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Política

Deputado Gomide diz que seu trabalho é para garantir saúde, educação, segurança e cultura para Goiás

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O deputado estadual eleito Antônio Gomide (PT) assume nesta semana sua cadeira na Assembleia Legislativa de Goiás. O parlamentar era vereador por Anápolis e foi o candidato mais bem votado em Anápolis, com mais de 26 mil votos. Na sua carreira política, o petista destaca suas ações como prefeito e ressaltou que irá levantar debates para levar melhorias na saúde, educação, cultura, segurança para a população. Ele conversou com a equipe do A1minuto e falou sobre os projetos políticos para os próximos meses.

A1minuto: O resultado das eleições foi o que você esperava?

Gomide: Foi acima da expectativa inclusive. Uma campanha muito difícil, onde nós víamos muitas cobranças de maneira geral dos políticos.

É um resultado muito favorável ao nosso trabalho e ele vem como uma forma de reconhecimento pelo o que fizemos na cidade.

Eu sou muito grato por ter tido a oportunidade, e nesse momento como deputado estadual, com uma votação de quase 37 mil votos, em mais de 200 cidades de Goiás. Fui o deputado estadual mais votado de Anápolis, da história da cidade. Mais de 26 mil votos no município, em uma eleição extremamente disputada. É difícil falar de política neste momento.

Eu vejo que é uma oportunidade, agora que estamos entre os 10 mais votados, da gente mostrar mais trabalho, tem uma responsabilidade ainda maior. As demandas de Anápolis são muito grandes. Na área da saúde para a população mais carente que precisa cada vez mais de uma atenção de saúde pública.

A1minuto: O que é possível fazer?

Gomide: Nós precisamos fazer com que nossos órgãos, nosso executivo municipal e estadual possam oferecer melhores condições e mais qualidade de saúde à população.

Essa é uma demanda que precisamos fazer bons projetos, fazer esse debate, levar essa mensagem à população e poder dizer que não dá pra continuar da mesma forma como a saúde vem sendo colocada.

Quem tem dinheiro paga, quem não tem morre nas filas. Temos que fazer do debate uma prática nova no estado de Goiás, sensibilizando o governador para que a Saúde seja uma realidade em nossas cidades.

A1minuto: E em relação a Educação?

Gomide: Essa questão da educação é fundamental. Sabemos que para se ter uma sociedade mais consciente, que possa responder por aquilo que ela quer, por aquilo que é o caminho que ela busca, é preciso educação de qualidade.

Eu tive a oportunidade como prefeito de poder realizar um trabalho muito grande na área da educação fazendo creches. Em cinco anos e meio construímos mais de 16 creches na cidade.

Fizemos um plano de carreira, discutimos com os professores, reformamos, ampliamos, melhoramos as escolas do ensino fundamental, atendendo mais de 35 mil alunos e ainda com escolas em tempo integral, com turno e contraturno. Com aulas de cultura e esporte, fizemos ginásios de esporte. 

Essa é uma realidade que vivemos e tive a oportunidade como prefeito de fazer. Nossa realidade agora é transformar a educação do estado. Fazer esse debate também para sensibilizar o governo.

Dar continuidade ao ensino fundamental para que as crianças possam estar dentro da escola, ter qualidade. Fazer com que o conhecimento seja uma mola propulsora do estado.

Precisamos de um ensino médio forte que é responsabilidade do estado, melhorar nossas escolas, o ambiente. Valorizar os professores, o plano de carreira, devolver a titulação do professor e fazer com que ele possa, no seu conhecimento, ter incentivo a fazer um mestrado, especialização, um aperfeiçoamento.

Dar condições para que seus conhecimentos cheguem aos nossos alunos do ensino médio. É preciso a profissionalização intensificada em todas as cidades de Goiás, em todas as regiões. É preciso valorizar a Universidade Estadual de Goiás, que precisa buscar cada vez mais a vocação de cada região.

