Conecte-se

Opinião

GP Brasil de F1: A corrida perdida de Max Verstappen

Publicado

em

O GP Brasil de F1 foi como em quase toda temporada um dos melhores para o telespectador. Hamilton venceu, Mercedes foi pentacampeã mas o assunto pós corrida foi o incidente de Max Verstappen e Esteban Ocon. A Transmissão foi um pouco confusa para explicar o que aconteceu, mas a verdade é que foi uma das maiores trapalhadas da F1 deste ano, se não a maior.

Vamos a corrida:

Max largou em quinto e estava em um ótimo ritmo. Nas sete primeiras voltas ele ja havia ultrapassado Vettel, Räikkönen e Bottas para assumir o segundo lugar. Hamilton seguia na ponta até sua parada e retornou na sétima colocação deixando o caminho livre para Max liderar. Verstappen tentava assim tirar a diferença para Hamilton enquanto Lewis escalava posições para retornar a ponta. Só então na volta 35, Verstappen finalmente fez seu pit-stop, com a Red Bull trocando os supermacios pelos macios. Só que a Red Bull perdeu um pouco de tempo, e Hamilton voltou à frente do holandês. Verstappen não desistiu e imprimiu um forte ritmo até chegar e ultrapassar Hamilton de forma até fácil na reta dos boxes e então abria vantagem a cada volta caminhando para mais uma vitória que parecia garantida, até a volta 42 quando então encontrou Esteban Ocon.

O incidente:

Tudo começou quando o Ocon retornava dos boxes com um pneu mais novo e mais macio que Verstappen. Com uma volta de atraso para o restante do pelotão, o francês, que era 16º, pediu permissão para sua equipe, Force India, para tirar uma volta de atraso, ou seja, ultrapassar o líder da corrida que estava em sua frente, Max Verstappen. Sua equipe o liberou e ele então prosseguiu colocando seu carro ao lado do carro de Max na reta dos boxes.

Max, agressivo como é e por já ter um histórico de disputas com Ocon desde 2014 na F3 Européia (vencida por Ocon), fechou as portas se posicionando por dentro.

Se você é retardatário, em 16º, tenta ultrapassar o líder e ele não deixa, o que você faz?

Obviamente você deve entender seu lugar na corrida e recolher.

Não com Ocon! Ele se posicionou por fora e insistiu na ultrapassagem contornando o “S do Senna” com o carro por fora ao lado do líder Max Verstappen.

Se você é o líder da corrida depois de largar em 5º, o segundo colocado não mostra nenhuma chance de te alcançar e tem um retardatário forçando a barra para te ultrapassar, o que você faz?

Obviamente você não arrisca tudo e deixa ele ir embora.

Não com Verstappen! Ele resolve tentar dividir a segunda “perna” do S com Ocon e acabam se tocando! Os dois rodaram, Hamilton passou limpo pela confusão para reassumir a ponta e Max ainda perdeu tempo para fazer gesto obsceno para Ocon antes de voltar para a pista.

Veja o vídeo do incidente:

A partir do incidente, Max seguiu Hamilton e terminou a última volta a 1,5 segundos do líder, apenas meio segundo de poder utilizar o DRS (asa móvel) o que possibilitaria a ultrapassagem. Logo que desceu do carro, Max e Ocon se encontraram na pesagem e o holandês não se conteve, partiu para a agressão e acabou sendo punido pela FIA por contato físico e terá de prestar dois dias de serviços comunitários.

Veja:

 

Lewis logo que encontrou com Max na sala antes do pódium aproveitou para dar uma dura em Verstappen. Primeiramente, Hamilton disse que era permitido a Ocon tirar a volta de desvantagem, no que ouviu de Verstappen: “Eu sei, mas você não pode bater, pode?”. Em seguida, o britânico deixou clara sua visão e deu uma dura no adversário: “Você tinha mais a perder do que ele. Ele não tinha nada a perrder e você tinha tudo.”

O pupilo da Red Bull foi defendido por Christian Horner, o chefe de equipe da Red Bull. Ele disse que Verstappen foi até contido sobre a agressão a Ocon, definido pelo dirigente britânico como “sortudo” por ter escapado ‘apenas’ com os empurrões.

“Eu acho que ele [Ocon] estava rápido na reta, mas por que ele está correndo com o líder se ele não tem ritmo e atirou o carro por dentro lá? Não faz sentido. Eu acho que Max foi contido, para ser sincero. Isso custou a sua vitória”, bradou Horner.

Já Otmar Szafnauer, chefe de equipe da Force India alegou que via o francês mais rápido que o líder e que, por isso, via chances reais de Ocon tirar a volta de Verstappen.

“O Esteban perguntou no rádio se poderia tentar tirar a volta porque estava mais rápido e nós o liberamos. Ele fez isso no ponto em que entendeu melhor e com vantagem nos pneus, como provavelmente seria por mais cinco ou seis voltas”, disse.

Outros ex-pilotos saíram em defesa de Verstappen como Villaneuve: “Ocon é uma vergonha. Foi ridículo, e o pior é que todo mundo viu o que aconteceu e no rádio nem disse ‘sinto muito, errei’. É bom admitir que você cometeu um erro”, salientou Villeneuve em entrevista ao site norte-americano ‘Motorsport.com’.

O melhor da história toda, é que Jos Verstappen, o pai de Max, passou por uma situação muito parecida também no GP Brasil só que em 2001 e acredite, o Verstappen pai que estava do outro lado. Havia sido a última vez que um retardatário retirava um líder da ponta. Na ocasião,ele acertou e tirou Juan Pablo Montoya com sua Williams da liderança.

