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Com grande reação, Brasil bate Grécia e avança à 2ª fase no Mundial de Basquete

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A torcida era quase toda da Grécia, os holofotes estavam todos voltados para Giannis Antetokounmpo, mas a noite desta terça-feira (03. Set) na China teve outro dono. Com 22 pontos e nove rebotes, Anderson Varejão roubou a cena, colocou o MVP da última temporada regular da NBA no bolso e comandou a histórica vitória brasileira sobre a Grécia por 79 a 78 (30 a 40), no lotado Youth Olympics Sports Park, em Nanjing.

O ex-jogador do Cleveland Cavaliers não foi o único responsável pelo Brasil buscar uma diferença que chegou a ser de 17 pontos a favor da Grécia. Bruno Caboclo, cirúrgico no lance que decidiu a partida, Alex e Rafa Luz, impecáveis defensivamente, e Marquinhos, certeiro nas bolas de três, também foram determinantes para a Seleção Brasileira assumir o primeiro lugar do grupo F.

 O JOGO

O jogo começou pegado, e Antetokounmpos não demorou para perceber que não teria moleza no garrafão brasileiro. O camisa 34 até obrigou Caboclo e Alex a cometerem falta logo no primeiro ataque grego, mas depois a defesa encaixou e o MVP da NBA passou a ter dificuldades de chegar à cesta. O problema é que o ataque da Seleção errava demais.

Mas foi só Caboclo acertar sua primeira bola de três que o resto do time o acompanhou. Com dois pontos de Varejão, o Brasil passou à frente pela primeira vez perto da metade do período. No entanto, as defesas continuavam levando a melhor sobre os ataques, e com um aproveitamento um pouco melhor e mesmo com Antetokounmpo no banco, a seleção grega venceu por 19 a 15.

Com um quinteto quase todo novo, o Brasil voltou ligado e rapidamente deixou tudo igual no placar. Se Antetokounmpos continuava sumido no jogo, Printezis estava com a mão quente. Vindo do banco, o camisa 15 anotou duas bolas de três seguidas, anotou um lance livre de bonificação e fez a diferença chegar a sete. Com uma bola de três, Marquinhos cortou o prejuízo para apenas quatro. Mas foi só.

Enquanto as bolas de três da Grécia continuavam caindo, desta vez com Calathes, o ataque brasileiro deu pane e, num piscar de olhos, a diferença aumentou para 17. Petrovic mudou de novo e pôs Rafa Luz de volta. E foi justamente o armador que mexeu no placar para o Brasil depois de muito tempo. Alex também voltou e com os dois a defesa brasileira encaixou novamente. Em outra bola de três de Marquinhos, a diferença caiu para 10 antes do intervalo.

Com a mesma formação que encerrou o primeiro tempo, a Seleção voltou arrasadora do vestiário. Com uma marcação agressiva e Varejão funcionando no ataque, o Brasil fez 6 a 0 e diminui a vantagem grega para quatro. Depois de fazer uma falta de ataque em Varejão, Antetokounmpo voltou para o banco. O Brasil era melhor, e a diferença caiu para apenas um com dois lances livres de Rafa Luz. Calathes cometeu a terceira falta, enquanto Alex virou o jogo com uma bola de dois.

A defesa brasileira seguia anulando o ataque grego, enquanto Varejão atormentava a defesa adversária. Com mais três pontos de Marquinhos, a diferença pulou para cinco. Numa jogada de cesta e falta, Antetokounmpo diminui para três ao fim do terceiro período.

O Brasil voltou com Leandrinho no lugar de Alex, mas foram de Marquinhos os primeiros pontos do último período numa bola de três. Sloukas deu o troco na mesma moeda e com mais dois pontos recolocou a Grécia em vantagem depois de muito tempo. Mas Varejão seguia implacável e fez mais dois. Era lá e cá, mas o Brasil seguia comandando o placar.

Sumido no jogo, Leandrinho resolveu aparecer e, com quatro pontos seguidos, colocou a Seleção com sete de vantagem. O Brasil teve a chance de aumentar, mas não aproveitou. Calathes com uma jogada de cesta e falta colocou a Grécia de novo no jogo. Mas, com três pontos de Leandrinho, o Brasil pulou cinco na frente e fez o técnico grego pedir tempo. A parada deu certo e a Grécia chegou ao empate numa bola de três de Printezis. Varejão recolocou o Brasil em vantagem a 14 segundos do fim. A Grécia teve o empate nas mãos, mas Sloukas desperdiçou o terceiro lance livre graças a um tapinha salvador de Caboclo.