Fazer da educação uma forma de valorizar as pessoas do conhecimento. Não é apenas fazer o curso e ir pra casa. É fazer um curso, defender uma tese, e poder ajudar a sociedade. Nós precisamos fazer esse debate.

A1minuto: E em relação ao ensino superior?

Gomide: Nós precisamos fazer com que o executivo valorize a UEG, possa garantir a profissionalização. Os institutos federais que temos espalhados em Goiás, fazer com o que o governo de estado cada vez mais se associe ao governo federal. Na busca de uma universidade federal mais consistente, com mais cursos, mais visibilidade.

Buscar mais oportunidades para que mais jovens se qualifiquem para uma profissão. Temos uma grande missão.

Tem a área de segurança. Nas cidades maiores, Anápolis; Goiânia e Aparecida, estão cada vez mais violentas. O governo do estado, o órgão público precisa fazer a parte dele.

A1minuto: E a área de segurança pública?

Gomide: Não é apenas contratar policial! Ele ajuda na sensação de segurança, mas a segurança vem por uma distribuição melhor de renda. A segurança vem quando as pessoas têm emprego, quando o jovem faz esporte e cultura.

Essas políticas públicas que temos a obrigação de exigir do governo e assim verdadeiramente fazer a diferença na vida das pessoas. 

Eu sinto que a partir do dia 1º dê fevereiro, quando vamos assumir a cadeira na Assembleia Legislativa, é uma oportunidade de fazer esse debate, sensibilizar o executivo no sentido de investir, fazer com que as políticas públicas cheguem na cidade.

O governo de estado precisa investir no cidadão, nas pessoas, e devolver aquilo que realmente é de direito.

Essa qualidade de vida é o grande debate que precisamos fazer dentro da Assembleia Legislativa para buscar cidadania às pessoas.

A1minuto: Já tem algum projeto elaborado pelo senhor que será proposto ao longo desse ano?

Gomide: Temos várias ideias que queremos debater, vamos apresentar e fazer audiências públicas. Quero escutar a sociedade. Educação, saúde, cultura, esporte, lazer, segurança. Na medida que eu realizo uma audiência pública, eu vou montar os projetos e que a gente possa aprovar a lei, mas mais que isso. Não adianta aprovar e não tirar ela do papel.

Temos tantas leis boas que não estão sendo aplicadas. Então precisamos é ouvir a sociedade. Estamos animados em fazer esse trabalho por Anápolis e pelo estado de Goiás.

A1minuto: Anápolis aumentou a representatividade na Assembleia. Você trabalhará ao lado desses parlamentares?

Gomide: Vamos trabalhar juntos. Eu entendo que isso é possível. Vamos colocar nossas ideias, debater, mas temos um lado na política.

Quero buscar justiça social, exercer o nosso mandato e que possa chegar à população. Vou escutar as pessoas, fazer proposta para o executivo. Na Assembleia Legislativa, com a renovação que aconteceu, com deputados novos, podemos ser uma nova prática. 

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“Nada preocupante”, diz Ludhmila Hajjar sobre situação de Caiado

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Responsável pelo atendimento de Ronaldo Caiado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, a médica cardiologista Ludhmila Hajjar informou, nesta quinta-feira (10/10), que o caso do governador de Goiás “não é nada preocupante”. “Nada que nos deixe alarmado”, disse em entrevista à Rádio Manchester News, de Anápolis. Hajjar  acompanha Caiado há cerca de 10 anos.

