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Educação

Governo deve publicar nova Política de Educação Especial

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O governo se prepara para publicar um decreto alterando a Política Nacional de Educação Especial. A informação foi dada pela diretora de Acessibilidade, Mobilidade, Inclusão e Apoio a Pessoas com Deficiência do Ministério da Educação (MEC), Nídia Regina Limeira de Sá, durante sua participação no debate organizado pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados nessa semana. 

A primeira versão do texto foi elaborada em 1994. Seus termos, porém, passaram por revisão, ao longo dos anos.A edição de 2008 pretendia torná-lo um instrumento de coibição de práticas discriminatórias contra pessoas com condições como deficiências intelectual, mental e física e Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). A perspectiva, então, era de que todos os estudantes deveriam estar “juntos, aprendendo e participando”. O texto determina que a escola não deve reproduzir “padrões homogeneizantes”. 

Promessa de ampliação

Em entrevista concedida à Agência Brasil, Nídia Limeira de Sá disse que o texto que será divulgado foi construído em conjunto com “entidades representativas e pessoas que representam o público da educação especial, por meio de muitas reuniões, audiências públicas e consultas públicas”. De acordo com a diretora, a elaboração foi feita ao longo de dois anos.

Nídia classificou a política como sendo “a da flexibilidade para os sistemas educacionais”. “Ou seja, não entendemos que a educação para pessoas com deficiência ou TEA deva passar única e exclusivamente pelas escolas inclusivas comuns. Essa política oferece a flexibilidade no sentido de os sistemas se organizarem para poderem oferecer também, como alternativas, escolas especiais, classes especiais, escolas bilíngues [com aulas em língua portuguesa e Língua Brasileira de Sinais (Libras)], classes bilíngues”, afirmou.

“Você pode conseguir melhores resultados para o público da educação especial em classes especiais ou escolas especiais porque o foco dessa política estará na singularidade das pessoas, e não no grupo como um todo”, completou.

A representante do MEC informou também que a política que entrará em vigor criará dois centros específicos: um para estudantes com deficiência físico-motora e outro para quem tem deficiência intelectual, motora e TEA. Perguntada sobre os planos de implementação, Nídia se limitou a dizer que o governo pretende priorizar capitais dos estados. 

Como uma das principais críticas às turmas e às escolas especiais é o fato de que poderiam contribuir para a segregação, a reportagem perguntou a opinião da diretora do MEC sobre a questão. “As turmas separadas podem acontecer. Não são ilegais, nunca foram”, respondeu.

“A gente não quer que essa política signifique retrocesso em nenhuma das conquistas da inclusão escolar”, afirmou. “Temos satisfação de dizer que a nossa política é plenamente adequada aos marcos legais da educação inclusiva.”

Ensino comum

Parte dos especialistas em educação defende a matricula de todos os alunos em instituições de ensino comum é o caminho ideal. “A gente percebe o quanto essa possibilidade de estarem frequentando espaços comuns como qualquer outra pessoa é benéfico para o desenvolvimento deles, e isso a gente não pode perder de jeito nenhum”, disse Roseli Olher, supervisora de Atendimento Educacional Especializado do Instituto Jô Clemente, como é chamada agora a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de São Paulo.

Ela explicou que o trabalho gratuito realizado pela Apae, em parceria com a prefeitura de São Paulo, tem o objetivo promover a inclusão dos alunos com deficiência em turmas de ensino comum. Disponível para estudantes com idade entre 4 anos e 17 anos e 11 meses completos, o atendimento é feito por pedagogos especializados ou em educação inclusiva, ou em educação para pessoas com deficiência intelectual. Ao todo, atualmente, aproximadamente há adesão de 300 alunos.

A equipe faz visitas periódicas – duas vezes por semana – às escolas para verificar se os alunos estão realmente assimilando o conteúdo transmitido e se têm problemas com concentração ou relações interpessoais com seus colegas e professores. Cada encontro tem duração de uma hora e meia e é sempre marcado em um horário do contraturno escolar, para que a presença do aluno esteja garantida.

Segundo a pedagoga, o texto da política nacional que está sendo preparado não passou por consulta ampla a movimentos ligados à causa. “De que forma será feita a avaliação para definir o destino dessa pessoa [com deficiência ou TEA], se deve estar no espaço comum?”, questionou.

“[A matrícula no ensino comum] é benéfica tanto para a pessoa com deficiência quanto para a pessoa sem deficiência. É esse convite ao respeito à diversidade, as diferenças”, disse. 

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Educação

Anápolis recebe verba para reforma de Colégios Estaduais

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Anápolis irá receber verba do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) por meio do governo de Goiás para reforma de três colégios estaduais. A previsão é que as obras se iniciem ainda em dezembro, a afirmação é do Deputado Estadual Amilton Filho (SD), durante entrevista à rádio Manchester nesta quinta-feira (28.Nov).