“Vitória difícil. Eu acredito que ninguém aqui no ginásio acreditava que a gente pudesse ganhar e até muita gente no Brasil também não acreditava, mas o basquete é decidido dentro de quadra, são 40 minutos e se você desrespeitar o adversário, você vai ser surpreendido. Hoje a gente mostrou a força do nosso grupo, um grupo fechado, um jogando pelo outro, é uma sensação maravilhosa a gente ganhar um jogo desses que ninguém acreditava, mas nós acreditávamos. Falamos antes do jogo que na quadra são cinco contra cinco, temos muita gente no banco querendo entrar e vamos pra cima dos caras. Sabíamos do potencial da Grécia, mas a gente também sabia do nosso, então fomos pra cima e conseguimos a vitória. Agora é manter o foco contra Montenegro para chegarmos fortes na próxima fase”, destacou Anderson Varejão após a partida.

O ala Marquinhos, peça importante na virada brasileira no segundo tempo, anotando 15 pontos no total, também analisou a partida e falou sobre o mau momento da Seleção no segundo quarto.

“O mau momento se deveu à qualidade da Grécia e também um pouco de insegurança nossa, saímos um pouco do padrão que a gente desenhou para a partida, mas depois que a gente conseguiu colocar a cabeça no lugar, respirar, a rotação encaixou, conseguimos atacar os pontos fracos deles, aí a gente teve uma eficiência muito grande, colocamos eles para jogarem cinco contra cinco, aí eles sofrem muito, e botamos pressão. No segundo tempo a gente cresceu ofensivamente e eles sentiram muito. O Petrovic é um cara muito positivo. No intervalo ele falou “em três minutos a gente vai entrar no jogo” e não demorou nem isso. A gente encaixou um time bem flexível, defendemos bem, corremos toda a quadra, o Alex atacou muito bem, abriu bem a quadra para os nossos chutadores e foi assim que conseguimos a vitória, sem nunca sair da nossa tática de jogo”, avaliou o ala. 

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Hamilton prega sustentabilidade na F1 e quer ampliar “legado” de Senna

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Lewis Hamilton já está em São Paulo para a disputa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, no próximo domingo (17) no Autódromo José Carlos Pace (Interlagos). O inglês de 34 anos chega para a prova com o sexto título mundial da categoria assegurado com duas corridas de antecedência, após o segundo lugar na etapa dos Estados Unidos, em Austin, no último dia 3 de novembro.

O hexacampeonato o deixa a um título de se igualar ao maior ganhador da história da categoria, o alemão Michael Schumacher. Porém, o piloto que motiva Hamilton é outro. O brasileiro Ayrton Senna, tricampeão mundial, é o maior ídolo do inglês.

“Sempre fui motivado e impulsionado pela lenda Ayrton. Até hoje sinto falta de vê-lo nas corridas. Sempre quis fazer algo semelhante ao que ele fazia. Chegar aos mesmos três títulos era um sonho. É como em uma prova de revezamento: Quando alguém te passa o bastão, você tem de continuar. Então, acho que tenho que ampliar o legado de Ayrton”, disse Hamilton em entrevista coletiva realizada em um hotel na zona sul da capital paulista nesta quarta (13).

“Sinto a presença de Ayrton em todo lugar. Todo ano tento fazer alguma homenagem a ele em meu capacete. E farei novamente neste fim de semana”, prometeu.

Lewis Hamilton já está em São Paulo para a disputa do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, no próximo domingo (17) no Autódromo José Carlos Pace (Interlagos). O inglês de 34 anos chega para a prova com o sexto título mundial da categoria assegurado com duas corridas de antecedência, após o segundo lugar na etapa dos Estados Unidos, em Austin, no último dia 3 de novembro.

O hexacampeonato o deixa a um título de se igualar ao maior ganhador da história da categoria, o alemão Michael Schumacher. Porém, o piloto que motiva Hamilton é outro. O brasileiro Ayrton Senna, tricampeão mundial, é o maior ídolo do inglês.

“Sempre fui motivado e impulsionado pela lenda Ayrton. Até hoje sinto falta de vê-lo nas corridas. Sempre quis fazer algo semelhante ao que ele fazia. Chegar aos mesmos três títulos era um sonho. É como em uma prova de revezamento: Quando alguém te passa o bastão, você tem de continuar. Então, acho que tenho que ampliar o legado de Ayrton”, disse Hamilton em entrevista coletiva realizada em um hotel na zona sul da capital paulista nesta quarta (13).

“Sinto a presença de Ayrton em todo lugar. Todo ano tento fazer alguma homenagem a ele em meu capacete. E farei novamente neste fim de semana”, prometeu.

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Brasil garante mais um ouro e prata no Atletismo Paralímpico de Dubai

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O paulista Júlio César Agripino dos Santos conquistou o primeiro ouro para o Brasil, no segundo dia do Mundial de Atletismo Paralímpico, em Dubai, nos Emirados Árabes. No início da tarde desta sexta-feira (8. Nov), ele venceu a prova masculina dos 1500m T11 (deficiência visual) ao completar o percurso em 4m07s02, deixando para trás o queniano Samwel Mushai Kimani (4m08s47). Em terceiro lugar, com o bronze, ficou o polonês Aleksander Kossakowski (4m08s71).

