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Segurança

Goiás registrou queda em todos os crimes de violência em 2019, diz SSP

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O secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda, apresentou um balanço das ações de segurança pública entre janeiro e maio deste ano. Segundo o relatório apresentado pelo secretário, os registros de homicídios tiveram redução de 9,02%, e as tentativas do mesmo crime recuaram 3,88%.

O relatório aponta ainda que registraram quedas em latrocínios (-33,33%) e estupros (-0,62%). Crimes violentos letais intencionais regrediram 9,54%. A comparação é de janeiro a maio deste ano com igual período de 2018. 

Ao apresentar os números nesta segunda-feira (03/06), o secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda, ressaltou que os índices mostram que o trabalho das forças policiais está no caminho certo. “Com muita técnica, integração e inteligência, estamos mostrando que é possível garantir mais sensação de paz ao cidadão de bem”, afirmou.

Outras quedas foram verificadas em roubos de veículo (-57,96%), roubos ao comércio (-52,57%), roubos de cargas (-65,12%), roubos em instituições financeiras (-64,29%), roubos a transeuntes (-50,79%), roubos de residências (-3%) e crimes violentos contra o patrimônio (-36,42%). Furtos de veículos retrocederam 27,7% e furtos a transeuntes 65,98%.

Os únicos indicadores que oscilaram para cima foram furtos ao comércio (43,88%) e furtos em residências (15,70%). “Instituímos uma nova modalidade de registro online desses crimes e as pessoas estão confiando mais ao abrir as ocorrências. São crimes que nos preocupam e já estamos trabalhando em ações para coibi-los”, destacou o secretário.

Comparativo mensal

Na comparação entre maio de 2019 e o mesmo mês do ano passado, homicídios apresentaram queda de 9,26%. Tentativas deste mesmo crime caíram 20,73%. Destaque, ainda, para a redução de 81,82% nos casos de latrocínio.

Também regrediram os crimes de roubos a transeuntes (-45,29%), roubos de veículos (-56,14%), roubos ao comércio (-46,18%), roubos em residências (-31,13%), roubos de cargas (-50%), furtos de veículos (-30,6%) e furtos a transeuntes (-61,56%).

Nenhum roubo contra instituição financeira foi registrado. Crimes violentos letais intencionais caíram 15,47% e os crimes violentos contra o patrimônio recuaram 37,45%. “Por determinação do governador Ronaldo Caiado, as forças policiais goianas estão trabalhando de forma totalmente integrada.

Não há ações paralelas. Os indicadores comprovam que estamos no caminho certo”, ressaltou Rodney Miranda. Todas as medidas estão sendo tomadas para reduzir os furtos ao comércio e furtos em residência, que oscilaram para cima em 33,78% e 18,86%, respectivamente. 

Produtividade

De janeiro a maio deste ano, as polícias Civil e Militar apreenderam 30,7 toneladas de drogas em todo o Estado, o que representa um aumento de 156,56% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O número de mandados de prisão cumpridos cresceu 42,28% e o de prisões em flagrante 6,89% Foram realizadas 8.620 operações de segurança pública.

O aumento, nos primeiros cinco meses de 2019, é de 221,88%. As forças policiais apreenderam 2.781 armas de fogo. O aumento, neste sentido, é de 1,27%. O Corpo de Bombeiros Militar realizou mais de 11 mil ações preventivas e 27 mil resgates realizados. Graças ao trabalho da corporação, houve redução de 21% nos incêndios urbanos e de 42% nos incêndios florestais.

Foram realizadas 6,2 mil ações de busca e salvamento e 93,7 mil inspeções. A Superintendência de Polícia Técnico-Científica realizou 24,9 mil laudos e finalizou 25,3 mil perícias.

A Diretoria-Geral de Administração Penitenciária, por sua vez, conseguiu reduzir 16% das fugas e aumentou em 13% o número de revistas rotineiras diárias. O órgão também instituiu revistas gerais mensais nas unidades prisionais. No total, foram 513 ações neste sentido.