Os colégios que serão contemplados com a reforma serão o Centro De Ensino Em Período Integral Lions Melchior De Araujo, na Vila Nossa Sra. D’abadia, Colégio Estadual Plínio Jaime, no Recanto do Sol e Colégio Estadual Castelo Branco, na Vila São Vicente.

As três unidades escolares vão receber entre 200 e 300 mil reais para troca de piso, forro, fiação elétrica, pintura interna e externa, construção de muro onde não tem e construção de novas salas.

Em Campo Limpo de Goiás, cidade vizinha, o Colégio Estadual Rui Barbosa também deve ser contemplado com o benefício. A unidade deve receber R$ 229 mil para reforma geral e também construção de novas salas.

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Educação

Alunos da rede estadual criam canudinho de pasta de banana e água

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A imagem do sofrimento de uma tartaruga encontrada agonizando com um canudinho de plástico enfiado no nariz, impactou tanto a estudante Luana Rodrigues Silva que, a partir daí, ela começou a pesquisar alternativas que pudessem substituir aquele que se tornou um dos grandes vilões do meio ambiente nos últimos anos.

Em busca de soluções para o problema, Luana ficou conhecendo uma experiência que tinha grandes possibilidades de ser replicada no lugar onde mora, a Fazenda Pé do Morro, no município de Catalão.

O experimento que inspirou a versão goiana do canudinho biodegradável foi feito por outra jovem estudante: Maria Pennachin, de 17 anos, aluna da rede pública estadual na cidade de Campinas, no interior de São Paulo.

“Eu estava pesquisando na internet sobre polímeros naturais e encontrei uma reportagem sobre essa menina, que tinha obtido sucesso ao produzir um canudinho com a massa de inhame. Então eu vi que podia fazer algo semelhante e mais fácil por aqui”, explica Luana.

Filha de um funcionário da Fazenda Pé do Morro, Luana é aluna do Colégio Estadual João Netto de Campos, no Bairro Nossa Senhora Mãe de Deus. Com o trabalho intitulado ‘Biocanudo’, ela e os colegas Luiz Sávio Santana Ribeiro e Bianca Alves Rodrigues conquistaram o primeiro lugar (categoria Ensino Médio) na 8ª Feira de Ciências da Universidade Federal de Goiás (UFG), campus Catalão.

Três boas experiências

A Feira foi realizada no dia 6 de novembro e das 122 experiências inscritas, 65 foram de alunos da rede pública estadual. A escola de Luana apresentou três projetos científicos: o canudo feito a partir da polpa da banana, o tijolo ecológico feito a partir da borra de café e o plástico biodegradável. Mas apenas o biocanudo foi premiado. Alunos e professora receberam medalhas, troféus e uma caixa de som Bluetooth.

A orientadora da pesquisa, idealizada por Luana, foi a professora de Química, Alynne Lara de Souza. Formada em Ciências com habilitação plena em Biologia, pós-graduada em Docência Profissional, mestre em Química e cursando Matemática e Engenharia Ambiental, Alynne leciona no Colégio Estadual João Netto de Campos há dez anos.

Entusiasmada com a conquista dos três jovens estudantes, Alynne acredita que o primeiro lugar na Feira de Ciências da UFG contribui muito para agregar valor aos currículos dos alunos que, além dos prêmios, medalhas e troféus, ganharam um certificado de participação.

Luana é só elogios à professora. “Ela é excelente. Nos deu total apoio o tempo todo; ajudou a tirar dúvidas. No começo pensamos em desistir, mas ela disse que tínhamos um bom projeto e não podíamos perder essa oportunidade. Alynne é uma das melhores professoras que temos. Eu sei que podemos sempre contar com ela, pois ela está sempre disposta a nos ajudar”.

Incentivo à carreira  

Aluna do 3º ano do Ensino Médio, Luana diz que o sucesso de sua experiência trouxe mais estímulo para seguir carreira profissional nas áreas de Biologia e Química. “São dois ramos com os quais me identifico muito e são cursos que eu posso fazer aqui mesmo, na UFG, sem ser necessário deixar minha família”.

Segundo a estudante, a primeira tentativa de produzir o biocanudo foi feita com polpa e casca de banana da terra, mas experiências posteriores comprovaram que qualquer espécie do fruto dá o mesmo resultado. “E tanto pode ser banana verde ou madura. E também não tem nenhum sabor”, comenta ela.

Luana destaca que, em ambiente marinho, a descoberta pode servir de alimento para os animais e, caso isso não aconteça, o período de decomposição varia de 15 a 30 dias. A estudante conta que sua intenção e a de seus dois colegas foi criar uma alternativa viável ao plástico com o uso de polímeros naturais, que, no caso, foi a celulose da qual a banana é rica.

