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Economia

Itaipu: técnicos paraguaios discutem novo acordo com o Brasil

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Técnicos da Administração Nacional de Eletricidade (Ande) e representantes paraguaios da Itaipu Binancional se reuniram, no Paraguai, para discutir pontos que, posteriormente, negociarão com os representantes brasileiros para estabelecer um novo acordo para contratação de energia elétrica. “A primeira reunião técnica aconteceu nesta terça. Está prevista a constituição de uma mesa de trabalho permanente para avaliar as várias propostas com vistas às próximas tratativas entre representantes paraguaios e da Eletrobras, do Brasil”, informa nota divulgada hoje (7), pela presidência paraguaia.

Na nota, o novo diretor-técnico interino da parte do Paraguai na administração da Itaipu Binacional, Luis Gilberto Valdez, diz que, embora não haja prazos para a assinatura de um novo acordo, o assunto está sendo tratado com o máximo de atenção. “Daqui em diante, o processo deverá continuar no âmbito da Comissão de Estudos de Critérios de Contabilização dos Suprimentos Elétricos (CECOI) e do Comitê de Administração e Operação dos Contratos de Compra e Venda dos Serviços de Eletricidade (Cadop), que deverão convocar novas reuniões nos próximos dias”, diz Valdez, que substituiu José Sánchez Tillería, que renunciou ao cargo na última sexta-feira (2).

A divulgação das condições do primeiro acordo, assinado no dia 24 de maio, gerou uma crise política no país vizinho. De acordo com autoridades e congressistas paraguaias, a primeira negociação prejudicava o Paraguai, podendo causar um prejuízo de até US$ 300 milhões.

Ontem deputados dos partidos de oposição Liberal Radical Autêntico (PLRA) e Encuentro Nacional (PEN) e do movimento Hagamos protocolaram um pedido de impeachment do presidente Mario Abdo Benítez; do vice-presidente Hugo Velázques e do ministro da Fazenda, Benigno López. Antes mesmo desse fato, manifestações populares de apoio à destituição de Abdo já vinham acontecendo na capital, Assunção, e em outras cidades paraguaias.

Os protestos ganharam força após o jornal ABC Color divulgar mensagens atribuídas ao presidente paraguaio. De acordo com o jornal, o material obtido indica que o presidente paraguaio tinha conhecimento do teor do acordo que estava sendo negociado.

Ontem, Abdo Benítez afirmou a jornalistas paraguaios que agiu de boa-fé e que as decisões pautaram-se por recomendações técnicas. O mandatário paraguaio assegurou que determinou o cancelamento do acordo tão logo ficou claro o potencial prejuízo que seu país poderia sofrer devido à “ambiguidades” da negociação.

“Quando vi que a redação das atas era ambígua, me envolvi no debate técnico – o que não é minha função. Então eu disse que, de fato, havia um problema e argumentos [contrários à assinatura do acordo]. E que cancelaríamos as atas do acordo”, contou Abdo Benítez. “Os responsáveis já não estão mais em seus cargos, assumiram a culpa. O presidente assumiu a liderança e esta é a realidade atual”, acrescentou o mandatário, amenizando a dimensão da crise política.

Acordo cancelado

No último dia 29, o Congresso paraguaio aprovou um projeto para anular os termos da ata. O texto diz que o governo deve encarar toda negociação “com o Brasil sobre Itaipu na base da transparência, em particular da plena soberania hidrelétrica”. Três dias depois, os governos dos dois países decidiram cancelar a ata do acordo e voltar a negociar a contratação da energia de Itaipu.

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Economia

Saia do vermelho usando o 13º salário

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Em dezembro o pagamento do 13º salário incrementa na economia brasileira mais de R$ 214 bilhões, este montante representa aproximadamente 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. A primeira parcela já foi paga pelas empresas e até o dia 30 de novembro.

Cerca de 81 milhões de brasileiros são beneficiados com rendimento adicional, em média, de R$ 2.451. As estimativas são do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Têm direito ao pagamento os trabalhadores com carteira assinada, inclusive os empregados domésticos; os beneficiários da Previdência Social, aposentados e beneficiários de pensão da União, dos estados e municípios.