Depois da realização de um cateterismo, Caiado passou por uma angioplastia e teve um stent implantado.Conforme destacou a médica, o governador passou por uma nova bateria de exames na capital paulista. “Exames também na parte gastrointestinal, mas tudo dentro da normalidade”. 
 Caiado foi internado inicialmente no Hospital do Coração, em Goiânia, na tarde de quarta-feira (9/10), mas a família do governador achou mais prudente a transferência para São Paulo para que Ludhmila Hajjar, que já acompanha Caiado há vários anos, desse continuidade ao atendimento. “Lembrando que o atendimento em Goiânia foi excelente. Foi um atendimento rápido e feito por uma equipe muito capaz”, destacou a médica do Sírio-Libanês ao completar que “Goiânia tem hoje uma estrutura hospitalar completamente capaz de atender uma situação como a dele [Caiado]”. 

Boletim médico
De acordo com o último boletim médico, divulgado na tarde desta quinta (10/10) pelo Hospital Sírio-Libanês, Caiado encontra-se estável, com previsão de alta nos próximos dias.

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PSL deixou de ser transparente, diz advogada de Bolsonaro

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A advogada eleitoral Karina Kufa, que representa o presidente Jair Bolsonaro, afirmou que há desgaste na relação do presidente com os dirigentes nacionais do Partido Social Liberal (PSL). 

“São diversos desgastes. O presidente Jair Bolsonaro sempre levantou a bandeira da ética, da transparência e exigia isso sempre dos dirigentes do partido, mas foi muito difícil entrar em um acordo quando um partido não está disposto a abrir simplesmente uma votação democrática, seja para alteração do estatuto, seja para eleição de dirigentes. Então, ficou insustentável em razão desses motivos internos, que acontecem em alguns partidos, mas que não dá para o presidente levar um encargo tão grande em um partido que acaba não permitindo que haja essa pluralidade”, afirmou a jornalistas, no Palácio do Planalto, após participar de uma reunião com o presidente e um grupo de parlamentares que também manifestou insatisfação com o PSL.

Na terça (8), o presidente Jair Bolsonaro chegou a dizer, em conversa com um apoiador, na entrada do Palácio do Alvorada, para ele “esquecer o PSL”. Bolsonaro se filiou ao PSL em março do ano passado para disputar as eleições presidenciais.

Para a advogada Karina Kufa, a sigla deixou de ser transparente. “O PSL deixou de ser pelo menos um partido transparente. A questão da ética a gente vai ver nos próximos capítulos”, afirmou. Ela estava acompanhada do advogado Admar Gonzaga, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que também tem orientado Bolsonaro em questões eleitorais. Segundo Gonzaga, o presidente não está confortável no partido. 

“A única coisa que ele tem em mente é a transparência do ambiente onde ele está convivendo. Como isso não foi permitido no ambiente em que ele se encontra, ele, como tem a bandeira da nova política, da transparência com o dinheiro público, ele não está confortável no ambiente onde ele se encontra”, disse o ex-ministro do TSE.

Questionado pelos jornalistas sobre uma eventual saída de deputados federais do PSL, que podem acompanhar o presidente, Gonzaga disse que a jurisprudência permite a desfiliação sem perda do mandato desde que comprovada uma “justa causa”. 

“Com justa causa, segundo a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral, é possível a saída do partido sem perda do mandato, essa é a regra da fidelidade partidária”, afirmou. Ele não quis revelar se a suspeita de fraudes em candidaturas do partido pode ser usada como argumento para a saída de parlamentares, mas pontuou que a falta de transparência nas contas da legenda pode configurar uma justa causa para desfiliação sem perda de mandato.

“Sobretudo, a justa causa você tem quando não tem transparência com os recursos do fundo partidário, que é recurso público, que é entregue ao partido, em face dos votos dedicados aos parlamentares pelos eleitores do Brasil”. Ainda segundo Gonzaga, a maior parte dos atuais 53 deputados federais da sigla estaria disposta a deixar o partido caso o presidente da República tome a mesma decisão. 

Após ter eleito a segunda maior bancada de deputados federais, na eleição de 2018, e obter o maior número de votos entre todos os eleitores do país, o PSL passou a ter direito à maior fatia de recursos do Fundo Eleitoral, estimada em cerca de R$ 400 milhões para o próximo pleito, no ano que vem, que vai eleger prefeitos e vereadores.

