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FORMULA-E: O futuro chegou

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O novo Formula-E para a quinta temporada (2018-19) que estréia em dezembro e contará com brasileiros como Felipe Massa, Lucas Di Grassi e Nelson Piquet Jr.

Uma corrida de carros elétricos. Sim, você não leu errado, a Formula-E é uma categoria de monopostos (semelhante a um F1) que utiliza apenas energia como combustível. É o que temos de mais “futurístico” no automobilismo nos dias de hoje. A categoria é nova, vai apenas para sua quinta temporada porém sua evolução é rápida e aos poucos vai ganhando o público por sua proposta moderna de aproximar os pilotos das pessoa que estão lá para assistir.

A categoria estreou em 2014-2015 (os campeonatos começam no fim do ano e vão até a metade do ano seguinte) e já contou com um grid repleto de ex pilotos da F1. Na próxima temporada que inicia em dezembro deste ano, o grid vai contar com Felipe Massa, Lucas Di Grassi, Piquet Jr, Buemi, Nicolas Prost, Nick Heidfeld, entre outros grandes nomes. Neste primeiro ano, os carros carregavam uma bateria de 200kg fabricada pela Williams e era capaz apenas de durar apenas meia corrida, os pilotos precisavam parar nos boxes para trocar de carro e terminar a prova.

Hoje após 4 temporadas, esta capacidade dobrou e nos testes já foi capaz de completar uma corrida inteira. E, engana-se quem pensa que os carros são lentos. São consideravelmente mais lentos que os atuais F1 se tratando de velocidade final, é verdade, podem chegar aos 225 km/h (o que já é bem rápido se tratando de carros 100% elétricos) contra os mais de 300km/h do F1. Porém, quando se trata de aceleração a diferença fica apertada, para se chegar a 100km/h a Fe precisa de apenas 0,4 segundos a mais que um F1. Lucas Di Grassi em entrevista para o autosport.com , disse que com as novas baterias e novos motores, a FE poderá ser capaz de exceder os 300km/h.

E-Prix de Roma

Outra grande novidade da Formula-E são as pistas, correndo apenas em circuitos de ruas, a FE na próxima temporada vai passar por Marraquexe, Cidade do México, Roma, Paris, Mônaco, Berlim, Zurique e Nova Iorque. Existe um projeto encabeçado por Lucas Di Grassi para uma etapa no Brasil mas ainda não foi confirmado.

Na FE tudo é feito para aproximar o público dos pilotos, na semana que antecede cada corrida, você pode votar no seu piloto preferido, pelo site da F-E ou pelo Twitter. Os três mais votados podem usar o FanBoost, um botão que dobra a potência do carro por 5 segundos. É o suficiente para decidir uma corrida. Isso faz com que os pilotos lutem por campanhas nas redes sociais pedindo votos e sorteando prêmios para fans, ajudando a promover ainda mais a categoria. Esta ação deu tão certo que a Stock Car implementou em seu campeonato aqui no Brasil.

Um dos principais sucessos da FE até o momento é o baixo custo que a categoria tem se mantido. “Temos um custo de GP2, mas com corridas no mundo inteiro, com mais mídia” explica Di Grassi. “Hoje em dia a F-E não é mais uma aposta. Ela vale US$ 1 bilhão (cerca de R$ 3,8 bilhões), tem 11 montadoras, mais do que a soma da F-1 e da Fórmula Indy, e tem inúmeros patrocinadores”, afirma. O potencial de crescimento, segundo ele, se vê pelas cidades que demonstraram interesse em sediar etapas do campeonato. Para Di Grassi, a única categoria de carros elétricos do mundo é o futuro do automobilismo. “So há duas opções para o futuro: ou o automobilismo vai ser relevante para o produto comercial por causa das tecnologias que vão ser usadas nas ruas ou será somente entretenimento, como a Nascar”, explica. “A questão é que tudo vai acabar se tornando elétrico no futuro. E a F-E vai servir para desenvolver a tecnologia que as pessoas comuns vão usar nas ruas das cidades. Por isso temos tantas montadoras interessadas na competição.” A Formula 1 tem inúmeras barreiras para adotar o sistema elétrico como principal propulsor de seus bólidos, a grande pressão sofrida pelas refinarias por exemplo, o que faz da FE talvez a principal promessa do futuro do automobilismo.

A Formula-E é televisionada ao vivo no Brasil pela Fox Sports.

Rodolpho Santos Iniciou sua carreira aos sete anos de idade. Foi tetracampeão Goiano de kart e esteve entre os 6 melhores kartistas do país por dois anos. No automobilismo participou de categorias de monoposto como F-Ford e F-Renault conquistando pódios em ambas e F3 Sul-americana onde foi o 2º melhor estreante com três pódios em sua primeira temporada. Participou de testes coletivos na Europa da extinta F-Master (atual GP3) e fez uma temporada completa na GT3 a bordo de uma Ferrari 430 onde também acumulou pódios.