Max Verstappen perdeu a corrida e Esteban Ocon, praticamente certo que vai estar desempregado da F1 em 2019, se despede com uma lamentável trapalhada que provavelmente marcará sua curta passagem pela F1.

 

Rodolpho Santos Iniciou sua carreira aos sete anos de idade. Foi tetracampeão Goiano de kart e esteve entre os 6 melhores kartistas do país por dois anos. No automobilismo participou de categorias de monoposto como F-Ford e F-Renault conquistando pódios em ambas e F3 Sul-americana onde foi o 2º melhor estreante com três pódios em sua primeira temporada. Participou de testes coletivos na Europa da extinta F-Master (atual GP3) e fez uma temporada completa na GT3 a bordo de uma Ferrari 430 onde também acumulou pódios.

Anúncio
Clique para Comentar

Deixe seu comentário

Opinião

Surfando na onda da revolução digital

Publicado

em

Por

Vivemos atualmente em dois mundos paralelos, o real e o virtual. A tecnologia invadiu nossas casas, nossos relacionamentos e claro, nossos negócios. Há quem enxergue essa invasão como algo ruim e há quem veja nela uma ótima oportunidade de otimizar processos, alavancar resultados e obter lucros.

Faço parte da segunda turma. Tanto que o uso da tecnologia é indispensável para o sucesso da minha empresa. Nós compramos medicamentos das indústrias farmacêuticas e vendemos para clientes do Brasil inteiro. Cerca de 60% das nossas vendas são para o mercado privado – grandes grupos, hospitais independentes e demais clínicas.


Na maioria dos casos, o processo de venda de medicamentos para clientes privados ocorre por meio de plataformas digitais, onde os clientes (hospitais) informam suas necessidades de medicamentos (descrições e quantidades) e os interessados apresentam suas ofertas.


Hoje, a maior plataforma brasileira é a Bionexo, que agrega aproximadamente 40% do mercado privado. Existem cerca de 2.000 pedidos de cotação por dia e cada pedido de cotação tem, em média, 20 produtos. Significa que, diariamente, existem 40.000 pedidos de cotação, só no Bionexo, para identificar o medicamento, calcular o preço e enviar a oferta na plataforma.

Utilizamos um algoritmo de IA para ler a descrição dos produtos na plataforma. Essa ferramenta, combinada com um software de integração com a plataforma, responde todas as propostas instantaneamente, perfeitamente e pelo mesmo preço de responder a uma única proposta.
Essa solução agregou valor aos negócios, pois nos permitiu alcançar um número de clientes que só seria possível com algumas centenas de funcionários. Como forma de aprimoramento complementar da venda de medicamentos, estamos desenvolvendo um algoritmo para oferecer, com base nos itens mais solicitados no Bionexo e em outras plataformas, produtos complementares que normalmente são comprados pelos hospitais, de duas maneiras. 

O primeiro analisa os produtos demandados em cada licitação do cliente específico e lista os produtos que seriam demandados. Já a segunda maneira compara a lista de produtos demandados com todas as propostas da plataforma, como se você comprasse um pão em um supermercado e o supermercado oferecesse também manteiga, queijo e etc. 
Ambas as análises são possíveis devido à disponibilidade dos dados nas plataformas. O objetivo da nova implementação é o aumento do número de medicamentos em cada pedido, consequentemente melhorando o ticket médio e, consequentemente, o faturamento como um todo.

Outra implementação no forno é precificação dinâmica. Considerando que o frete é um componente muito importante do custo dos medicamentos que vendemos e considerando que ele depende do valor da mercadoria, do peso, do volume e do endereço do cliente, podemos capitalizar os benefícios das plataformas através da implementação de uma ferramenta de cálculo de frete. Essa ferramenta nos permitirá calcular o custo exato do frete, evitando perdas devido a preços abaixo do custo ou perda de vendas devido a preços desnecessariamente elevados. 

Valter Luis Macedo de Carvalhaes Pinheiro é empresário na Futura Distribuidora de Medicamentos e Produtos de Saúde Ltda

Continue Lendo

Opinião

Moda e Beleza por Armando Gadelha

O publicitário e fotógrafo Rafael Vilela, comemora mais uma primavera

Publicado

em

Continue Lendo

Opinião

Sinalização digital chega às igrejas

Publicado

em

A sinalização digital invadiu aeroportos, lojas, o transporte público e agora está chegando às igrejas. Esse conceito de comunicação, adaptado a rotina eclesial, traz um tom moderno as entradas de templos religiosos e secretarias, além de facilitar a divulgação de informações. O espaço pode ser aproveitado também para veicular mensagens de reflexão.

Digital Signage” ou sinalização digital é uma ferramenta de comunicação moderna altamente eficaz que utiliza displays digitais para a exibição de mídia informativa ou promocional em qualquer estabelecimento, especialmente em locais de entretenimento ou espera forçada, como, lotéricas, universidades, supermercados, restaurantes, academias, postos de combustíveis, shoppings, clínicas, entre outros.

Diferente de um canal de televisão que comunica uma variedade de informações ao máximo de pessoas, a sinalização digital é feita e transmitida para um público restrito com um foco mais dirigido, diretamente no seu ‘ponto de consumo’. É de interesse desse público dar atenção ao que está sendo exibido, seja para conferir o horário de atendimento ou a promoção do dia.

As vantagens de utilizar essa tecnologia dentro das igrejas podem ser inúmeras, como, a redução de custos com impressão de folhetos informativos, substituir o mural de avisos por algo que seja mais atrativo, atualização em tempo real. Além de ser comprovado um dos formatos de comunicação mais eficazes, e muito mais.


por Eduardo Brandão
Continue Lendo

Em Alta