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Segurança

Justiça determina que piloto filmado agredindo a namorada seja solto

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A Justiça determinou nesta segunda-feira (15) que o piloto de avião Victor Augusto do Amaral Junqueira, de 25 anos, que foi filmado agredindo a então namorada, a advogada Luciana Sinzimbra, seja solto. Ele foi preso em Anápolis após descumprir medidas protetivas.

O advogado Demóstenes Torres, que integra a defesa, disse que foi “atendido o pedido de soltura com adoção de medidas cautelares que resguardem a vítima”.

Victor Augusto foi preso no dia 6 de junho, em Anápolis, após desrespeitar medidas protetivas que o obrigavam a não se aproximar de Luciana. Na decisão que determinou a prisão do piloto, consta que a Central de Monitoração Eletrônica comunicou à Justiça que em maio “o acusado cometeu doze violações de área de exclusão e duas violações de fim de bateria”. Porém, a defesa diz que essas violações foram acidentais.

O advogado de Luciana Sinzimbra, Eduardo Nascimento de Moura, que está atuando no processo como assistente de acusação, disse que a decisão da juíza foi acertada.

“Entendemos que foi a melhor decisão. A assistência de acusação recebe [a decisão] de forma tranquila, inclusive porque se manifestou favorável à liberdade provisória do acusado, desde que observados as medidas protetivas estabelecidas”, afirmou.

Segundo eles, as medidas protetivas definidas envolvem a mudança de Victor Junqueira para Cocalzinho de Goiás, o uso de tornozeleira eletrônica e o comparecimento semanal à Justiça para comprovar as obrigações estabelecidas.

Para o advogado de Luciana Sinzimbra, trata-se de uma segunda chance para Victor Junqueira. “A revogação da prisão dele se deu em razão de entender que ele merece uma segunda chance. Uma oportunidade de recomeçar a vida”, afirmou.

Victor Junqueira deve permanecer em Anápolis até quinta-feira (18). A partir de sexta-feira (19), ele já deve estar em Cocalzinho de Goiás, segundo o assistente de acusação Eduardo Moura.

Agressão
A agressão aconteceu no dia 14 de dezembro do ano passado, no apartamento em que Luciana mora, em Goiânia. No vídeo, Victor, que é filho do ex-prefeito de Anápolis Eurípides Junqueira, senta em frente à vítima e dá um forte tapa no rosto dela, que cai na cama. Ela pede várias vezes para que o namorado vá embora, mas ele se recusa e dá socos, empurrões e puxões de cabelo.

Victor foi denunciado no dia 24 de junho por violência doméstica no âmbito da Lei Maria da Penha, lesão corporal, ameaça e violação de domicílio.

Em fevereiro, mesmo com uma medida protetiva o proibindo de manter contato com Luciana, Victor enviou mensagens para o telefone dela. Na ocasião, a Justiça determinou que ele fosse monitorado com tornozeleira eletrônica e não se aproximasse a menos de 300 metros dela.

A defesa do piloto alegou que a ligação foi feita pela mãe do Victor com o celular dele, sem que ele soubesse ou autorizasse.

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Segurança

Presos suspeitos de enviar de Goiás para o Nordeste cargas milionárias de drogas e armas

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As Polícias Civis de Goiás e do Sergipe prenderam três homens suspeitos de fazer parte de uma organização criminosa que vendia cargas milionárias de armas e drogas para estados do Nordeste do país. Eles foram detidos nesta segunda-feira (15) em Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia.

Segundo a Polícia Civil de Goiás, dois dos presos são os irmãos Aduilson Góis Oliveira, conhecido como “Galego”, e Ademir Góis Oliveira, também chamado de “Demir” ou “Galeguinho”. Eles são apontados pelas investigações como os líderes da organização criminosa.

O terceiro preso, também segundo os investigadores, é Lucivaldo Fernandes da Silva, apontado pelos policiais como o responsável pela logística do grupo.

