia sido arquivado. “É um constrangimento para a Suécia a reabertura da investigação”, disse Per E. Samuelson a uma emissora sueca.

“Ele sempre quis colaborar para resolver esse caso sueco, mas o grande temor de sua vida é que ele arrisca ser extraditado para os Estados Unidos em razão de seu trabalho jornalístico”.

O editor-chefe do Wikileaks, Kristinn Hrafnsson, disse que a decisão de reabrir o caso dará a Julian uma chance de limpar seu nome. Ele disse que Persson tomou essa decisão por estar sob “intensa pressão política”.

Longa batalha judicial

Assange foi preso após o governo do Equador retirar o asilo diplomático concedido ao australiano quase sete anos antes. O presidente equatoriano, Lenín Moreno, acusou o jornalista de “interferir em questões de outros Estados” enquanto estava na embaixada, e de tornar o asilo “insustentável e inviável”.

O australiano violou repetidas vezes as “provisões das convenções de um asilo diplomático”, disse Moreno, citando como exemplo documentos do Vaticano vazados recentemente pelo Wikileaks. A cidadania equatoriana do jornalista, concedida em 2017, também foi revogada.

Após a prisão, mais de 70 parlamentares britânicos assinaram uma carta pedindo ao Ministério do Interior do Reino Unido fazer “todo o possível” para permitir o envio de Assange à Suécia, caso as autoridades suecas peçam sua extradição, antes que ele seja enviado aos Estados Unidos.

Assange buscou refúgio na embaixada equatoriana após a promotoria sueca abrir uma investigação sob a acusação de assédio sexual. Em 2010, o Tribunal Superior de Londres deu luz verde para a extradição de Assange para a Suécia, dando início a uma batalha judicial.

Em junho de 2012, o Equador confirmou que Assange estava na embaixada do Equador em Londres e que pediu asilo político. A polícia londrina advertiu que Assange violou as condições de prisão domiciliar à qual estava submetido, e poderia ser detido.

O caso se arrastou até 2017, quando os promotores suecos arquivaram o inquérito contra o jornalista, encerrando a investigação preliminar da acusação de estupro. A procuradoria sueca afirmou que a permanência de Assange na embaixada do Equador impediu a execução do pedido de extradição e não era mais possível realizar a transferência em tempo “razoável”.

Em dezembro do mesmo ano, o Equador concedeu a cidadania equatoriana a Assange. Mais tarde, com a mudança de governo, o novo presidente, Lenín Moreno, disse que o caso se Assange era uma “pedra no sapato” para o Equador.

Em fevereiro de 2018 a Justiça britânica rejeitou um recurso da defesa de Assange e manteve uma ordem de prisão, ditada após ele violar as condições da sua liberdade condicional ao entrar na embaixada equatoriana em Londres.

O governo do Equador iniciou então uma série de medidas hostis a Assange, como restringir seu acesso à internet na embaixada em Londres, por ele ter violado um acordo no qual se comprometia a não opinar sobre questões de outros países.

Novas regras foram impostas ao “hóspede indesejado”, como limpar o próprio banheiro, cuidar de seu gato e pagar pela eletricidade e internet que utilizava. No início de abril de 2019, Lenín Moreno acusou Assange de violar repetidamente os termos de seu asilo, e o Wikileaks alertou que Assange seria expulso da embaixada dentro de poucos dias, o que acabou ocorrendo no dia 11 de abril.

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Fernanda Young morre aos 49 anos

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A atriz, escritora, roteirista e apresentadora de TV Fernanda Young, de 49 anos, morreu na madrugada deste domingo (25) em Minas Gerais. A autora de séries de sucesso, como “Os Normais”, “Minha Nada Mole Vida”, “Os Aspones” e “Shippados”, teve uma crise de asma seguida de parada cardíaca. O corpo foi velado em São Paulo e o enterro foi no Cemitério de Congonhas, na Zona Sul da capital.

Fernanda deixa o marido, Alexandre Machado, e quatro filhos: as gêmeas Cecília Maddona e Estela May, de 19 anos; Catarina Lakshimi, de 10 anos; e John Gopala, também de 10 anos.