Antes, o rondoniense Mateus Evangelista Cardoso, faturou a prata no salto em distância classe T37 (paralisados cerebrais) ao cravar 6m10, ficando apenas 13cm atrás do vencedor, o chinês Peng Zhou, que levou o ouro. O bronze ficou com o ucraniano Vladyslav Zahrebelnyi (6m07).

O Brasil ocupa agora a quarta posição na classificação geral com quatro medalhas (dois ouros, um prata, um bronze). A China lidera com seis medalhas (três ouros e três pratas), seguida da Finlandia, com três (três ouros).

Final dos 400m T47 masculina

O segundo dia de provas também foi ótimo para outros três brasileiros, que se classificaram para a final masculina dos 400m masculino classe T47 (deficiência nos membros superiores).  O paraibano Petrúcio Ferreira dos Santos avançou com o tempo de 49s09; o  paulista Thomaz Ruan de Moraes, com 49s96; e o alagoano Yohansson Nascimento cravou 51s35.   A final será neste sábado (9), às 12h33 (horário de Brasília).

Mais de 1.400 atletas de 120 países participam da nova edição do Mundial de Atletismo Paralímpico, em Dubai.  O Time Brasil tem 43 atletas (29 homens e 14 mulheres).  A competição prossegue até 15 de novembro.

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Brasil vence Chile no Mundial Sub-17 e se classifica para as quartas

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O Brasil venceu o Chile por 3 a 2, em um jogo com duas viradas, e se classificou para as quartas de final do Mundial Sub-17. O resultado empolgou os 12 mil torcedores que foram até o Estádio Bezerrão, no Gama (DF). Na próxima fase, a equipe do técnico Guilherme Dalla Dea vai enfrentar o vencedor do confronto entre Equador x Itália, que ocorre na quinta-feira (7), em Cariacica (ES). 

Aos 7 minutos, a seleção marcou o primeiro gol do jogo. Em uma falta próxima à área, Kaio Jorge – atleta do Santos – toma distância e chuta pelo lado da barreira. O goleiro Fierro nem se mexeu. 

Sete minutos depois, Kaio Jorge fez outro gol. Ele partiu sozinho, em velocidade, entrou na área e fuzilou o goleiro Fierro com um chute forte, cruzado e rasteiro. O árbitro consultou o VAR (árbitro de vídeo)  e anulou o gol do atacante, que estava impedido.  

O lance desnorteou a seleção e deu uma sobrevida aos chilenos. Eles se encheram de brios e foram para cima. Aos 25 minutos, Joan Cruz driblou dois brasileiros e chutou forte de fora da área. O goleiro Matheus ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o empate chileno: 1 a 1. 

Aos 41 minutos, o mesmo Joan Cruz recebeu lançamento na área, ajeitou na coxa e com extrema tranquilidade, esperou o goleiro Matheus sair e deu um toque para as redes: 2 a 1. 

Para sorte do Brasil, a reação não tardou. Aos 45 minutos, Kaio Jorge – o melhor em campo – foi derrubado na área pelo goleiro Fierro. Pênalti que ele mesmo bateu para levar a igualdade de 2 a 2 para os vestiários. 

No 2º tempo, o Chile continuou muito perigoso. Aos 11 minutos, lançamento para a área brasileira, Tapia matou no peito e teve tudo para desempatar, mas se apavorou com a saída do goleiro Matheus e bateu para fora. 

O Brasil perdia força no meio-campo e tentava a ligação direta defesa-ataque. Aos 20 minutos, no momento mais crítico do jogo, Thalles Magno investe pela ponta e cruza rasteiro. A zaga do Chile tira para frente da área e Diego – jogador do Grêmio – apareceu e chutou forte, no ângulo. Fierro saltou, tocou na bola, mas ela foi às redes: 3 a 2. 

O gol trouxe confiança para a seleção. Oito minutos mais tarde, Verón invadiu a área e chutou na rede, pelo lado de fora. Os chilenos cansaram e não conseguiram explorar os espaços. Os brasileiros se acomodaram com a vantagem mínima e garantiram o placar até o fim. 

Ficha técnica: 

BRASIL 3 x 2 CHILE
Competição: Mundial Sub-17 (Oitavas-de-Final)
Local: Estádio Bezerrão, Gama (DF)
Juiz: Andris Treimanis (Letônia)
Público: 12.534
Brasil: Matheus Donelli, Garcia, Henri, Luan Patrick e Patryck (Renan); Daniel Cabral, Diego, Veron e Peglow (Pedro Lucas); Kaio Jorge (Sandry) e Talles Magno. T: Guilherme Dalla Dea.
Chile: Fierro, Riquelme (Díaz), González, Bruno Gutiérrez e Daniel Gutiérrez; Rojas, Pizarro, Cruz (Pérez) e Sepúlveda (Oroz); Tapia e Aravena. T: Cristian Leva.

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