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Fernanda Young morre aos 49 anos

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A atriz, escritora, roteirista e apresentadora de TV Fernanda Young, de 49 anos, morreu na madrugada deste domingo (25) em Minas Gerais. A autora de séries de sucesso, como “Os Normais”, “Minha Nada Mole Vida”, “Os Aspones” e “Shippados”, teve uma crise de asma seguida de parada cardíaca. O corpo foi velado em São Paulo e o enterro foi no Cemitério de Congonhas, na Zona Sul da capital.

Fernanda deixa o marido, Alexandre Machado, e quatro filhos: as gêmeas Cecília Maddona e Estela May, de 19 anos; Catarina Lakshimi, de 10 anos; e John Gopala, também de 10 anos.

A atriz se preparava para estrear, em São Paulo, a peça “Ainda Nada de Novo”, em que contracenava com Fernanda Nobre. A estreia seria em 12 de setembro. A colega disse que a última vez em que falou com Fernanda Young foi na sexta-feira (23).

Segundo ela, Fernanda Young “já estava estava com a malinha para ir para o sítio e disse que ia relaxar no fim de semana para se preparar para a peça”. A atriz e escritora levou os textos para repassar no fim de semana (em sua penúltima foto no Instagram, ela aparece no sítio com os textos ao lado). As colegas iam se reencontrar na próxima segunda-feira (26).

Em sua última postagem, na noite de sábado (24), Fernanda Young publicou uma foto do seu sítio e escreveu: “Onde queres descanso, sou desejo”.

Editora de diversos livros de Fernanda Young, Leila Name disse que, em novembro, será publicado um livro inédito escrito por ela aos 17 anos, cujos manuscritos Fernanda localizou recentemente. Ela também estava se dedicando a outra obra, mais extensa, intitulada “O Livro”, que reconta situações reais por meio da ficção. Essa obra fica inacabada.

Funcionária da TV Globo, seu trabalho mais recente na televisão foi a série original “Shippados”, lançada pela Globoplay e estrelada por Tatá Werneck, Eduardo Sterblitch e Clarice Falcão.

Trajetória

Fernanda Maria Young de Carvalho Machado nasceu em Niterói (RJ) e frequentou a faculdade de letras da Universidade Federal Fluminense, cursou jornalismo na Faculdade Hélio Alonso e Rádio e TV na Faap, mas não terminou nenhum dos cursos.

Em 1995, estreou como roteirista no programa “A Comédia da Vida Privada”, da Rede Globo, adaptação de textos de Luis Fernando Veríssimo que assinou com o marido, Alexandre Machado. Em 1996, lançou o primeiro livro, “Vergonha dos Pés”, pela editora Objetiva.

Uma das suas séries de maior sucesso foi “Os Normais”, comédia estrelada por Fernanda Torres e Luiz Fernando Guimarães. Foi exibida na TV Globo entre 2001 e 2003. A série deu origem a dois filmes, um de 2003 e outro de 2009, também escritos por Fernanda Young e outros roteiristas.

Trabalhando sempre em parceria com Alexandre Machado, Fernanda Young assinou as séries “Os Aspones”, “O Sistema”, “Separação?!”, “Macho Man”, “Como Aproveitar o Fim do Mundo”, “O Dentista Mascarado”, “Vade Retro”, o especial de fim de ano “Nada Fofa” e os quadros do Fantástico: “As 50 Leis do Amor” e “Super Sincero”.

Fernanda apresentou o programa “Irritando Fernanda Young”, entre 2006 e 2010, e “Confissões do Apocalipse”, em 2012, ambos no canal GNT. Também participou de outros programas, como “Saia Justa” e “Odeio Segundas”. E, no canal Viva, do “TV Mulher”.

Ela foi indicada duas vezes ao prêmio de Melhor Comédia do Emmy Internacional, por “Separação?!” e “Como Aproveitar o Fim do Mundo”. Seu último trabalho como roteirista na Globo foi “Shippados”.

Young também é autora de ao menos 14 livros, entre eles, “Pos-F”, “Estragos” e “A mão esquerda de Vênus”.

Em 2009, fez barulho ao sair nua na revista “Playboy”, que acabou vendendo acima das expectativas. “Espero que mais mulheres inteligentes e incomuns posem para a revista, cada vez mais nuas e mais livres”, disse na época.

Em 2013, ela escreveu e atuou como uma das protagonistas da série “Surtadas na Yoga”, com 13 episódios na primeira temporada. A série contou a história de três mulheres e o que elas faziam para não surtar.