A atriz se preparava para estrear, em São Paulo, a peça “Ainda Nada de Novo”, em que contracenava com Fernanda Nobre. A estreia seria em 12 de setembro. A colega disse que a última vez em que falou com Fernanda Young foi na sexta-feira (23).

Segundo ela, Fernanda Young “já estava estava com a malinha para ir para o sítio e disse que ia relaxar no fim de semana para se preparar para a peça”. A atriz e escritora levou os textos para repassar no fim de semana (em sua penúltima foto no Instagram, ela aparece no sítio com os textos ao lado). As colegas iam se reencontrar na próxima segunda-feira (26).

Em sua última postagem, na noite de sábado (24), Fernanda Young publicou uma foto do seu sítio e escreveu: “Onde queres descanso, sou desejo”.

Editora de diversos livros de Fernanda Young, Leila Name disse que, em novembro, será publicado um livro inédito escrito por ela aos 17 anos, cujos manuscritos Fernanda localizou recentemente. Ela também estava se dedicando a outra obra, mais extensa, intitulada “O Livro”, que reconta situações reais por meio da ficção. Essa obra fica inacabada.

Funcionária da TV Globo, seu trabalho mais recente na televisão foi a série original “Shippados”, lançada pela Globoplay e estrelada por Tatá Werneck, Eduardo Sterblitch e Clarice Falcão.

Trajetória

Fernanda Maria Young de Carvalho Machado nasceu em Niterói (RJ) e frequentou a faculdade de letras da Universidade Federal Fluminense, cursou jornalismo na Faculdade Hélio Alonso e Rádio e TV na Faap, mas não terminou nenhum dos cursos.

Em 1995, estreou como roteirista no programa “A Comédia da Vida Privada”, da Rede Globo, adaptação de textos de Luis Fernando Veríssimo que assinou com o marido, Alexandre Machado. Em 1996, lançou o primeiro livro, “Vergonha dos Pés”, pela editora Objetiva.

Uma das suas séries de maior sucesso foi “Os Normais”, comédia estrelada por Fernanda Torres e Luiz Fernando Guimarães. Foi exibida na TV Globo entre 2001 e 2003. A série deu origem a dois filmes, um de 2003 e outro de 2009, também escritos por Fernanda Young e outros roteiristas.

Trabalhando sempre em parceria com Alexandre Machado, Fernanda Young assinou as séries “Os Aspones”, “O Sistema”, “Separação?!”, “Macho Man”, “Como Aproveitar o Fim do Mundo”, “O Dentista Mascarado”, “Vade Retro”, o especial de fim de ano “Nada Fofa” e os quadros do Fantástico: “As 50 Leis do Amor” e “Super Sincero”.

Fernanda apresentou o programa “Irritando Fernanda Young”, entre 2006 e 2010, e “Confissões do Apocalipse”, em 2012, ambos no canal GNT. Também participou de outros programas, como “Saia Justa” e “Odeio Segundas”. E, no canal Viva, do “TV Mulher”.

Ela foi indicada duas vezes ao prêmio de Melhor Comédia do Emmy Internacional, por “Separação?!” e “Como Aproveitar o Fim do Mundo”. Seu último trabalho como roteirista na Globo foi “Shippados”.

Young também é autora de ao menos 14 livros, entre eles, “Pos-F”, “Estragos” e “A mão esquerda de Vênus”.

Em 2009, fez barulho ao sair nua na revista “Playboy”, que acabou vendendo acima das expectativas. “Espero que mais mulheres inteligentes e incomuns posem para a revista, cada vez mais nuas e mais livres”, disse na época.

Em 2013, ela escreveu e atuou como uma das protagonistas da série “Surtadas na Yoga”, com 13 episódios na primeira temporada. A série contou a história de três mulheres e o que elas faziam para não surtar.

No cinema, além dos filmes “Os Normais” e “Os Normais 2”, participou do roteiro de “Bossa Nova” e “Muito Gelo e Dois Dedos D’Água”.

