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Segurança

Diretor do presídio de Anápolis é exonerado após vazamento de áudios

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Após a divulgação de áudios em redes sociais, o diretor da unidade prisional de Anápolis, Walney Cesário da Cunha, foi exonerado do cargo, na quinta-feira (1º.Fev). Nas gravações, ele pede a um servidor que oriente presos, que supostamente lideram alas da cadeia, a dificultar o acesso de advogados a detentos.

“Tem que falar pros comando de ala não deixar descer, uai. Fala pros caras não deixar descer. Advogado vem aí só pra perder viagem. Aí tem que falar com os comando pros cara não deixar descer não. Eles não descem pra conversar com nós. Por que que desce pra falar com advogado? (sic)”, diz Cunha na agravação.

Em outra mensagem, o ex-diretor reforça a ordem:

“Na hora que eles chegarem aí, já avisa pros alas aí não deixar ninguém sair pra falar com os advogados à tarde não. Aí pede pra tirar o cliente e já chega descendo com a informação: ‘Infelizmente, a ala não liberou não’. Fala isso logo e acabou. Fazer esses presos jogar com a gente também. Advogado aí, dia de domingo, impossível (sic)”, ressalta Cunha.

A Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) afirmou que um novo diretor será anunciado nesta sexta-feira (2). Em nota, a pasta informou ainda que “não pactua nem tolera comportamento inadequado como o verificado na conversa, tanto em relação à tentativa de cerceamento do trabalho dos advogados, quanto à censurável demonstração de intimidade com presos”.

 

Veja nota na integra:

NOTA-DGAP

 

Após análise de áudios que circulam em redes sociais, onde o diretor da unidade prisional de Anápolis, Walney Cesário da Cunha, aparece em conversa com outro servidor sugerindo que ele oriente presos, que supostamente lideram alas dentro do presídio, a dificultar o acesso de advogados a seus clientes que cumprem pena no local, a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) informa que, nesta quinta-feira (01/02), determinou a imediata exoneração do servidor da função de diretor.

 

Esclarece que não pactua nem tolera comportamento inadequado como o verificado na conversa, tanto em relação à tentativa de cerceamento do trabalho dos advogados, quanto à censurável demonstração de intimidade com presos. 

 

A DGAP reitera que não abre mão do comportamento ético, da responsabilidade e do profissionalismo por parte de seu quadro de colaboradores, e ressalta que quaisquer atos cometidos contra os princípios legais, morais e regimentais serão punidos de acordo com a Lei.

O novo diretor  da unidade prisional de Anápolis será apresentado nesta sexta-feira (02/02).

Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP)

 

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Segurança

Servidores da Secretaria Estadual de Educação são suspeitos de fraudar obras de escolas em Goiás

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Três servidores da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) estão sendo investigados pela Polícia Civil sob suspeita de terem falsificado documentos para sonegação de impostos, além de ajudar empresas a ganhar a licitação para a construção e reforma de escolas em Goiás. Os crimes, segundo as investigações, aconteceram na gestão passada.

De acordo c.om o delegado Marcelo Aires, titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT), os servidores investigados, que não tiveram os nomes divulgados, ocupavam a Superintendência de Infraestrutura da secretaria, outro era assessor e o último, um fiscal de obras. “Além da sonegação tributária de ISSQN, que era consumada após a falsificação de documentos, estes servidores também teriam ajudado algumas empresas de fachada a vencer processos de licitação para a construção e reformas de escolas”, relatou.

Os crimes, ainda segundo o delegado, aconteceram nos últimos quatro anos. Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão nos imóveis dos suspeitos, os agentes da DOT encontraram R$ 80 mil em dinheiro vivo e cheques da dona de uma construtora na casa do Superintendente de Infraestrutura da Seduc.

Além dos servidores, donos e sócios de construtoras também estão sendo investigados. Há a suspeita, segundo Marcelo Aires, que algumas empresas que prestaram serviço à Seduce no governo passado não estejam nos nomes dos reais proprietários. […]

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de Goiás informou que a Seduc deu total apoio às investigações e afirmou que o Governador Ronaldo Caiado (DEM) já determinou a imediata exoneração dos três servidores investigados

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Segurança

Vítimas da chacina em Belém são identificadas; nove corpos foram liberados

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Os corpos das 11 vítimas da chacina do último domingo (19) no bairro do Guamá, em Belém, foram identificados. Nove já foram liberados aos familiares.

Em um dos casos a Polícia Civil precisou fazer a identificação pelas impressões digitais porque os familiares apresentaram dois RGs.

De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública, três deles tinham passagem pela polícia.

As forças de segurança mantêm as linhas de investigação sob sigilo e não descartam nenhuma hipótese.

Cerca de 20 pessoas entre os que estavam no local do crime e familiares das vítimas foram ouvidas por policiais. Foram ainda apreendidos aparelhos celulares e câmeras de segurança.

O secretário de Segurança Pública, Ualame Machado, diz que é preciso ter cautela nas investigações e explica que as pessoas tem receio em cooperar.

As polícias Civil e Militar, além da Força Nacional fazem o reforço na segurança do local.

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Segurança

PF faz ação contra distribuição de vídeos de abuso sexual infantil

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A Polícia Federal faz hoje (17) uma operação contra a distribuição pela internet de material contendo abuso de crianças e adolescentes. Segundo a corporação, estão sendo executadas ações em uma cidade do interior e na capital.

A investigação iniciada em março deste ano começou a partir da prisão de um casal que abusava de crianças da própria família e registrava os atos em vídeos no Leste Europeu. A partir da cooperação policial internacional envolvendo também autoridades da Austrália e França, a polícia brasileira chegou a um casal brasileiro que aparece em um vídeo abusando de um bebê.

Com base nas investigações, a Justiça Federal autorizou a prisão preventiva de um suspeito e a realização de buscas em endereços onde o material poderia ter sido produzido.

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