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Moda e Beleza por Armando Gadelha

O publicitário e fotógrafo Rafael Vilela, comemora mais uma primavera

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Sinalização digital chega às igrejas

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A sinalização digital invadiu aeroportos, lojas, o transporte público e agora está chegando às igrejas. Esse conceito de comunicação, adaptado a rotina eclesial, traz um tom moderno as entradas de templos religiosos e secretarias, além de facilitar a divulgação de informações. O espaço pode ser aproveitado também para veicular mensagens de reflexão.

Digital Signage” ou sinalização digital é uma ferramenta de comunicação moderna altamente eficaz que utiliza displays digitais para a exibição de mídia informativa ou promocional em qualquer estabelecimento, especialmente em locais de entretenimento ou espera forçada, como, lotéricas, universidades, supermercados, restaurantes, academias, postos de combustíveis, shoppings, clínicas, entre outros.

Diferente de um canal de televisão que comunica uma variedade de informações ao máximo de pessoas, a sinalização digital é feita e transmitida para um público restrito com um foco mais dirigido, diretamente no seu ‘ponto de consumo’. É de interesse desse público dar atenção ao que está sendo exibido, seja para conferir o horário de atendimento ou a promoção do dia.

As vantagens de utilizar essa tecnologia dentro das igrejas podem ser inúmeras, como, a redução de custos com impressão de folhetos informativos, substituir o mural de avisos por algo que seja mais atrativo, atualização em tempo real. Além de ser comprovado um dos formatos de comunicação mais eficazes, e muito mais.


por Eduardo Brandão
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Desafios da comunicação na ‘Era Fake News’

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O século XXI trouxe inúmeras mudanças para a nossa sociedade, dentre elas, na comunicação que, com certeza, é uma das mais significativas. Com a popularização da internet chegamos à era digital, onde as notícias são espalhadas em um prazo mínimo de tempo, podendo viralizar em segundos e sem muitas vezes ter sido checada à veracidade dos fatos.

Um dos maiores desafios do jornalista na nossa sociedade atual é o combate às famosas Fake News, que tem se intensificado ao longo dos anos e ficou ainda mais forte durante desde as eleições presidenciais no Brasil em 2018. Essas ‘notícias’ falsas podem estar no facebook, no instagram ou no twitter, mas na grande maioria das vezes elas viralizam no whatsapp.

Se você é alguém que não checa a veracidade dos fatos antes de compartilhar, provavelmente você já propagou uma Fake News, muitas vezes sem ter consciência disso. Isso acontece porque as pessoas tendem a acreditar mais facilmente em informações que condizem com o seu modo de pensar, o que explica também o porquê essa ‘onda’ cresceu tanto durante as eleições.

A era digital trouxe incontáveis benefícios á população, mas como tudo tem seu lado negativo, com essas mudanças, hoje qualquer pessoa com seu celular pode criar uma notícia falsa em benefício de si mesmo e viralizar nas mídias sociais, uma vez que cai na rede dificilmente ela poderá ser desmentida. É como diria a frase do ministro de propaganda de Adolf Hitler, Joseph Goebbels “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”.

A internet deu a pessoas comuns o poder de divulgar informações de maneira amadora, mas não foi apenas isso que afetou as bases do jornalismo. Desde 2009 o diploma acadêmico não é mais uma obrigatoriedade da profissão, o que resulta em pessoas despreparadas no mercado de trabalho principalmente para lidar com os desafios da comunicação.

Vivendo em um momento em que qualquer um pode divulgar informações, o papel do jornalista com formação acadêmica se tornou ainda mais importante, pois, é ele quem investiga, questiona, apura, luta para acabar com essa onda de Fake News e levar a população notícias de confiança. Isso não quer dizer que todo jornalista com diploma vai ter total comprometimento com o interesse público, mas é preciso que haja o mínimo de preparação para atuar em uma área tão importante.

Esses conteúdos noticiosos de origem falsa que são espalhados, não são como uma ‘barrigada’, um erro de apuração por parte de quem divulgou. Quem cria essas ‘noticias’ e jogam nas redes fazem isso com o propósito de propagar um fato falso muitas vezes em beneficio de si próprio.

Portanto, em tempos como esse, é necessário desconfiar de qualquer notícia que se recebe nas redes sociais, em especial no whatsapp. Por mais verdadeira que pareça, por mais que você tenha recebido da sua amiga mais confiável, antes de pensar em compartilhar verifique se de fato a noticia é verídica. Mesmo se você acredita que essas informações possam ajudar alguém ou que seja algo em que você queira acreditar, busque em fontes jornalísticas de confiança primeiro. Propagar uma notícia falsa pode trazer sérios danos, é preciso ser criterioso com o que divulgamos.

Evite repassar informações sem checar a veracidade, uma boa maneira de verificar se um fato é verdadeiro, é procurar uma mesma notícia em diferentes veículos de comunicação que sejam de confiança e que tenha credibilidade, se, por exemplo, diferentes grandes sites estão noticiando o mesmo fato, as chances de ser verídico são maiores. Desconfie sempre de notícias com títulos sensacionalistas para chamar a atenção do receptor, nem sempre é ‘tudo isso’ mesmo.

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