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Saúde

Em janeiro, 22 novos casos de Aids foram identificados em Anápolis

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O índice de pessoas diagnosticadas com Aids, doença sexualmente transmissível (DST), em Anápolis, aumentou. Só em janeiro deste ano foram 22 casos novos, o dobro identificado no mesmo período do ano passado.

As informações são do médico infectologista, Marcelo Daher, responsável pelo programa que oferece tratamento em acompanhamento pela rede pública de saúde. “Foram mais de 120 casos em 2017, muito maior do que em 2016. Isso já foi um alerta para deixar preocupado”, lamentou.

A maioria dos casos são de jovens entre 16 e 26 anos. A faixa etária de jovem levanta o questionamento sobre o motivo desse aumento. Marcelo Daher afirma que muitos sabem da doença, sabem que é preciso prevenir, mas mesmo assim são descuidados.

“A maioria até tinha camisinha, mas não usou ou esqueceu. Não é por falta de falar, eles sabem”, observou Marcelo Daher.

O sistema público de saúde trabalha com duas vertentes para atender pacientes diagnosticados com a Aids. A primeira é a Profilaxia Pós-Exposição (PEP). A pessoa teve uma relação de risco, a camisinha rompeu, não sabia quem era o parceiro. Então ela vai ao Hospital Municipal e pede o remédio para tomar por 30 dias.

Outro tratamento que ainda não existe em Goiás, e deve chegar neste primeiro semestre, é a chamada Profilaxia Pré-Exposição (PREP). A pessoa toma os remédios antes de ter contato com o vírus.

“Um caso que atendi esse ano. Um rapaz não confia no seu companheiro, mas tem relação frequente, e é garoto de programa. Neste caso, não adianta fazer PEP, ele precisa de PREP”, explicou o médico infectologista.

Marcelo Daher ressaltou que o paciente vai tomar remédio mesmo sem ter a doença, a medicação é para evitar. “Se ele entrar em contato com o vírus, ele já tem níveis de proteção e não se infecta”, garantiu o médico.

O método PREP já existe em algumas capitais como Rio de Janeiro, São Paulo, e Salvador. Ao chegar em Goiás, a expetativa é atender, em Anápolis, cerca de 120 pessoas por ano.

Marcelo Daher acredita que os métodos de tratamento talvez facilitem para que as pessoas estejam despreocupadas com a doença. Mas ainda existe um grupo que não procura ajuda e que circula com o vírus.

“É importante identificar e tratar precocemente. Quando eu faço isso eu evito a transmissão”, comentou.

Para tentar buscar as pessoas para um diagnóstico em Anápolis, as unidades de Saúde nos bairros promovem treinamentos da equipe para que o paciente que for atendido, sempre faça a testagem.

Outra forma são os eventos em empresas ou em espaço público em que é feita a testagem e pode ser que ache as pessoas.

Segundo Marcelo Daher, 0,5% da população deve ter a doença. Alguns nichos tem maior incidência como travestis; garotos de programa; e homossexuais que podem chegar a 10%.

“Cinco anos atrás eu identificava e não tratava. Hoje é melhor na prevenção”, detalhou Marcelo Daher que lembrou que Aids ainda mata.

“Uma doença que tem 36 milhões de pessoas vivendo com ela, não é pouco. Estimativa do Brasil é 800 a 1 milhão de pessoas. Morre menos que morria antes, mas morre”, enfatizou.

Marcelo Daher disse que a pessoa pode viver, mas doenças que poderiam aparecer com 80 anos, aparecem aos 50, o que define uma morte precoce.

 

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Saúde

STF começa a julgar fornecimento de remédios de alto custo pelo SUS

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O plenário Supremo Tribunal Federal (STF) retomou hoje (22) o julgamento de três processos que devem definir critérios mais claros para o fornecimento de remédios de alto custo pelo Sistema Único de Saúde (SUS), tema acompanhado de perto por milhares de portadores de doenças raras que não têm condições de pagar pelo tratamento.

Todos os processos, do tipo recurso extraordinário, possuem repercussão geral. Isso quer dizer que ao final do julgamento será fixada uma tese que deverá ser aplicada a todos os casos do tipo que tramitem na Justiça brasileira. Há aproximadamente 42 mil ações suspensas ao aguardo de uma definição.

Logo na abertura da sessão, o presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, destacou que pauta desta quarta-feira (22) “é uma das mais relevantes e importantes”. Ele acrescentou que “a pauta que hoje se coloca em debate na Corte buscará contribuir para a parametrização da atuação do judiciário na implementação do direito à saúde”.