No cinema, além dos filmes “Os Normais” e “Os Normais 2”, participou do roteiro de “Bossa Nova” e “Muito Gelo e Dois Dedos D’Água”.

Em sua última coluna para o jornal “O Globo”, Fernanda Young analisa “os cafonas” no Brasil de hoje. “O cafona fala alto e se orgulha de ser grosseiro e sem compostura. Acha que pode tudo e esfrega sua tosquice na cara dos outros. Não há ética que caiba a ele. Enganar é ok. Agredir é ok. Gentileza, educação, delicadeza, para um convicto e ruidoso cafona, é tudo coisa de maricas”, escreveu.

Em entrevista à TV Globo, em 2008, Fernanda Young comentou sua estreia no teatro com o monólogo “A Ideia”: “As pessoas têm ideias e, no ato de ter uma ideia, a pessoa pode crer que ela seja genial. As pessoas têm medo e constrangimento no ato histérico de se ter uma ideia. Essa peça é um convite a essa coragem. Talvez nem existam mais ideias geniais. Então, tenham ideias”, declarou.

Para o seu livro “A louca debaixo do branco”, de 2012, ela entrevistou sete noivas e um noivo no dia do casamento. “Uso a personagem da noiva para indagar o amor”, comentou, na GloboNews. “Uso a noiva como a forma que a gente se constrói pro olhar do outro, para sermos apaixonantes, lindas e belas para o olhar do outro.”

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Governo autoriza mais 63 agrotóxicos, sendo 7 novos; total de registros em 2019 chega a 325

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O Ministério da Agricultura registrou nesta terça-feira (17) mais 63 agrotóxicos. Desse total, 2 são princípios ativos (que servirão de base para produtos inéditos) e 5 são novos produtos que estarão à venda. Os demais 56 são genéricos de pesticidas que já existem no mercado.

As autorizações foram publicadas no Diário Oficial da União.

Veja aqui a lista de novos agrotóxicos registrados

Com os novos registros, o total de agrotóxicos liberados chega a 325, superando o volume do mesmo período de 2018, quando houve 309 registros — veja o gráfico abaixo.

Assim, o ritmo de liberação deste ano segue sendo o mais alto da série histórica do ministério, iniciada em 2005.

Segundo o governo, do total de produtos registrados em 2019, 310 são produtos genéricos e 15 são à base de ingredientes ativos novos.

Do total de produtos registrados em 2019, 185 são produtos técnicos, ou seja, destinados exclusivamente para o uso industrial.

Outros 140 são produtos formulados, aqueles que já estão prontos para serem adquiridos pelos produtores rurais mediante a recomendação de um engenheiro agrônomo. Destes, 14 são produtos biológicos e orgânicos.

Novas substâncias

Entre as novidades estão os princípios ativos fluopiram, que é usado para matar fungos, e o dinotefuram, um inseticida. Eles serão usados pela indústria, que poderá desenvolver produtos a partir dessas substâncias para o agricultor (o chamado produto formulado).

No caso do fluopiram, ao mesmo tempo já foi liberado um registro de produto formulado, para utilização nas lavouras.

O dinotefuram é utilizado no controle de insetos sugadores, como percevejos. Ele poderá ser aplicado em 16 atividades: arroz, aveia, batata, café, cana-de-açúcar, centeio, cevada, citros, feijão, milheto, milho, pastagem, soja, tomate, trigo e triticale.

Ele é considerado medianamente tóxico pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O pesticida não é autorizado para uso na União Europeia e está em reavaliação nos Estados Unidos, onde é utilizado desde 1985.

Já o fungicida fluopiram é um produto indicado para combater parasitas que atacam a raízes das plantas (nematoides) e terá autorização para 7 culturas: algodão, batata, café, cana-de-açúcar, feijão, milho e soja.

O Ministério da Agricultura afirmou que o produto estava na fila para registro no Brasil havia 10 anos. Ele possui registro na União Europeia e está em análise nos EUA desde 2012.

Novos produtos à venda

O governo liberou 5 agrotóxicos inéditos para os produtores rurais, baseados nos seguintes princípios ativos: são 3 à base da mistura de sulfoxaflor e lambda-cialotrina, 1 formulado a partir de fluopiram e 1 com base no fluorpiauxifen-benzil.

Todos são considerados medianamente tóxicos pela Anvisa.

Desses pesticidas, os mais polêmicos são os que têm como base o sulfoxaflor, que é relacionado à redução de enxames de abelhas e está em estudo no exterior.

