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Desafios da comunicação na ‘Era Fake News’

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O século XXI trouxe inúmeras mudanças para a nossa sociedade, dentre elas, na comunicação que, com certeza, é uma das mais significativas. Com a popularização da internet chegamos à era digital, onde as notícias são espalhadas em um prazo mínimo de tempo, podendo viralizar em segundos e sem muitas vezes ter sido checada à veracidade dos fatos.

Um dos maiores desafios do jornalista na nossa sociedade atual é o combate às famosas Fake News, que tem se intensificado ao longo dos anos e ficou ainda mais forte durante desde as eleições presidenciais no Brasil em 2018. Essas ‘notícias’ falsas podem estar no facebook, no instagram ou no twitter, mas na grande maioria das vezes elas viralizam no whatsapp.

Se você é alguém que não checa a veracidade dos fatos antes de compartilhar, provavelmente você já propagou uma Fake News, muitas vezes sem ter consciência disso. Isso acontece porque as pessoas tendem a acreditar mais facilmente em informações que condizem com o seu modo de pensar, o que explica também o porquê essa ‘onda’ cresceu tanto durante as eleições.

A era digital trouxe incontáveis benefícios á população, mas como tudo tem seu lado negativo, com essas mudanças, hoje qualquer pessoa com seu celular pode criar uma notícia falsa em benefício de si mesmo e viralizar nas mídias sociais, uma vez que cai na rede dificilmente ela poderá ser desmentida. É como diria a frase do ministro de propaganda de Adolf Hitler, Joseph Goebbels “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”.

A internet deu a pessoas comuns o poder de divulgar informações de maneira amadora, mas não foi apenas isso que afetou as bases do jornalismo. Desde 2009 o diploma acadêmico não é mais uma obrigatoriedade da profissão, o que resulta em pessoas despreparadas no mercado de trabalho principalmente para lidar com os desafios da comunicação.

Vivendo em um momento em que qualquer um pode divulgar informações, o papel do jornalista com formação acadêmica se tornou ainda mais importante, pois, é ele quem investiga, questiona, apura, luta para acabar com essa onda de Fake News e levar a população notícias de confiança. Isso não quer dizer que todo jornalista com diploma vai ter total comprometimento com o interesse público, mas é preciso que haja o mínimo de preparação para atuar em uma área tão importante.

Esses conteúdos noticiosos de origem falsa que são espalhados, não são como uma ‘barrigada’, um erro de apuração por parte de quem divulgou. Quem cria essas ‘noticias’ e jogam nas redes fazem isso com o propósito de propagar um fato falso muitas vezes em beneficio de si próprio.

Portanto, em tempos como esse, é necessário desconfiar de qualquer notícia que se recebe nas redes sociais, em especial no whatsapp. Por mais verdadeira que pareça, por mais que você tenha recebido da sua amiga mais confiável, antes de pensar em compartilhar verifique se de fato a noticia é verídica. Mesmo se você acredita que essas informações possam ajudar alguém ou que seja algo em que você queira acreditar, busque em fontes jornalísticas de confiança primeiro. Propagar uma notícia falsa pode trazer sérios danos, é preciso ser criterioso com o que divulgamos.

Evite repassar informações sem checar a veracidade, uma boa maneira de verificar se um fato é verdadeiro, é procurar uma mesma notícia em diferentes veículos de comunicação que sejam de confiança e que tenha credibilidade, se, por exemplo, diferentes grandes sites estão noticiando o mesmo fato, as chances de ser verídico são maiores. Desconfie sempre de notícias com títulos sensacionalistas para chamar a atenção do receptor, nem sempre é ‘tudo isso’ mesmo.

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Moda e Beleza por Armando Gadelha

O publicitário e fotógrafo Rafael Vilela, comemora mais uma primavera

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Sinalização digital chega às igrejas

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A sinalização digital invadiu aeroportos, lojas, o transporte público e agora está chegando às igrejas. Esse conceito de comunicação, adaptado a rotina eclesial, traz um tom moderno as entradas de templos religiosos e secretarias, além de facilitar a divulgação de informações. O espaço pode ser aproveitado também para veicular mensagens de reflexão.

Digital Signage” ou sinalização digital é uma ferramenta de comunicação moderna altamente eficaz que utiliza displays digitais para a exibição de mídia informativa ou promocional em qualquer estabelecimento, especialmente em locais de entretenimento ou espera forçada, como, lotéricas, universidades, supermercados, restaurantes, academias, postos de combustíveis, shoppings, clínicas, entre outros.

Diferente de um canal de televisão que comunica uma variedade de informações ao máximo de pessoas, a sinalização digital é feita e transmitida para um público restrito com um foco mais dirigido, diretamente no seu ‘ponto de consumo’. É de interesse desse público dar atenção ao que está sendo exibido, seja para conferir o horário de atendimento ou a promoção do dia.

As vantagens de utilizar essa tecnologia dentro das igrejas podem ser inúmeras, como, a redução de custos com impressão de folhetos informativos, substituir o mural de avisos por algo que seja mais atrativo, atualização em tempo real. Além de ser comprovado um dos formatos de comunicação mais eficazes, e muito mais.


por Eduardo Brandão
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GP Brasil de F1: A corrida perdida de Max Verstappen

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O GP Brasil de F1 foi como em quase toda temporada um dos melhores para o telespectador. Hamilton venceu, Mercedes foi pentacampeã mas o assunto pós corrida foi o incidente de Max Verstappen e Esteban Ocon. A Transmissão foi um pouco confusa para explicar o que aconteceu, mas a verdade é que foi uma das maiores trapalhadas da F1 deste ano, se não a maior.