Procurada, a assessoria do presidente do PSL, deputado federal Luciano Bivar (PE), disse que ele não vai comentar as declarações da advogada.

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STF decide quem deve passar por detector de metais nos fóruns

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O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir se todas as pessoas que frequentam os tribunais brasileiros devem passar por detectores de metais instalados nas portarias dos fóruns. A questão será julgada em uma ação protocolada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que juízes, promotores, defensores públicos, além de advogados particulares sejam obrigados a passar pelo procedimento ou dispensados da medida. A ordem defende a aplicação dos critérios de forma isonômica. 

Apesar de não ter sido protocolada com base em um caso específico, a ação da OAB coincide com dois episódios ocorridos na última semana envolvendo ameaças a juízes por pessoas que transitam diariamente pelos tribunais e, geralmente, são dispensadas desse procedimento de segurança. 

Além do relato do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que diz ter ido armado ao STF no intuito de matar o ministro Gilmar Mendes, na quinta-feira (3), um procurador da Fazenda Nacional conseguiu entrar no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo, com uma faca de cozinha escondida nas vestimentas e feriu uma juíza no pescoço. 

A OAB argumenta que a Lei 12.694/2012 autorizou os tribunais a tomarem medidas de segurança, entre elas, a instalação de detectores de metais. De acordo com a norma, todos que queiram ter acesso aos prédios dos tribunais devem se submeter ao procedimento de segurança. 

Além disso, a entidade argumenta que diversos tribunais possuem normas particulares sobre quem deve passar nos detectores, geralmente excluindo magistrados e membros do MP, e mantendo os advogados. A OAB defende que a questão seja tratada de forma isonômica, ou seja, que todos passem pelos aparelhos ou ninguém se submeta ao procedimento.

“Em visitas realizadas durante as Caravanas Nacionais das Prerrogativas, representantes deste Conselho Federal [da OAB] puderam constatar em diversos tribunais que membros do Ministério Público e da Defensoria Pública, magistrados, serventuários da justiça e outros servidores ou contratados podiam adentrar as dependências dos tribunais sem qualquer espécie de controle, enquanto apenas os advogados, as advogadas e os demais cidadãos continuavam a ser submetidos ao mecanismo de detecção ou até mesmo à revista pessoal, sem qualquer justificativa plausível para a existência de tratamento diferenciado”, diz a OAB. 

O relator do caso é o ministro Luís Roberto Barroso. Não há data definida para o julgamento da questão. 

Casos Janot e TRF3

Na sexta-feira (27), a Polícia Federal (PF) realizou busca e apreensão na casa e no escritório do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, em Brasília. As buscas foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, e ocorreram após Janot afirmar, em entrevista, que chegou a ir armado com um revólver ao STF com a intenção de matar o ministro Gilmar Mendes e depois se suicidar. O fato teria ocorrido 2017. 

Na decisão na qual determinou as buscas, Moraes também suspendeu o porte de arma de Janot, proibiu o ex-procurador de se aproximar de integrantes da Corte, de entrar nas dependências do tribunal, além da apreensão da arma citada nas entrevistas. Ao tomar conhecimento das declarações, Gilmar Mendes disse que Janot é “um potencial facínora”.

Na quinta-feira (3), o procurador da Fazenda Nacional, Matheus Carneiro Assunção, entrou na sede do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, sediado em São Paulo, com uma faca de cozinha escondida nas vestimentas. Segundo o tribunal, o procurador invadiu o gabinete do desembargador Paulo Fontes, que não estava no local por motivo de férias. Ao entrar na sala, Assunção se deparou com a juíza federal Louise Filgueiras e feriu a magistrada com um corte superficial no pescoço. Um servidor conseguiu conter o agressor, que foi preso pela Polícia Federal. A juíza foi atendida pelo serviço médico do tribunal e passa bem.

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