O delegado Osvaldo Rezende disse que os presos são considerados de alta periculosidade e devem ser enviados para cumprir pena no Sergipe.

“São criminosos bastante conhecidos no nosso estado. Eles fomentam o trafico de drogas, roubo a banco, homicídios, diversos crimes. Montaram uma base aqui no estado de Goiás de onde mandavam toneladas de drogas e armamento de grosso calibre”, explicou.

Ainda de acordo com as investigações, Goiás foi escolhido por ser considerado um ponto estratégico para a distribuição de drogas, que vinham do Mato Grosso do Sul.

Roubos, homicídios e tráfico
De acordo com a corporação, o preso conhecido como Galego chegou a ser condenado a 22 anos de prisão após a Operação Valquíria, que condenou ele e outras 22 pessoas por roubos, homicídios e tráfico de drogas.

No entanto, conforme a Polícia Civil, o preso conseguiu uma decisão favorável do Supremo Tribunal Federal (STF) e saiu da cadeia em 7 de fevereiro deste ano. As investigações mostraram que ele saiu do Sergipe e se mudou para Goiás, onde encontrou o irmão e, juntos, começaram a remontar a organização.

Também de acordo com a Polícia Civil, Galego é suspeito de 13 homicídios, sendo que três deles teriam ocorrido dentro do Presídio de Santa Maria em abril de 2018.

Segundo a Polícia Civil, o grupo fornecia armas pesadas e drogas para outros grupos criminosos. Há registros de assaltantes de bancos que eram clientes da organização e foram presos com metralhadora antiaérea .50, fuzil calibre .556, duas pistolas calibre .380, um revólver calibre 38 e um equipamento bloqueador de sinal GPS.

Operação Valquíria
A operação que mirou o grupo pela primeira vez ocorreu no Sergipe. As investigações começaram em setembro de 2012, após o assassinato de duas pessoas no município de Carira.

Chamada de Valquíria, a ação resultou na prisão de 32 pessoas, sendo seis mulheres. Na época, foram apreendidos com o grupo sete armas de fogo, R$ 150 mil, motos e carros de luxo avaliados em mais de R$ 1,2 milhão, 36 kg de maconha, 5 kg de cocaína e 67 kg de crack. Outros três homens morreram em confronto com a polícia ao tentarem resistir à prisão.

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Segurança

Presos suspeitos de integrar quadrilha que fraudava leilões de gado, em Niquelândia

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A Polícia Militar (PM), por meio do Grupo de Patrulhamento Tático de Niquelândia (GPT), prendeu quatro homens suspeitos de integrar uma associação criminosa que fraudava leilões de gado. A ocorrência teve início na quarta-feira (10) e terminou nesta quinta-feira (11) com a prisão do grupo. Segundo a corporação, os criminosos arrematavam os gados por um leilão virtual e aplicavam golpe de estelionato nos vendedores.

A polícia chegou aos envolvidos por meio do Comando de Operações de Divisas (COD) da região norte. Alberto Dias Santos e Claudio Antônio foram os primeiros a serem encontrados e depois apontaram o envolvimento de outras duas pessoas no crime.

Na casa de Claudio os militares encontraram seis cartuchos calibre 20 e documentos de origem duvidosa, que apresentavam sinais de falsificação e eram usados para arrematar gado nelore P.O, no canal Terra Viva.

Segundo consta no boletim de ocorrência, os criminosos utilizavam a identidade de outras pessoas e falsificavam documentos de propriedades rurais com o objetivo de arrematar leilões. Os suspeitos pagavam a primeira parcela e retiravam os animais. As demais parcelas, no entanto, não eram pagas.

Em entrevista à polícia, Cláudio relatou que chefiava a associação criminosa com o empresário João Batista e Celino Correia. Uma manada de 20 cabeças de gado, que havia sido arrematada de forma ilegal no leilão, foi encontrada no povoado de Indaianópolis, em Niquelândia.

O gado e os envolvidos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil de Niquelândia. A PC vai abrir uma investigação.

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