Vamos a corrida:

Max largou em quinto e estava em um ótimo ritmo. Nas sete primeiras voltas ele ja havia ultrapassado Vettel, Räikkönen e Bottas para assumir o segundo lugar. Hamilton seguia na ponta até sua parada e retornou na sétima colocação deixando o caminho livre para Max liderar. Verstappen tentava assim tirar a diferença para Hamilton enquanto Lewis escalava posições para retornar a ponta. Só então na volta 35, Verstappen finalmente fez seu pit-stop, com a Red Bull trocando os supermacios pelos macios. Só que a Red Bull perdeu um pouco de tempo, e Hamilton voltou à frente do holandês. Verstappen não desistiu e imprimiu um forte ritmo até chegar e ultrapassar Hamilton de forma até fácil na reta dos boxes e então abria vantagem a cada volta caminhando para mais uma vitória que parecia garantida, até a volta 42 quando então encontrou Esteban Ocon.

O incidente:

Tudo começou quando o Ocon retornava dos boxes com um pneu mais novo e mais macio que Verstappen. Com uma volta de atraso para o restante do pelotão, o francês, que era 16º, pediu permissão para sua equipe, Force India, para tirar uma volta de atraso, ou seja, ultrapassar o líder da corrida que estava em sua frente, Max Verstappen. Sua equipe o liberou e ele então prosseguiu colocando seu carro ao lado do carro de Max na reta dos boxes.

Max, agressivo como é e por já ter um histórico de disputas com Ocon desde 2014 na F3 Européia (vencida por Ocon), fechou as portas se posicionando por dentro.

Se você é retardatário, em 16º, tenta ultrapassar o líder e ele não deixa, o que você faz?

Obviamente você deve entender seu lugar na corrida e recolher.

Não com Ocon! Ele se posicionou por fora e insistiu na ultrapassagem contornando o “S do Senna” com o carro por fora ao lado do líder Max Verstappen.

Se você é o líder da corrida depois de largar em 5º, o segundo colocado não mostra nenhuma chance de te alcançar e tem um retardatário forçando a barra para te ultrapassar, o que você faz?

Obviamente você não arrisca tudo e deixa ele ir embora.

Não com Verstappen! Ele resolve tentar dividir a segunda “perna” do S com Ocon e acabam se tocando! Os dois rodaram, Hamilton passou limpo pela confusão para reassumir a ponta e Max ainda perdeu tempo para fazer gesto obsceno para Ocon antes de voltar para a pista.

Veja o vídeo do incidente:

A partir do incidente, Max seguiu Hamilton e terminou a última volta a 1,5 segundos do líder, apenas meio segundo de poder utilizar o DRS (asa móvel) o que possibilitaria a ultrapassagem. Logo que desceu do carro, Max e Ocon se encontraram na pesagem e o holandês não se conteve, partiu para a agressão e acabou sendo punido pela FIA por contato físico e terá de prestar dois dias de serviços comunitários.

Veja:

 

Lewis logo que encontrou com Max na sala antes do pódium aproveitou para dar uma dura em Verstappen. Primeiramente, Hamilton disse que era permitido a Ocon tirar a volta de desvantagem, no que ouviu de Verstappen: “Eu sei, mas você não pode bater, pode?”. Em seguida, o britânico deixou clara sua visão e deu uma dura no adversário: “Você tinha mais a perder do que ele. Ele não tinha nada a perrder e você tinha tudo.”

O pupilo da Red Bull foi defendido por Christian Horner, o chefe de equipe da Red Bull. Ele disse que Verstappen foi até contido sobre a agressão a Ocon, definido pelo dirigente britânico como “sortudo” por ter escapado ‘apenas’ com os empurrões.

“Eu acho que ele [Ocon] estava rápido na reta, mas por que ele está correndo com o líder se ele não tem ritmo e atirou o carro por dentro lá? Não faz sentido. Eu acho que Max foi contido, para ser sincero. Isso custou a sua vitória”, bradou Horner.

Já Otmar Szafnauer, chefe de equipe da Force India alegou que via o francês mais rápido que o líder e que, por isso, via chances reais de Ocon tirar a volta de Verstappen.

“O Esteban perguntou no rádio se poderia tentar tirar a volta porque estava mais rápido e nós o liberamos. Ele fez isso no ponto em que entendeu melhor e com vantagem nos pneus, como provavelmente seria por mais cinco ou seis voltas”, disse.

Outros ex-pilotos saíram em defesa de Verstappen como Villaneuve: “Ocon é uma vergonha. Foi ridículo, e o pior é que todo mundo viu o que aconteceu e no rádio nem disse ‘sinto muito, errei’. É bom admitir que você cometeu um erro”, salientou Villeneuve em entrevista ao site norte-americano ‘Motorsport.com’.

O melhor da história toda, é que Jos Verstappen, o pai de Max, passou por uma situação muito parecida também no GP Brasil só que em 2001 e acredite, o Verstappen pai que estava do outro lado. Havia sido a última vez que um retardatário retirava um líder da ponta. Na ocasião,ele acertou e tirou Juan Pablo Montoya com sua Williams da liderança.

Max Verstappen perdeu a corrida e Esteban Ocon, praticamente certo que vai estar desempregado da F1 em 2019, se despede com uma lamentável trapalhada que provavelmente marcará sua curta passagem pela F1.

 

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