Em sua última coluna para o jornal “O Globo”, Fernanda Young analisa “os cafonas” no Brasil de hoje. “O cafona fala alto e se orgulha de ser grosseiro e sem compostura. Acha que pode tudo e esfrega sua tosquice na cara dos outros. Não há ética que caiba a ele. Enganar é ok. Agredir é ok. Gentileza, educação, delicadeza, para um convicto e ruidoso cafona, é tudo coisa de maricas”, escreveu.

Em entrevista à TV Globo, em 2008, Fernanda Young comentou sua estreia no teatro com o monólogo “A Ideia”: “As pessoas têm ideias e, no ato de ter uma ideia, a pessoa pode crer que ela seja genial. As pessoas têm medo e constrangimento no ato histérico de se ter uma ideia. Essa peça é um convite a essa coragem. Talvez nem existam mais ideias geniais. Então, tenham ideias”, declarou.

Para o seu livro “A louca debaixo do branco”, de 2012, ela entrevistou sete noivas e um noivo no dia do casamento. “Uso a personagem da noiva para indagar o amor”, comentou, na GloboNews. “Uso a noiva como a forma que a gente se constrói pro olhar do outro, para sermos apaixonantes, lindas e belas para o olhar do outro.”

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Helicóptero cai no Lago das Brisas e mata três pessoas

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Três pessoas morreram neste sábado (24-8), vítimas de um acidente de helicóptero, em Buriti Alegre, por volta das 20 horas. A aeronave caiu no Lago das Brisas e afundou com o piloto e duas das três ocupantes.

Rhayza Fortunato Pereira Rodrigues, de 24 anos, conseguiu se segurar em galhos de arvores próximo ao local do acidente, foi resgatada e transportada para o hospital municipal, segundo o Corpo de Bombeiros.  Os corpos do piloto, identificado pelos Bombeiros como Ricardo Barros, e das outras duas mulheres foram localizados pelas equipes de busca na manhã deste domingo. Uma equipe da náutica do Corpo de Bombeiros, formada por cinco mergulhadores do 6º batalhão, iniciou as buscas por volta das 5h. 

Segundo as testemunhas ouvidas pelos Bombeiros, o piloto, que estava no helicóptero acompanhado de uma mulher, levantou vôo do condomínio Nirvana sentido Hotel Lago das Brisas, onde se encontraram com outras duas pessoas (Rhayza Fortunato Pereira Rodrigues e Mickaelly Damasceno). Ao fazer o caminho inverso o helicóptero agora com 4 pessoas, ainda por motivos desconhecidos, caiu no lago. Também de acordo com os Bombeiros, a principal suspeita é de que o helicóptero estava voando baixo e teria atingido galhos de uma árvore.  O caso será investigado pela Polícia Civil e pelo Centro de Investigações e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). 

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Grupo de assaltantes é preso com veículo roubado de motorista de transporte por aplicativo

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Na noite desta quinta-feira (22. Ago), a Polícia Rodoviária Federal em conjunto com a Polícia Militar prenderam na BR 060, km 107, na praça de pedágio da Concessionária no município de Goianápolis, cinco pessoas que roubaram um veículo de uma senhora de 43 anos, que trabalha em transporte por aplicativo.

Segundo informações da vítima, ela foi solicitada por dois casais que estavam nas imediações de um hospital no Setor Aeroporto para conduzi-los até o Setor Sul, em Goiânia.

Durante o trajeto, um passageiro que estava no banco traseiro, a ameacou com arma de fogo, anunciou o assalto, e obrigou a condutora a percorrer várias ruas da cidade.

Em seguida eles tomaram o celular da vítima e a abandonaram em uma área deserta nas imediações do Rio Meia Ponte no Setor Negrão de Lima.
De acordo com a PRF, a vítima conseguiu pedir ajuda por meio dos telefones de emergência das corporações, o 191 e o 190.

Pouco tempo depois o veículo foi interceptado na BR 060 quando tentava passar na praça de pedágio, próximo à Anápolis, com destino a Brasília.
No veículo viajavam cinco jovens com idades entre 19 e 29, duas mulheres e três homens.

O grupo que já tem passagens por furto e roubo, relatou que o veículo seria vendido em uma feira de carros na capital federal.
A ocorrência foi encaminhada à Central de Flagrantes em Anápolis.

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