Casos

Um dos casos em pauta diz respeito à solidariedade dos entes federados no fornecimento de medicamentos de alto custo a pacientes que obtenham decisão judicial favorável.

Uma primeira tese de repercussão geral, afirmando a obrigação conjunta de municípios, estados e União, já foi definida pelo Supremo, mas nesta quarta os ministros devem julgar embargos de declaração, tipo de recurso para esclarecer obscuridades na decisão, com o objetivo de estabelecer critérios mais claros sobre qual a responsabilidade específica de cada ente federado no fornecimento de remédios caros.

Um segundo caso é sobre a própria obrigação do Poder Público em fornecer medicamentos de alto custo, e um terceiro versa sobre o fornecimento de medicamentos novos, mas ainda não registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e dessa maneira não incorporados pelo SUS.

Segundo dados do Ministério da Saúde, somente a União no ano passado gastou R$ 1,2 bilhão no fornecimento de remédios de altíssimo custo a 1.596 pacientes que conseguiram decisões favoráveis na Justiça.

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Saúde

População anapolina faz caminhada em conscientização da dengue

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Na manhã desta quarta-feira (22. Abr), alunos e moradores da região da Vila Jaiara fizeram uma caminhada de conscientização da dengue. A concentração começou em frente ao colégio SESI Jaiara e o percurso seguiu pela Avenida Fernando Costa. A expectativa era que cerca de 700 pessoas acompanhassem.

Estavam presentes na conscientização de combate ao Aedes aegypti alunos das escolas municipais Clóvis Guerra e Miguel Braga, dos colégios estaduais Osvaldo Francisco e Gomes de Souza Ramos, do Sesi Jaiara, Faculdade Fama, Bombeiros Mirins, representantes do Corpo de Bombeiros, Grupo de Defesa Ambiental, poder público, sociedade civil e organizada, lideranças religiosas e políticas e demais corporações militares.

As recomendações para combater o mosquito são:

  • Não deixar água parada em pneus
  • Não deixar água acumulada sobre a laje
  • Não deixar a água parada nas calhas
  • Deixar as vasilhas com plantas sempre secas ou cobri-las com areia
  • Caixas de água devem ser limpas constantemente e mantidas sempre fechadas e bem vedadas
  • As piscinas devem ter tratamento de água com cloro. As que não são utilizadas devem permanecer sempre secas
  • Garrafas devem ser armazenadas em locais cobertos e sempre de cabeça para baixo
  • Não descartar lixo em terrenos baldios e manter a lata de lixo sempre bem fechada
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Saúde

Comissão derruba portaria que limita acesso à mamografia no SUS

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A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) decidiu nesta terça-feira (21) derrubar a Portaria 61/2015 do Ministério da Saúde (MS) que limitou o acesso de mulheres de 40 a 49 anos aos exames de mamografia para detecção precoce de câncer de mama no Sistema Único de Saúde (SUS). Pela portaria do MS, somente mulheres de 50 a 69 anos de idade podem fazer o rastreamento mamográfico na rede pública. De autoria do senador Lasier Martins (Pode-RS), o projeto de decreto legislativo, PDS 377/2015, que possibilitou a decisão, segue para o plenário da Casa em com urgência para análise.

A relatora da proposta na comissão, senadora Leila Barros (PSB-DF), avaliou que a portaria do Ministério da Saúde é ilegal e afronta a Lei 11.664/2008, que assegura a mamografia a todas as mulheres a partir dos 40 anos de idade. Ainda em defesa da derrubada da portaria do Ministério da Saúde, a senadora argumentou que o câncer de mama é uma doença grave, sendo a primeira causa de morte por câncer entre as brasileiras, em 2019, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), 59,7 mil novos casos devem surgir no país.

Impacto financeiro

Sem falar no impacto financeiro da medida no relatório, Leila Barros explicou que está afastada a hipótese de criação de nova despesa, tendo em vista que os custos dos exames já deveriam estar provisionados e previstos na legislação orçamentária federal, por se tratar de uma norma de 2008.

Mesmo depois de representantes do governo sinalizarem a intenção de alterar o decreto para assegurar o rastreamento mamográfico a mulheres com menos de 50 anos, os senadores consideraram importante que o Senado dê andamento ao projeto que busca sustar a norma hoje em vigor.

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