De Goiás para o mundo

Lá no início, quando viu que era possível criar uma versão biodegradável do canudo de plástico com a massa de inhame, Luana diz que se sentiu estimulada a reproduzir a experiência de Maria Pennachin a partir dos materiais que tinha em casa. “Fui ao quintal, peguei bananas verdes, cozinhei com casca e tudo. Triturei no liquidificador, acrescentei uma pitada de corante e com essa pasta modelei o canudinho. E deu certo!”.

E foi assim que nasceu dentro de uma escola estadual no interior de Goiás, uma das versões mais simples, práticas, econômicas e totalmente sustentáveis do canudinho de plástico, um problema ambiental que assusta a humanidade e é responsável pela morte de milhares de animais marinhos todos os anos, sem contar na poluição que gera.

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Curiosidades

Colônia de Férias Tecnológica é uma boa opção para unir lazer e aprendizado

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Escola de tecnologia, Happy Code Goiânia oferece desdes cursos de programação, como IOT Maker, Desenvolvimento de Games e Youtuber a atividades desplugadas, como pula-pula e oficina de slime

As férias estão chegando e muitos pais se preocupam em como ocupar as crianças, afinal o ócio aliado à falta de rotina pode causar um pequeno caos em casa. Pensando nisso, a escola de tecnologia Happy Code Goiânia está oferecendo uma Colônia de Férias Tecnológica. Serão duas edições uma de 16 a 20 dezembro e de 14 a 19 de janeiro. 
As atividades são divididas em Academy de Games e ou Minecraft, com duração de 20 horas; Mega Academy, com duração de 30 horas e cinco cursos diferentes; Camp, que dura 6 horas, divididos em 4 dias da semana; e a modalidade Diária, que é um curso de 6 horas num só dia. 
A modalidade Colônia de Férias, tem duração de 40 horas e de acordo com a diretora pedagógica da Happy Code, Sabrina Lemos, se assemelha a uma colônia de férias tradicional. “Iremos ter atividades tecnológicas e desplugadas. Os cursos oferecidos serão (Kids – 7 a 12) : Maker, Game, Youtuber, Minecraft  (Jr – 5 e 6 anos – Dash and dot, Scratch e Minecraft). As atividades desplugadas serão variadas: oficinas de slime, pintura, pula pula e etc”, explica. Na Colônia de Férias Tecnológicas os alunos vão receber lanche, almoço e uma camiseta da Happy Code. Entre os cursos oferecidos em todas as modalidades estão: Roblox, Minecraft, Maker, Youtuber,  Aplicativo, Dash and Dot, Scratch. 
Para Sabrina, é essencial que os pais fiquem atentos à importância da inclusão da tecnologia, de forma saudável e criativa, para o desenvolvimento dos filhos. “A programação hoje é o novo inglês. Em um mundo cada vez mais conectado e digital, quem entende de programação vai se destacar em um processo de seleção”, explica a pedagoga. 
As inscrições dos cursos de férias podem ser feitas pelo link http://bit.ly/colonia_de_férias_gyn e o valor varia de acordo com a modalidade. 
Sobre os cursos 
Dash and DotO objetivo deste curso é introduzir a lógica de programação de forma lúdica e intuitiva com os robôs Dash & Dot, que promovem o pensamento computacional de forma divertida.
Minecraft e Minecraft Segurança DigitalO objetivo deste curso é introduzir, de forma prática e divertida, conceitos básicos de lógica de programação e outros conceitos relacionados à criação de games, em que os alunos serão desafiados a desenvolver jogos usando a ferramenta Minecraft Education Edition. No Academy de Segurança Digital, as temáticas das aulas serão assuntos como: Cyberbullying, direitos autorais, senhas seguras e etc. 
ScratchO objetivo deste curso é introduzir a lógica de programação de forma lúdica e intuitiva com através do Scratch, criando histórias e jogos interativos, promovendo o pensamento computacional e a criatividade de forma divertida.
YoutuberO objetivo deste curso é a criação de um canal no YouTube com abordagens sobre  direitos autorais, introdução das técnicas de manutenção e geração de conteúdo. 
RobloxO objetivo deste curso é a criação de personagens, cenários e diversos itens por meio do Roblox Studio. Mais do que jogar, os alunos criarão jogos utilizando o Roblox Studio. 
Maker O objetivo deste curso é estimular a criatividade tecnológica com base no movimento Maker (faça você mesmo) onde o aluno desenvolve seus projetos funcionais com programação e robótica conectando a objetos à nuvem com recursos eletrônicos. 
Desenvolvimento de GamesO objetivo deste curso é o desenvolvimento de jogos em 2D com Construct, criando fases, cenários e personagens, programação de variáveis, movimentação, animação, funções e todas as demais etapas inerentes à produção de jogos. 
AplicativosO objetivo deste curso é introdução ao desenvolvimento de aplicativos para smartphones, com linguagem de programação e técnicas de Design Thinking.

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