Genéricos

O Ministério da Agricultura também autorizou 56 novos produtos genéricos, sendo 47 para quebra de patentes para a indústria (produto técnico equivalente) e 9 para utilização dos produtores rurais (produto formulado equivalente).

Desses pesticidas, os mais polêmicos são os que têm como base o sulfoxaflor, que é relacionado à redução de enxames de abelhas e está em estudo no exterior.

Liberação acelerada

Segundo o governo, a maior velocidade na liberação de agrotóxicos se deve a medidas de desburocratização que foram adotadas desde 2015 na fila de registros.

O objetivo, de acordo com o ministério, é aprovar novas moléculas, menos tóxicas e ambientalmente mais corretas para substituir produtos antigos.

A associação que representa as fabricantes de agrotóxicos (Andef) afirma que a fila do Brasil é mais lenta em comparação com a da União Europeia e dos Estados Unidos. Segundo as empresas, o desenvolvimento de um princípio ativo inédito para agrotóxico leva de 10 a 11 anos e custa em torno de US$ 286 milhões.

Agrônomos dizem que é melhor ter mais produtos registrados do que correr o risco de que os produtores recorram a agrotóxicos “piratas”, mas alertam que, quanto maior o uso, mais resistência as pragas têm ao veneno.

Para ambientalistas, no entanto, a aceleração do ritmo de aprovações é uma forma de o governo colocar em prática tópicos do polêmico projeto de lei 6.299/02, que ficou conhecido como “pacote do veneno”, que ainda está em discussão na Câmara dos Deputados.

Para produtores rurais, o registro de novos produtos, especialmente os genéricos, é uma forma de baixar os custos de produção. Em Mato Grosso, maior estado produtor, os agrotóxicos equivalem a 21% dos gastos nas lavouras de soja.

Como funciona o registro

O aval para um novo agrotóxico no país passa por 3 órgãos reguladores:

Anvisa, que avalia os riscos à saúde;

Ibama, que analisa os perigos ambientais;

Ministério da Agricultura, que analisa se ele é eficaz para matar pragas e doenças no campo. É a pasta que formaliza o registro, desde que o produto tenha sido aprovado por todos os órgãos.

Tipos de registros de agrotóxicos:

Produto técnico: princípio ativo novo; não comercializado, vai na composição de produtos que serão vendidos.

Produto técnico equivalente: “cópias” de princípios ativos inéditos, que podem ser feitas quando caem as patentes e vão ser usadas na formulação de produtos comerciais. É comum as empresas registrarem um mesmo princípio ativo várias vezes, para poder fabricar venenos específicos para plantações diferentes, por exemplo;

Produto formulado: é o produto final, aquilo que chega para o agricultor;

Produto formulado equivalente: produto final “genérico”.

Com informações G1

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Youtuber Felipe Neto relata ameaças após protesto na Bienal do Rio

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Nesta segunda-feira (16. Set), o youtuber Felipe Neto cancelou a participação em um evento no qual ele estava entre os convidados. O empresário afirmou que o motivo do cancelamento foi por ameaças que ele tem recebido de apoiadores do atual governo desde sua manifestação na Bienal do Rio de Janeiro.

Em seu perfil no twitter, Felipe Neto afirmou que passou a ter uma rotina mais discreta e pediu para que a mãe passasse um tempo fora do país.

 “Infelizmente a notícia é real. As ameaças se intensificaram e estamos montando um documento para dar entrada na polícia”, disse o youtuber no Twitter na tarde desta segunda-feira (16. Set).

“Já tirei a minha mãe do Brasil e estou vivendo com o mínimo possível de exposição. Manterei vocês sempre informados”, completou o apresentador ao compartilhar uma notícia do jornal O Globo, na qual relatava o cancelamento de sua participação no evento Educação 360, promovido pela publicação.

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PRF apreende passageira de ônibus em Jataí com maconha

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Uma jovem de 21 anos foi presa em flagrante transportando 22,8 kg de maconha na manhã desta segunda-feira (16.Set) na BR 364, em Jataí, no sudoeste goiano.

Os agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) pararam um ônibus interestadual que seguia de Mineiros para Goiânia por volta das 9h45.

A equipe da PRF fez uma busca nos pertences que uma passageira levava e encontrou quase 23 quilos de maconha dentro da mala que estava no bagageiro. A mulher disse que pegou o entorpecente em Campo Grande (MS) e entregaria em Goiânia, onde receberia a quantia de RS 1,2 mil.

Ela foi presa e encaminhada à Polícia Civil de Jataí, onde será investigada por tráfico de drogas podendo pegar de 5 a 15 anos de reclusão.

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