Mas, segundo o agente autônomo de investimentos da Vertente Capital e planejador financeiro, Marcelo Estrela, o momento é de cautela. Trabalhadores assalariados devem ter cuidado na hora de gastar o 13º salário para que não comecem 2020 no vermelho.

Planejando o futuro

Adotar a cultura do planejamento financeiro, segundo Estrela é um dos pontos principais para usar bem o 13º Salário e todos os outros rendimentos no decorrer do ano, de forma que ao final de cada período a pessoa possa ter recursos investidos que possibilitarão a realização de sonhos e projetos anuais, mas também a longo prazo, principalmente quando chegar a “melhor idade”. 

Uma das dicas para mudar de vez a vida financeira e começar a fazer o dinheiro render, é solicitar a seu contratante para que envie o valor referente à remuneração diretamente para o banco de investimento, e toda vez que precisar pagar uma conta, resgatar o valor e mandar para a conta do banco tradicional que utiliza para fazer pagamentos. “Temos muito clientes que adotaram esse método. Esse processo quase que doloroso de resgatar uma aplicação para pagar uma conta fez a cultura dessas pessoas mudar e estão sendo beneficiadas”.

Quanto aos investimentos mais adequados para aplicar o 13º Salário, Marcelo explica que depende do objetivo e da experiência da pessoa. “Se a ideia é ter uma reserva de emergência, poderia começar com investimentos no Tesouro Selic e se for a longo prazo, como para aposentadoria, uma boa alternativa seria fazer aplicações no Tesouro IPCA”, orienta ele, esclarecendo que o importante é entender as funções específicas de cada tipo de investimento e o perfil do investidor.

Segundo o especialista, hoje existem diversos tipos de aplicações que vão além da tradicional poupança e preservam o poder de compra ao longo do tempo, como o Tesouro Selic e fundos de investimentos de renda fixa conservadores. Para aquelas pessoas que já possuem as reservas para emergência e para aposentadoria, esse é um bom momento para conhecerem um pouco mais sobre ações e fundos imobiliários. Por fim, ele orienta a estar atento ao mercado financeiro e buscar auxílio de um especialista de investimento que entenda seu momento profissional e pessoal.

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Faturamento da indústria sobe 1,3% em outubro, diz CNI

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A Confederação Nacional de Indústria (CNI) informou que o faturamento real da indústria cresceu 1,3% em no mês passado em relação a setembro. A informação faz parte da pesquisa Indicadores Industriais, divulgada nesta segunda-feira.

Conforme os dados, a utilização da capacidade instalada da indústria teve aumento de 0,1 ponto percentual no mesmo período. No entanto, a tendência de alta revelada pela pesquisa não se refletiu no mercado de trabalho e nos rendimentos. Houve queda de 0,7% na massa salarial real e de 0,3% no rendimento médio real. O nível de emprego ficou estável.

Segundo a CNI, é o quinto mês consecutivo de alta do faturamento, que acumula alta de 3,9% no período.

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Economia

Dólar cai e bolsa sobe, mesmo com decisão de Trump

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A decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de retomar a sobretaxa sobre o aço e o alumínio produzidos no Brasil e na Argentina teve pouco impacto no mercado financeiro. O dólar encerrou em queda. A bolsa de valores subiu.
O dólar comercial fechou na segunda-feira (2) vendido a R$ 4,213, com queda de R$ 0,027 (-0,63%). A divisa continua acima de R$ 4,20, mas operou em baixa durante todo o dia.

No mercado de ações, o dia foi marcado por uma discreta recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou a segunda-feira com alta de 0,64%, aos 108.928 pontos. Mesmo com o anúncio de Trump, o indicador operou em alta durante toda a sessão.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro disse que a desvalorização do real nas últimas semanas deve-se a fatores externos. Segundo o presidente, as tensões comerciais entre Estados Unidos e China, as turbulências no Chile e as eleições na Argentina e no Uruguai têm pressionado o câmbio nos últimos tempos.

Em tese, a imposição de barreiras comerciais pelos Estados Unidos dificulta as exportações brasileiras, reduzindo a entrada de dólares no Brasil e pressionando para cima o dólar. Sobre a decisão de Trump, Bolsonaro disse não ver retaliação comercial e que pretendia conversar por telefone com o presidente norte-americano.

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